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Terapia Intensiva: artigos e atualizações

Artigos de Terapia Intensiva no Portal MEDCode: resumos de estudos, guidelines comentados e alertas para profissionais de saúde.

  • Prescrição estruturada com IA: o diferencial do Atlas 2.0 que nenhum concorrente tem
    03/07/2026 — Clínica Médica · Terapia Intensiva

    Prescrição estruturada com IA: veja como o Atlas 2.0 monta prescrição completa — dieta, hidratação, profilaxias, medicações e SOS — com fontes citadas.

  • Expectativas dos Pacientes sobre os Efeitos da Quimioterapia para Câncer Avançado
    18/03/2025 — Terapia Intensiva · Oncologia

    Qual a expectativa de pacientes com neoplasia avançada recebendo quimioterapia paliativa quanto ao efeito esperado do tratamento?

  • Como Eu Faço o Manejo de Infecções por Clostridioides difficile em Adultos
    14/03/2025 — Terapia Intensiva

    A infecção por Clostridioides difficile (ICD) é uma condição comum que afeta cerca de 500 mil pessoas anualmente, levando a uma estimativa de 15 a 30 mil mortes por ano nos EUA e com um aumento de custo de cerca de 4,8 bilhões de dólares em pacientes internados. Considerando o impacto negativo desta condição, tem ocorrido um grande incentivo para controle e prevenção desta infecção, sendo acompanhado de avanços na pesquisa sobre o seu manejo na última década.

  • Como Eu Faço o Manejo Nutricional do Doente Crítico – Recomendações para Nutrição Parenteral e para Grupos Específicos
    07/03/2025 — Terapia Intensiva

    Pacientes críticos apresentam tipicamente um estado catabólico, marcado por uma resposta inflamatória sistêmica a qual pode resultar em desnutrição, perda ponderal, complicações infecciosas, internação prolongada e maior morbimortalidade. Nesse sentido, o suporte nutricional é parte essencial do cuidado ao paciente internado na UTI.   

  • Como Eu Faço o Manejo Nutricional do Doente Crítico – Recomendações Gerais
    28/02/2025 — Terapia Intensiva

    Pacientes críticos apresentam tipicamente um estado catabólico, marcado por uma resposta inflamatória sistêmica a qual pode resultar em desnutrição, perda ponderal, complicações infecciosas, internação prolongada e maior morbimortalidade. Nesse sentido, o suporte nutricional é parte essencial do cuidado ao paciente internado na UTI.

  • Combinação de Quetamina/Propofol versus Etomidato para Intubação de Pacientes Crítico.
    27/02/2025 — Terapia Intensiva

    O uso da combinação quetamina/propofol na indução anestésica para intubação em pacientes críticos resulta em melhores desfechos em comparação ao etomidato?

  • Testes Viscoelásticos em Pacientes com Hemorragia por Trauma
    27/02/2025 — Terapia Intensiva

    A inclusão de testes viscoelásticos em protocolos para hemorragia no trauma reduz morte e a necessidade de transfusão maciça?

  • Troponina "Point-of-Care" é Confiável para Diagnóstico Rápido de SCA?
    29/01/2025 — Clínica Médica · Endocrinologia · Cardiologia · Pneumologia · Terapia Intensiva

    Um novo analisador portátil de troponina I cardíaca de alta sensibilidade, o Siemens Healthineers Atellica VTLi, foi recentemente introduzido no mercado. Avaliar seu desempenho diagnóstico em relação aos padrões laboratoriais, como o Abbott ARCHITECT STAT High Sensitive Troponin-I, é essencial, considerando as variações nos níveis de troponina entre diferentes populações. Por isso, realizou-se este estudo transversal que comparou os dois ensaios em pacientes chineses com dor torácica, demonstrando que a dosagem no local de atendimento apresenta bom desempenho diagnóstico e pode ser útil para decisões clínicas rápidas.

  • Avaliação do Risco de Morte Após COVID em Casos Classificados como Síndrome do Desconforto Respiratório no Brasil
    28/01/2025 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Infectologia

    Quais os fatores foram associados ao risco de morte a médio e longo prazo em sobreviventes de COVID-19 que tiveram síndrome do desconforto respiratório?

  • A combinação de ácido ascórbico + tiamina melhora desfechos em UTI?
    27/01/2025 — Clínica Médica · Terapia Intensiva

    A tiamina e o ácido ascórbico foram propostos para mitigar as consequências devastadoras da sepse e do choque séptico. Até o momento, ensaios clínicos randomizados não conseguiram demonstrar o benefício dessas terapias e suspeita-se de heterogeneidade no efeito do tratamento. Por isso, realizou-se esta coorte retrospectiva que mostrou que a combinação descrita não apresenta eficácia em pacientes críticos.

  • Como Eu Faço o Manejo da Reperfusão no Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVCi)
    24/01/2025 — Terapia Intensiva · Neurologia

    Na última década, muitas evidências de alta qualidade surgiram, modificando a conduta no manejo de pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi). Muitas dessas evidências foram incorporadas pela American Heart Association (AHA). O objetivo do novo protocolo é fornecer um conjunto abrangente e atualizado de recomendações aos médicos envolvidos no cuidado de pacientes adultos com AVCi.

  • Ensaio Randomizado em Cluster sobre Posicionamento da Cabeça em AVC Agudo
    21/01/2025 — Terapia Intensiva

    Em pacientes com AVC agudo, a posição deitada melhora o desfecho neurológico em comparação à posição sentada?

  • Autotransfusão Durante Decanulação de ECMO-VV Melhora Desfechos?
    20/01/2025 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina Intensiva · Hematologia

    A oxigenação por membrana extracorpórea venovenosa (ECMO-VV) é uma terapia de suporte para insuficiência respiratória aguda e está associada a um risco aumentado de transfusão de concentrado de hemácias (CH). A autotransfusão (blood cell salvage) é uma estratégia para reduzir a necessidade de transfusão alogênica, mas sua eficácia nesse contexto ainda não é bem estabelecida. Este estudo, realizado em dois centros de ECMO no Reino Unido, avaliou o impacto da autotransfusão durante a decanulação da ECMO-VV, sugerindo que essa técnica pode ser eficaz para aumentar os níveis de hemoglobina e reduzir a necessidade de transfusões sanguíneas.

  • Antibióticos Inalatórios Melhoram Desfechos em Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica?
    06/01/2025 — Clínica Médica · Pneumologia · Terapia Intensiva · Infectologia

    O uso de antibióticos inalatórios para pneumonia em pacientes sob ventilação invasiva permite alcançar altas concentrações do fármaco no trato respiratório inferior. No entanto, as evidências acerca de sua eficácia são conflitantes. Esta metanálise avaliou o impacto desses antibióticos, mostrando maior taxa de erradicação microbiológica, mas sem benefícios em recuperação clínica ou sobrevida, além de um risco aumentado de efeitos adversos, como broncoespasmo.

  • Efeito de uma Estratégia Ventilatória Limitando a Driving Pressure em Pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Secundário à Pneumonia
    02/01/2025 — Clínica Médica · Pneumologia · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência

    Uma estratégia de manejo de pacientes com SDRA baseada em reduzir a driving pressure é superior à ventilação protetora habitual?

  • Antibioticoterapia por 7 versus 14 dias em Pacientes com Infecção de Corrente Sanguínea
    31/12/2024 — Terapia Intensiva · Infectologia · Medicina Interna

    O tratamento de infecções de corrente sanguínea por 7 dias é não inferior a cursos de tratamento por 14 dias?

  • Betabloqueadores São Ineficazes em Reduzir Mortalidade por Taquicardia Séptica?
    30/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Terapia Intensiva

    O uso de betabloqueadores de curta ação, como landiolol e esmolol, para tratar taquicardia persistente em pacientes com sepse continua sendo um tema controverso. A taquicardia, frequentemente associada à febre, dor, desidratação e inflamação sistêmica, não possui um manejo claramente definido com essa classe de medicamentos. Por isso, realizou-se esta metanálise que incluiu dados atualizados de sete ensaios clínicos randomizados. Os resultados mostraram que a administração de betabloqueadores de curta ação não reduziu significativamente a mortalidade de curto prazo em pacientes sépticos com taquicardia.

  • Ventilação Não Invasiva de Alta Intensidade Melhora Desfechos na DPOC?
    27/12/2024 — Clínica Médica · Pneumologia · Terapia Intensiva

    A ventilação não invasiva com pressão positiva (VNIPP) é amplamente utilizada no manejo da exacerbação aguda da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). No entanto, o impacto da VNIPP de alta intensidade na necessidade de intubação endotraqueal (IOT) em pacientes com DPOC exacerbada ainda não havia sido definido. Este estudo randomizado mostrou que, em pacientes com DPOC exacerbada, o uso de VNIPP de alta intensidade não apresentou diferença significativa nas taxas de IOT em comparação com a VNIPP de baixa intensidade.

  • Como Eu Faço o Uso de Albumina Intravenosa Com Base na Diretriz da International Collaboration for Transfusion Medicine de 2024
    27/12/2024 — Terapia Intensiva · Nefrologia · Gastroenterologia

    Albumina intravenosa é uma medicação administrada em um amplo espectro de condições clínicas, incluindo doenças hepáticas, doenças neurológicas, procedimentos hematológicos, perioperatório e em doentes críticos. Ao longo dos anos diversos estudos randomizados avaliaram o impacto de infusão de albumina em vários cenários, de forma que há um número limitado de indicações associadas a melhores desfechos.  Trata-se de um produto derivado de grandes quantidades de plasma de doadores e cuja manufatura é bastante cara. Além disso, seu uso indevido pode resultar em eventos adversos, incluindo hipervolemia e reações alérgicas. Assim, seu uso deve ser criterioso e baseado nas melhores evidências disponíveis. Pensando nisso, foi elaborada esta diretriz para reunir recomendações para a comunidade médica sobre o uso apropriado de albumina intravenosa nos cenários mais comuns da prática clínica.  Para realização desta diretriz foram realizadas diversas revisões sistemáticas da literatura, seguidas de discussão em grupos e elaboração de recomendações baseadas na metodologia GRADE (a certeza da evidência foi classificada em alta, moderada, baixa ou muito baixa; as recomendações foram definidas como fortes ou condicionais). Abaixo descrevemos as principais recomendações desta diretriz.  

  • Ácido Tranexâmico Ultra-precoce Após Hemorragia Subaracnóidea
    26/12/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia

    Em pacientes com HSA comprovada por tomografia, o uso precoce do ácido tranexâmico melhora o desfecho neurológico funcional em 6 meses?

  • Tenecteplase em Acidente Vascular Cerebral Isquêmico entre 4,5 e 24h sem Trombectomia
    24/12/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia

    O tratamento com tenecteplase realizado entre 4,5 e 24 horas do início dos sintomas em pacientes com AVCi por oclusão de grandes vasos é superior ao placebo?

  • Suplementação de Potássio para Prevenção de Fibrilação Atrial Após Cirurgia Cardíaca
    19/12/2024 — Cardiologia · Terapia Intensiva · Medicina Interna · Cirurgia Cardiovascular

    Uma estratégia de suplementação de potássio visando níveis séricos no limite superior da normalidade reduz o risco de arritmia no pós-operatório de cirurgia cardíaca?

  • Efeito do Ácido Tranexâmico Endovenoso no Sangramento em Queimados Durante Cirurgia
    19/12/2024 — Terapia Intensiva · Cirurgia Geral

    O uso do ácido tranexâmico reduz sangramento no intraoperatório de pacientes com queimaduras graves?

  • Como Eu Faço Manejo Cardiovascular Perioperatório em Cirurgia Não Cardíaca: Comorbidades Cardíacas Com Base na Diretriz da AHA/ACC/ACS/ASNC/HRS/SCA/SCCT/SCMR/SVM de 2024
    18/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Terapia Intensiva · Cirurgia Geral

    Estima-se que sejam realizadas mais de 300 milhões de cirurgias anualmente no mundo todo.  Comorbidades cardiovasculares são comuns em adultos submetidos a cirurgias não cardíacas e a ocorrência de complicações cardiovasculares perioperatórias é uma importante causa de morbidade e mortalidade.  Assim, visando sintetizar a evidência disponível e fornecer recomendações adequadas para o manejo cardiovascular perioperatório de pacientes submetidos a cirurgias não cardíacas, a American Heart Association (AHA), em conjunto com diversas outras instituições de atuação relevante nesse cenário elaboraram diretrizes abordando os principais tópicos referentes á tal manejo, incluindo desde a avaliação de risco perioperatório, cuidados antes da cirurgia, cuidados no intra e no pós-operatório. Essas diretrizes foram elaboradas a partir de diversas questões (usando a metodologia PICO), seguidas de revisão extensa da literatura e discussão em grupos de especialistas para a elaboração de recomendações.  Para cada recomendação é fornecido uma classe de recomendação (força da evidência, podendo ir de classe 1 à classe 3, na qual 1 é uma recomendação para que a conduta seja feita; 2 é uma sugestão para que a conduta seja feita e 3 é uma sugestão ou recomendação para que a conduta não seja feita pelo risco de causar mal) e uma avaliação da qualidade da evidência (de nível A à nível C, na qual o nível A representa evidência de alta qualidade proveniente de ensaios randomizados bem feitos; B representa evidência compilada de ensaios randomizados de qualidade inferior ou estudos observacionais e C representa estudos com qualidade técnica inferior). 

  • VNI + Cateter de Alto Fluxo Melhoram Desfechos em Pacientes Sem DPOC?
    16/12/2024 — Clínica Médica · Pneumologia · Terapia Intensiva

    Estudos sugerem que a ventilação não invasiva (VNI) alternada com cateter de alto fluxo (CNAF) pode prevenir insuficiência respiratória pós-extubação (IRPE), mas faltavam dados definitivos. Este estudo randomizado mostrou que a VNI profilática alternada com CNAF reduziu significativamente a IRPE em pacientes sem DPOC e com alto risco de falha na extubação. Contudo, essa estratégia não diminuiu as taxas de reintubação ou mortalidade.

  • Como Eu Diagnostico Morte Encefálica Com Base na Resolução CFM n° 2173/2017
    16/12/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva

    O conceito de morte encefálica (ME) passou a ser definido após a publicação do The depassed coma, em 1959. Um levantamento quanto ao critério de determinação de morte encefálica em 2002 evidenciou uma heterogeneidade na legislação e nos critérios para o diagnóstico de morte encefálica.  No Brasil, a resolução n° 1480 de 1997 incorporou procedimentos internacionais com alto grau de rigidez e segurança. Entretanto, devido a avanços tecnológicos e melhor entendimento do processo de morte encefálica, uma revisão para aprimoramento dos critérios foi necessária e o CFM descreveu esta nova resolução publicada em 2017 e que é adotada atualmente. A determinação de ME deve ser realizada de forma padronizada e com especificidade de 100%. Qualquer dúvida no processo de determinação de ME inviabiliza o seu diagnóstico.

  • Como Eu Faço o Manejo do Potencial Doador de Órgãos em Morte Encefálica Com Base no Guideline Brasileiro de Manejo do Potencial Doador de Órgãos em Morte Encefálica
    13/12/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Neurologia

    A doação de órgãos é um processo complexo que abrange diversos profissionais de saúde em diversos níveis que inclui a identificação do potencial doador, diagnóstico de morte encefálica, suporte à família do potencial doador, avaliação dos critérios de elegibilidade para doação, manejo clínico do potencial doador de órgãos, captação e distribuição do órgão. Os cuidados com o potencial doador são necessários para manter estabilização hemodinâmica, controle de temperatura e equilíbrio endócrino-metabólico com o intuito de melhorar a qualidade dos órgãos e desfechos clínicos do receptor. O objetivo do guideline é prover recomendações para guiar o manejo clínico de pacientes em morte encefálica potenciais doadores de órgãos, melhorando a viabilidade para transplante. Os estudos selecionados para a elaboração do guideline foram avaliados utilizando a escala GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) para a estratificação da força das evidências encontradas e as recomendações foram elaboradas por cada grupo e revisadas pelo painel de especialistas. O método GRADE categoriza a qualidade das evidências em quatro níveis (alta, moderada, baixa e muito baixa), e, com base nas qualidades das evidências, relação risco-benefício, e disponibilidade de recursos, classifica as recomendações como forte ou fracas. Pontos relevantes para a prática não passíveis de serem avaliados pelo GRADE, mas que mereciam discussão para evitar práticas subótimas foram definidos como Boa prática

  • Quando Indicar Plasmaférese em Doenças Nefrológicas?
    13/12/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Nefrologia · Hematologia

    A plasmaférese terapêutica (TPE) desempenha um papel fundamental no manejo de várias doenças nefrológicas, especialmente em situações críticas, como distúrbios autoimunes e condições mediadas por anticorpos. As indicações para TPE são classificadas pela American Society for Apheresis (ASFA) com base em evidências e consenso clínico, permitindo uma abordagem padronizada.

  • Algoritmo Baseado na Procalcitonina para Guiar o Uso de Antibióticos em Pacientes com Pancreatite Aguda
    12/12/2024 — Terapia Intensiva · Gastroenterologia · Infectologia · Cirurgia Geral · Medicina Interna

    Um algoritmo baseado na procalcitonina pode ser eficaz para guiar o uso de antibióticos em pacientes com pancreatite aguda?

  • Como Eu Faço Manejo Cardiovascular Perioperatório em Cirurgia Não Cardíaca: Pré Operatório Com Base na Diretriz da AHA/ACC/ACS/ASNC/HRS/SCA/SCCT/SCMR/SVM de 2024
    11/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Terapia Intensiva · Cirurgia Geral

    Estima-se que sejam realizadas mais de 300 milhões de cirurgias anualmente no mundo todo.  Comorbidades cardiovasculares são comuns em adultos submetidos a cirurgias não cardíacas e a ocorrência de complicações cardiovasculares perioperatórias é uma importante causa de morbidade e mortalidade.  Assim, visando sintetizar a evidência disponível e fornecer recomendações adequadas para o manejo cardiovascular perioperatório de pacientes submetidos a cirurgias não cardíacas, a American Heart Association (AHA), em conjunto com diversas outras instituições de atuação relevante nesse cenário elaboraram diretrizes abordando os principais tópicos referentes à tal manejo, incluindo desde a avaliação de risco perioperatório, cuidados antes da cirurgia, cuidados no intra e no pós-operatório. Essas diretrizes foram elaboradas a partir de diversas questões (usando a metodologia PICO), seguidas de revisão extensa da literatura e discussão em grupos de especialistas para a elaboração de recomendações. 

  • Entendendo a Plasmaférese Terapêutica: Métodos e Mecanismos
    11/12/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Nefrologia · Hematologia

    A plasmaférese terapêutica (TPE) é um recurso valioso no manejo de doenças autoimunes e condições mediadas por anticorpos. Atua removendo autoanticorpos, imunocomplexos e mediadores inflamatórios, sendo essencial em cenários críticos. O Core Curriculum 2023 da American Journal of Kidney Diseases serve como um guia prático para nefrologistas, destacando os principais tópicos sobre o tema.

  • Metoclopramida Reduz Taxas de Pneumonia Após AVC?
    09/12/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Neurologia

    A metoclopramida foi sugerida como uma opção para reduzir o risco de pneumonia em pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) agudo em uso de sonda nasogástrica (SNG). Contudo, dados que confirmem essa hipótese são escassos. Esta análise post-hoc do estudo randomizado PRECIOUS demonstrou que o uso de metoclopramida por 4 dias em pacientes que receberam SNG logo após o início do AVC não reduziu a incidência de pneumonia nem melhorou os desfechos funcionais.

  • Como Eu Faço Intubação Orotraqueal em Paciente Acordado Com Base na Diretriz da Difficult Airway Society de 2019
    06/12/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Anestesiologia

    A intubação orotraqueal é um dos procedimentos mais realizados em hospitais, incluindo setores como centro cirúrgico, UTI e unidades de emergência. Apesar de na maioria das vezes este procedimento transcorrer sem intercorrências, em cerca de 2 a 6% dos casos pode haver dificuldades, incluindo incapacidade de visualizar a traqueia, ventilação não eficaz com dispositivo bolsa-valva-máscara e dificuldade em ventilar com dispositivo supraglótico. Em tais situações, as consequências podem ser graves, incluindo morte e sequelas neurológicas graves.  Um ponto importante é que existem várias ferramentas que podem predizer uma via aérea difícil. Em um cenário em que se antecipa dificuldade na intubação, uma alternativa razoável seria realizar o procedimento com o paciente acordado, mantendo ventilação espontânea, sendo realizada anestesia geral apenas depois que a via aérea está garantida. Tal procedimento é seguro e altamente eficaz, contudo, raramente é utilizado, em grande parte por falta de experiência e segurança dos operadores.  Visando aumentar a segurança e estimular a realização de intubação orotraqueal com paciente acordado, a Difficult Airway Society elaborou estas diretrizes com um conjunto de recomendações sobre o tema. Para a elaboração das diretrizes foram realizadas algumas reuniões com os membros responsáveis, envolvendo revisões sistemáticas da literatura para a elaboração de recomendações específicas. A força das recomendações foi graduada de A à D (sendo A o maior nível de evidência: baseado em estudos randomizados e D o menor nível de evidência: baseado em opinião de especialistas).

  • Trombectomia em Acidente Vascular Cerebral Isquêmico no Sistema Público de Saúde do Brasil
    03/12/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia

    O tratamento com trombectomia mecânica é superior ao tratamento clínico no desfecho funcional em pacientes com AVCi por oclusão de grandes vasos?

  • Frequência do Rastreio e Realização de Teste de Respiração Espontânea em Pacientes em Ventilação Mecânica
    03/12/2024 — Clínica Médica · Pneumologia · Terapia Intensiva

    Qual a melhor forma de realizar o teste de respiração espontânea e quantas vezes ao dia ele deve ser realizado para acelerar o desmame e reduzir o tempo de ventilação mecânica?

  • Como Eu Faço Bloqueio Neuromuscular em Pacientes Críticos Adultos Com Base no Clinical Practice Guidelines for Sustained Neuromuscular Blockade in the Adult Publicado na Critical Care Medicine em 2016
    29/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva

    Os bloqueadores neuromusculares são utilizados em pacientes críticos em situações específicas, como por exemplo em ARDS (Acute Respiratory Distress Syndrome), tratamento de shivering associado à hipotermia e hipertensão intracraniana.  Após décadas de experiência com tais medicamentos, percebeu-se que diversas populações têm respostas diferentes ao uso dos bloqueadores neuromusculares. Além disso, seu uso traz inúmeros efeitos deletérios, incluindo fraqueza muscular decorrente do seu uso prolongado, prolongamento do tempo de ventilação mecânica e tromboembolismo. O presente guideline tem por objetivo atualizar dados de dois guidelines prévios, incluindo informações sobre indicações de uso além de recomendações sobre o manejo dos pacientes críticos adultos em uso de bloqueio neuromuscular. O guideline foi elaborado por clínicos membros da Society of Critical Care Medicine incluindo um pesquisador da Universidade de McMaster com experiência em síntese de evidências e no método GRADE e um editor médico com experiência em buscas na literatura. Os estudos selecionados foram avaliados usando a escala GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) para a estratificação da força das evidências encontradas e as recomendações foram elaboradas por cada grupo e revisadas pelo painel de especialistas. O método GRADE categoriza a qualidade das evidências em quatro níveis (alta, moderada, baixa e muito baixa), e, com base nas qualidades das evidências, relação risco-benefício, e disponibilidade de recursos, classifica as recomendações como fortes ou fracas.

  • Injúria Renal Aguda e Cognitivo: Risco Neurológico Subestimado?
    27/11/2024 — Terapia Intensiva · Nefrologia · Neurologia

    O estudo Assessment, Serial Evaluation and Subsequent Sequelae of AKI (ASSESS-AKI) é uma coorte prospectiva e multicêntrica, com grupos pareados, projetada para avaliar os desfechos de médio e longo prazo associados à Injúria Renal Aguda (IRA). Um dos braços do estudo foca exclusivamente no impacto da IRA sobre o declínio cognitivo. Os resultados indicaram que a IRA pode estar associada a um risco aumentado de prejuízo cognitivo a longo prazo, possivelmente mediado por mecanismos inflamatórios envolvendo a via do TNF.

  • Como Eu Faço Controle Glicêmico em Pacientes Críticos Adultos Com Base no Guideline da Society of Critical Care Medicine Guidelines on Glycemic Control for Critically Ill Children na Adults 2024
    22/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva

    A hiperglicemia é comum em pacientes críticos e pode impactar negativamente no desfecho clínico dos pacientes. A hiperglicemia significativa pode desencadear diurese osmótica, disfunção endotelial, respostas inflamatórias, podendo reduzir a recuperação neuromuscular, aumentar o risco de infecções e de mortalidade. Um aumento na chance de mortalidade está associado a valores extremos de glicemia, entretanto ainda há controversas quanto a faixa ideal de controle glicêmico para pacientes críticos Com o objetivo de atualizar as diretrizes de 2012, a Society of Critical Care Medicine e o American College of Critical Care Medicine realizou uma nova revisão sistemática da literatura Os estudos selecionados foram avaliados usando a escala GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) para a estratificação da força das evidências encontradas e as recomendações foram elaboradas por cada grupo e revisadas pelo painel de especialistas. O método GRADE categoriza a qualidade das evidências em quatro níveis (alta, moderada, baixa e muito baixa), e, com base nas qualidades das evidências, relação risco-benefício, e disponibilidade de recursos, classifica as recomendações como forte ou fracas. Este resumo traz recomendações para o controle glicêmico relacionados apenas a pacientes críticos adultos.

  • Como Eu Faço Manejo de Pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo Com Base na Diretriz da ATS/ESICM/SCCM de 2017 Atualizada em 2024
    22/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência

    A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma condição caracterizada por edema pulmonar inflamatório, com infiltrado pulmonar bilateral e hipoxemia grave. Trata-se de uma condição comum em unidades de terapia intensiva e que é associada a elevada morbidade e mortalidade.  O tratamento dessa síndrome é baseado em medidas de suporte, sendo especialmente relevante o manejo adequado da ventilação mecânica. Com o entendimento de que a ventilação invasiva pode agravar a lesão pulmonar através da ocorrência de VILLI (ventilator-induced lung injury), boa parte das intervenções direcionadas a pacientes com SDRA é direcionada a mitigar esse tipo de lesão. Nas últimas décadas diversos estudos randomizados foram publicados testando intervenções específicas no manejo de pacientes com SDRA, porém muitos tratamentos benéficos para tais pacientes são subutilizados por falta de conhecimento da população médica.  Foram elaboradas diretrizes pela American Thoracic Society (ATS), pela European Society of Intensive Care Medicine (ESICM) e pela Society of Critical Care Medicine (SCCM). Essas diretrizes foram elaboradas a partir de diversas questões (usando a metodologia PICO), seguidas de revisão extensa da literatura e discussão em grupos para a elaboração de recomendações baseadas na metodologia GRADE. Recomendações são classificadas como fortes (o painel “recomenda”; situações em que a maioria dos médicos e pacientes preferiria a intervenção) ou condicionais (o painel “sugere”; situações em que a intervenção pode ser apropriada, porém cabe uma avaliação caso a caso). Neste texto abordaremos as principais recomendações incluídas nesta diretriz.

  • Ventilação Mecânica Protetora em Pacientes com Lesão Cerebral Aguda Grave: Ensaio Clínico Randomizado, Multicêntrico
    21/11/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia

    A ventilação mecânica protetora melhora o desfecho clínico em pacientes com lesão cerebral aguda grave?

  • Efeito da Tele-UTI nos Desfechos Clínicos de Pacientes Críticos
    19/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva

    Uma estratégia de Tele-UTI (telemedicina direcionada para UTIs) resulta em melhores desfechos para os pacientes nas unidades supervisionadas?

  • Rezafungina É Eficaz Em Pacientes Críticos Com Candidemia
    18/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Infectologia

    Entre pacientes críticos, houve aumento da incidência de resistência a antifúngicos. Por isso, o alcance de exposições eficazes com os atuais regimes de equinocandinas tornou-se menor, especialmente em espécies resistentes de Candida. Assim, se realizou esta análise agrupada de 2 estudos randomizados que mostrou que a rezafungina, uma nova equinocandina aprovada pelo FDA, é bem tolerada e eficaz no tratamento de pacientes críticos com candidemia e/ou candidíase invasiva.

  • Como Eu Faço Ventilação Não Invasiva em Pacientes com Insuficiência Respiratória Aguda Com Base na Diretriz da ERS/ATS de 2017
    15/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência

    A insuficiência respiratória aguda (IRpA) é um dos principais motivos para admissão em unidades de emergência e terapia intensiva. Além da investigação etiológica e tratamento específico, parte essencial do manejo desta condição evolve o suporte respiratório, o qual pode variar desde aporte com oxigênio até o uso de ventilação mecânica invasiva. Nas últimas duas décadas o suporte com ventilação não invasiva (VNI - ventilação com pressão positiva em um ou dois níveis oferecida através de máscaras nasais, orais ou faciais) tem sido usado com frequência no tratamento de pacientes com IRpA, visando tanto o alívio dos sintomas, quanto evitar a necessidade de intubação. A popularização deste tipo de suporte ocorreu em paralelo à melhora tecnológica relacionada aos aparelhos de VNI, bem como a publicação de estudos demonstrando benefício em diferentes cenários.   Em 2017 a European Respiratory Society (ERS) e a American Thoracic Society (ATS) elaboraram diretrizes para fornecer recomendações baseadas em evidências para o uso de VNI em pacientes com IRpA. Essas diretrizes foram elaboradas a partir de diversas questões (usando a metodologia PICO), seguidas de revisão extensa da literatura e discussão em grupos para a elaboração de recomendações baseadas na metodologia GRADE. Neste texto abordaremos as principais recomendações incluídas nesta diretriz.

  • Estratégia Transfusional Restritiva vs Liberal em Pacientes com Lesão Cerebral Aguda
    14/11/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia

    Uma estratégia transfusional restritiva em pacientes com lesão cerebral aguda influencia no desfecho neurológico funcional em comparação à uma estratégia transfusional liberal?

  • Oxigenoterapia 24h/dia Melhora Desfechos em Hipoxêmicos?
    11/11/2024 — Clínica Médica · Pneumologia · Terapia Intensiva

    A oxigenoterapia por pelo menos 15 horas diárias já é comprovadamente eficaz em prolongar a sobrevida de pacientes com hipoxemia grave. Contudo, sem embasamento em estudos randomizados, algumas recomendações sugeriram a oxigenoterapia contínua de 24 horas por dia, um regime mais oneroso e sem benefício adicional comprovado. Este estudo randomizado foi, então, conduzido para avaliar se o uso de oxigênio por 24 horas diárias ofereceria alguma vantagem. Os resultados mostraram que, em pacientes com hipoxemia grave, a oxigenoterapia 24h/dia não melhorou desfechos clínicos em relação ao uso por 15h/dia.

  • Como Eu Manejo a Insuficiência Renal Aguda Associada à Rabdomiólise Com Base em Revisões da Literatura até 2024
    08/11/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Nefrologia

    A rabdomiólise é uma síndrome clínica resultante da lesão do músculo esquelético, que leva à liberação de seus constituintes celulares na circulação. Essa condição pode ser seguida por injúria renal aguda (IRA), que, quando presente, representa uma complicação grave. Atualmente, não existem grandes estudos clínicos ou consensos de diretrizes para o manejo da rabdomiólise. Nesse contexto, revisões da literatura são essenciais para orientar a abordagem desses casos. Devido à escassez de evidências sólidas, utilizaremos revisões não sistemáticas e recomendações, incluindo: a recomendação de manejo da IRA induzida por rabdomiólise publicada no CJASN em 2024; uma revisão publicada no Critical Care por um grupo da República Checa; e a revisão de IRA e rabdomiólise publicada no NEJM em 2009.

  • Como Eu Faço a Prevenção de Infecção Associada a Cateteres Venosos Centrais de Inserção Periférica (PICCs) Com Base na Diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) 2024
    06/11/2024 — Terapia Intensiva

    As infecções de corrente sanguínea associadas ao cateter (ICS) são comuns no ambiente hospitalar, estando relacionadas a piores desfechos e ao aumento de custos. Essas ICS têm um alto potencial de prevenção por meio de cuidados na inserção, manutenção e remoção/troca dos dispositivos intravasculares. Embora os cateteres venosos centrais de inserção periférica (PICCs) sejam usados com menor frequência em comparação aos acessos periféricos (AVPs), a ponta desses cateteres fica localizada em uma veia central, podendo qualquer infecção progredir para uma ICS. Assim, os cuidados com a inserção e a manutenção deste dispositivo devem ser rigorosos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou novas diretrizes para a prevenção de ICS relacionadas a PICCs. Essas diretrizes foram formuladas a partir de perguntas-chave (usando a metodologia PICO), revisão sistemática da literatura e recomendações baseadas na abordagem GRADE. A maioria das recomendações apresentadas nas diretrizes fundamenta-se em boas práticas, mas sem alto nível de certeza na evidência. 

  • Como Eu Faço Manejo de Imobilidade e Sono no Paciente Crítico Com Base no PADIS da SCCM 2018
    06/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência

    A fraqueza adquirida na UTI é uma das complicações mais relevantes da doença crítica. Um dos principais fatores de risco para a ocorrência desta complicação é o imobilismo, sendo que a adoção de mobilização e reabilitação precoce podem ter um papel essencial para mitigar esta condição.  Outro aspecto frequentemente negligenciado em pacientes críticos é a qualidade do sono. A má qualidade do sono pode gerar desconforto para o paciente, além de influenciar em desfechos clínicos como a incidência de delirium. Em resposta a esses desafios, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) desenvolveu, em 2018, o PADIS, diretrizes para o manejo de dor, agitação/sedação, delirium, imobilidade e sono no paciente crítico. As recomendações foram elaboradas com base na metodologia GRADE. Uma recomendação forte indica alta confiança de que os benefícios superam os riscos, enquanto uma recomendação condicional aponta que a evidência é menos robusta ou que há um equilíbrio entre os benefícios e riscos, permitindo maior flexibilidade na decisão clínica. Já uma boa prática clínica representa uma recomendação baseada em consenso de especialistas ou experiência clínica. Neste texto, abordaremos as principais recomendações relacionadas à imobilidade e à qualidade do sono em pacientes críticos.

  • RDW Pode Ser Marcador de Mortalidade em Pacientes Sépticos Críticos
    04/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Hematologia

    O índice de distribuição dos glóbulos vermelhos (RDW) tem sido associado à mortalidade em várias doenças. No entanto, sua relação com a sepse, uma das principais causas de morte em todo o mundo, ainda não é totalmente compreendida. Este estudo buscou avaliar essa associação em pacientes sépticos críticos, mostrando que o RDW elevado está associado à mortalidade em 30 dias.

  • Espasmo Arterial Cerebral. Ensaio Clínico Randomizado Controlado com Nimodipino em Pacientes com Hemorragia Subaracnóidea
    31/10/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia

    O uso de nimodipino é eficaz em prevenir ou alterar a gravidade de déficits neurológicos secundários ao vasoespasmo em pacientes com HSA aneurismática?

  • Como Eu Trato Cetoacidose Diabética Com Base na Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes 2023
    30/10/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência

    A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose, comum no diabetes tipo 1, mas também presente no tipo 2.  O tratamento eficaz, realizado em ambiente hospitalar, inclui correção de desequilíbrios metabólicos, controle eletrolítico, hidratação e uso de insulina regular. O guideline da Sociedade Brasileira de Diabetes tem como objetivo padronizar a identificação, diagnóstico e tratamento da CAD com base em evidências científicas, garantindo cuidados de qualidade. Neste texto, abordaremos o tratamento do paciente com cetoacidose diabética. A classificação das recomendações foi feita da seguinte forma: recomendação forte (Classe I e IIa) para intervenções eficazes e baseadas em evidências de alta qualidade; recomendação condicional (Classe IIb) para intervenções com eficácia menos estabelecida; e recomendação contra (Classe III) para intervenções consideradas ineficazes ou prejudiciais.

  • Como Eu Faço Manejo de Delirium no Paciente Crítico Com base no PADIS da SCCM 2018
    30/10/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência

    O delirium é uma condição muito comum em pacientes críticos, podendo gerar grande sofrimento para os pacientes e familiares, além de ser associado a piores desfechos. Trata-se de uma condição que reflete uma disfunção do sistema nervoso central diante de uma doença grave.  Pacientes que apresentam delirium durante a internação estão predispostos a ter um aumento no tempo de internação, custos hospitalares e declínio cognitivo após a alta. Em resposta a esses desafios, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) desenvolveu, em 2018, o PADIS, diretrizes para o manejo de dor, agitação/sedação, delirium, imobilidade e sono no paciente crítico. As recomendações foram elaboradas com a metodologia GRADE. Uma recomendação forte significa que há alta confiança de que os benefícios superam os riscos. Por outro lado, uma recomendação condicional indica que a evidência é menos robusta ou que os benefícios e riscos são equilibrados, permitindo maior flexibilidade na decisão clínica. Uma boa prática clínica é uma recomendação baseada no consenso de especialistas ou na experiência clínica. Neste texto, abordaremos as principais recomendações relacionadas à avaliação e ao manejo de delirium em pacientes críticos.

  • Candidemia Adquirida em UTI é Mais Frequente em Pacientes com COVID-19
    28/10/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Infectologia

    Embora a infecção por COVID-19 seja um fator de risco significativo para várias infecções bacterianas, virais e fúngicas secundárias, seu impacto na candidemia adquirida em UTI (CAU) ainda é pouco explorado. Por isso, foi realizado este estudo de coorte, que mostrou que, apesar de pouco frequente, a taxa de CAU foi maior entre pacientes com infecção por COVID-19.

  • Monitorização de Pressão Intracraniana Com e Sem Monitorização de Oxigênio Tissular em Traumatismo Cranioencefálico Grave na França
    24/10/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia

    Uma estratégia baseada na monitorização precoce de PIC e PbtO2 é superior à estratégia de monitorização apenas de PIC em pacientes com TCE grave?

  • Como Eu Faço Manejo de Dor no Paciente Crítico Com Base no PADIS da SCCM 2018
    23/10/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência

    A dor, definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano tecidual atual ou potencial, é um evento muito comum em pacientes críticos. O manejo de dor na UTI é complexo devido à grande variabilidade de apresentação, de tolerância individual e de resposta ao tratamento, além de diversas barreiras para a avaliação, incluindo ventilação mecânica, delirium e uso de dispositivos invasivos.  Além de gerar sofrimento, a dor (especialmente se grave e persistente) pode resultar em piores desfechos. Em resposta a esses desafios, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) desenvolveu, em 2018, o PADIS, diretrizes para o manejo de dor, agitação/sedação, delirium, imobilidade e sono no paciente crítico. As recomendações foram elaboradas com a metodologia GRADE. Uma recomendação forte significa que há alta confiança de que os benefícios superam os riscos. Já uma recomendação condicional indica que a evidência é menos robusta ou que os benefícios e riscos são equilibrados, permitindo maior flexibilidade na decisão clínica. Uma boa prática clínica é uma recomendação baseada no consenso de especialistas ou na experiência clínica. Neste texto, abordaremos as principais recomendações relacionadas à avaliação e ao manejo da dor em pacientes críticos.

  • Como Eu Faço o Diagnóstico e Avaliação Inicial de Cetoacidose Diabética Com Base na Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes 2023
    23/10/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência

    A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. Embora seja mais comum no diabetes tipo 1, também pode ocorrer no tipo 2. O diagnóstico precoce é essencial devido à rápida evolução da cetoacidose diabética, que pode levar a complicações graves, como insuficiência renal, arritmias, coma e alta mortalidade.  O guideline da Sociedade Brasileira de Diabetes tem como objetivo padronizar a identificação, o diagnóstico e o tratamento da CAD com base em evidências científicas, garantindo cuidados de qualidade. Neste texto, abordaremos o diagnóstico e a avaliação inicial do paciente com cetoacidose diabética. A classificação das recomendações foi feita da seguinte forma: recomendação forte (Classe I e IIa) para intervenções eficazes e baseadas em evidências de alta qualidade; recomendação condicional (Classe IIb) para intervenções com eficácia menos estabelecida; e recomendação contra (Classe III) para intervenções consideradas ineficazes ou prejudiciais.

  • Acesso à Esquerda é Preferível para Punção Venosa Subclávia Guiada por Ultrassom
    21/10/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva

    O mal posicionamento de cateter após a punção venosa subclávia (PVS) não é incomum e pode resultar em complicações graves. Por isso, um estudo randomizado avaliou qual topografia subclávia (direita ou esquerda) está associada a menores taxas de mal posicionamento. Os resultados revelam que o acesso à subclávia esquerda, guiado por ultrassom, está relacionado a um menor risco de mal posicionamento de cateter em comparação ao acesso à direita.

  • Efeito de uma Oferta Alta de Proteínas vs a Oferta Habitual na Recuperação Funcional de Pacientes Críticos
    17/10/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Nutrologia

    A oferta de uma qualidade mais alta de proteínas melhora o desfecho funcional de pacientes críticos em comparação com a oferta habitual?

  • Como Eu Faço Reversão de Antiplaquetários em Pacientes com Hemorragia Intracraniana Com Base na Diretriz da Sociedade de Cuidados Neurocríticos 2016
    16/10/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia

    Os antitrombóticos incluem anticoagulantes, agentes antiplaquetários e trombolíticos. São comumente utilizados para tratar eventos tromboembólicos ou como profilaxia em diferentes condições clínicas. Entretanto, esses agentes aumentam o risco de sangramento. Devido às controvérsias na literatura sobre a reversão de antitrombóticos em pacientes com hemorragia intracraniana, esta diretriz foi elaborada para fornecer evidências sobre os efeitos desses agentes. A Sociedade de Cuidados Neurocríticos (NCS), em conjunto com a Sociedade Médica de Cuidados Críticos, reuniu 13 profissionais de diversas instituições e especialidades, como neurocrítica, neurologia, neurocirurgia, AVC, medicina de emergência e hematologia, para desenvolver o guideline. A população estudada incluiu adultos com hemorragia intracraniana espontânea ou traumática, excluindo casos de coagulopatias intrínsecas, com estudos em inglês publicados até janeiro de 2013. Neste texto, abordaremos apenas as recomendações relacionadas  aos antiplaquetários.  Os estudos selecionados foram avaliados usando a escala GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) para estratificar a força das evidências, com recomendações elaboradas e revisadas pelo painel de especialistas. O método GRADE categoriza a qualidade das evidências em 4 níveis (alta, moderada, baixa e muito baixa) e, com base na qualidade das evidências, na relação risco-benefício e na disponibilidade de recursos, classifica as recomendações como fortes ou condicionais. Boas práticas clínicas referem-se a recomendações baseadas na experiência e no consenso de especialistas, em que a força da evidência não foi formalmente classificada pela diretriz.

  • Realizar Prevenção Ativa de Febre na Lesão Cerebral Aguda Melhora Desfechos?
    14/10/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Neurologia

    A febre está associada a piores desfechos em pacientes com lesão cerebral vascular aguda, como acidente vascular encefálico isquêmico (AVCi). No entanto, ainda é incerto se a prevenção ativa da febre poderia melhorar a recuperação funcional. O estudo INTREPID teve como objetivo determinar se a normotermia preventiva, utilizando um dispositivo automatizado de controle de temperatura, poderia reduzir a febre e melhorar desfechos em pacientes com lesão cerebral aguda.

  • Congresso ESICM 2024 - Novas Estratégias de Ventilação em SDRA
    11/10/2024 — Terapia Intensiva

    O uso da ventilação mecânica invasiva em modo assisto-controlado está associado a mais assincronias, maior lesão muscular e, possivelmente, a um maior tempo de ventilação mecânica. Assim, o estudo BIRDS avaliou se a ventilação no modo Pressão Controlada que permite ventilação espontânea (PC-SV) seria superior ao modo assisto-controlado a volume (ACV). Como resultado, o estudo encontrou que o uso do modo PC-SV reduziu a necessidade de sedação e a necessidade de terapia de resgate para hipoxemia (prona e bloqueio neuromuscular), mas não teve impacto na mortalidade ou no número de dias livres de ventilação mecânica desses pacientes.

  • Congresso ESICM 2024 - Existe Espaço Para Betabloqueador e Controle de Frequência em Choque Séptico?
    11/10/2024 — Terapia Intensiva

    Taquicardia persistente mantida no choque séptico está associada a uma maior mortalidade. Assim, o estudo Landi-SEP buscou avaliar se o landiolol seria seguro e efecaz na redução e manutenção da frequência cardíaca controlada no choque séptico. Ao término da análise, os autores concluíram que a medicação foi capaz de controlar a frequência cardíaca sem causar uma piora na instabilidade hemodinâmica, com aumento de vasopressores ou de outros eventos adversos.

  • Congresso ESICM 2024 - Qual a Dose de Fludrocortisona em Choque Séptico?
    11/10/2024 — Terapia Intensiva

    A mortalidade em choque séptico permanece alta, com valores de aproximadamente 30-40%. No ano de 2018, dois trabalhos demonstraram que o uso de corticoide no choque séptico não reduziu a mortalidade (ADRENAL) em comparação ao placebo. No entanto, no estudo APROCHS, a associação de hidrocortisona com fludrocortisona se mostrou superior ao placebo para redução da mortalidade. Apesar disso, o Survivng Sepsis Campaign atualmente recomenda apenas a hidrocortisona em pacientes com choque séptico. Assim, permanece a dúvida: será que hidrocortisona sozinha é capaz de manter os efeitos? Qual é a dose de fludrocortisona que devemos associar para buscar um efeito sinérgico? Neste contexto, esse estudo de fase 2 apresentado no ESICM em 2024 sugeriu que a associação de fludrocortisona na dose de 100 mcg esteve relacionada a menos recorrência de choque e uma menor dose de vasopressor, apesar da ausência de significância estatística.

  • Trombectomia no Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo com Grande Área de Infarto Estabelecida
    10/10/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia

    O tratamento com trombectomia mecânica de pacientes com AVC isquêmico por oclusão de grandes vasos e com área de infarto extensa melhora os desfechos funcionais?

  • Efeito do Pacote de 1 Hora na Mortalidade de Pacientes com Suspeita de Sepse no Departamento de Emergência
    10/10/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Infectologia

    A implementação de um pacote de 1 hora, que inclui a medida do lactato, a coleta de culturas, a antibioticoterapia de amplo espectro e a expansão volêmica, resulta em melhores desfechos para pacientes admitidos na emergência com suspeita de sepse?

  • 📍 COBERTURA DE CONGRESSO: ESICM 2024
    09/10/2024 — Terapia Intensiva

    Cobertura do 37th Annual Congress of European Society of Intensive Medicine

  • Congresso ESICM 2024 - Como Titular a PEEP na Prática?
    09/10/2024 — Terapia Intensiva

    A titulação da PEEP é complicada à beira leito. O guideline da European Society of Intensive Care Medicine não apresenta recomendações devido à ausência de evidências adequadas. Sendo assim, como podemos proceder no dia a dia? Esse foi o tema abordado pelo palestrante Leo Heunks.

  • Congresso ESICM 2024 - Qual o Objetivo da Titulação da PEEP?
    09/10/2024 — Terapia Intensiva

    Há tempos não sabemos o benefício exato do uso da PEEP na síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). O Professor Gatinoni já demonstrava que o aumento da PEEP poderia levar a recrutamento alveolar de áreas colapsadas, porém com o risco de gerar hiperdistensão alveolar em outras regiões. Assim, é necessário buscar um balanço entre recrutamento, sem hiperdistensão alveolar, com o uso da PEEP em pacientes com SDRA.  

  • Congresso ESICM 2024 - Efeitos Extrapulmonares da PEEP
    09/10/2024 — Terapia Intensiva

    Muito se discute sobre os efeitos pulmonares do uso de PEEP em ventilação mecânica. Sabe-se que manter uma ventilação homogênea e uma melhor ventilação alveolar estão entre seus efeitos benéficos. Em contrapartida, hiperdistensão alveolar, geração de espaço morto, cor pulmonale agudo e barotrauma estão entre seus efeitos deletérios. No entanto, será que existem efeitos sistêmicos (extrapulmonares) do uso da PEEP?

  • Medida de Dióxido de Carbono Expirado Prevê Falha de Extubação?
    07/10/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica

    Inúmeras medidas de predição para falha de extubação foram propostas, incluindo hipercapnia ao final do teste de respiração espontânea (TRE). No entanto, a realização de gasometria arterial ao final da TRE não é recomendada rotineiramente, enquanto o dióxido de carbono expirado (ETCO2) pode ser facilmente monitorado. Assim, foi realizado este estudo observacional, que mostrou que a ETCO2 seriada durante a TRE bem-sucedida parece ter valor preditivo limitado para os desfechos da extubação.

  • Como Eu Faço Reversão de Trombolíticos em Pacientes com Hemorragia Intracraniana Com Base na Diretriz da Sociedade de Cuidados Neurocríticos 2016
    02/10/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência

    Os antitrombóticos incluem anticoagulantes, agentes antiplaquetários e trombolíticos. São comumente usados para tratar eventos tromboembólicos ou como profilaxia em diferentes condições clínicas. Entretanto, esses agentes aumentam o risco de sangramento. Devido a controvérsias na literatura sobre a reversão de antitrombóticos em pacientes com hemorragia intracraniana, esta diretriz foi desenvolvida para fornecer evidências sobre os efeitos desses agentes. A Sociedade de Cuidados Neurocríticos (NCS), em conjunto com a Sociedade Médica de Cuidados Críticos, reuniu 13 profissionais de diversas instituições e especialidades, como neurocrítica, neurologia, neurocirurgia, AVC, medicina de emergência e hematologia para desenvolver o guideline. A população estudada incluiu adultos com hemorragia intracraniana espontânea ou traumática, excluindo casos de coagulopatias intrínsecas, com estudos em inglês publicados até janeiro de 2013. Neste texto abordaremos apenas as recomendações relacionadas  aos trombolíticos.  Os estudos selecionados foram avaliados usando a escala GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) para estratificar a força das evidências, com recomendações elaboradas e revisadas pelo painel de especialistas. O método GRADE categoriza a qualidade das evidências em quatro níveis (alta, moderada, baixa e muito baixa) e, com base na qualidade das evidências, relação risco-benefício e disponibilidade de recursos, classifica as recomendações como fortes ou condicionais.  Boas práticas clínicas referem-se a recomendações baseadas na experiência e consenso de especialistas, onde a força da evidência não foi formalmente classificada pela diretriz.

  • Corticoterapia é Benéfica em Pneumonia Comunitária?
    30/09/2024 — Terapia Intensiva · Pneumologia · Clínica Médica

    As diretrizes fornecem orientações variadas sobre o uso de corticoides como tratamento adjuvante na pneumonia comunitária (PC). Esta metanálise foi realizada para esclarecer esse papel, demonstrando que o uso de corticoides pode reduzir o risco de mortalidade e melhorar desfechos clínicos em pacientes com pneumonia, principalmente naqueles com formas graves da doença.

  • Efetividade da Drenagem Lombar do Líquido Cerebroespinhal em Pacientes com Hemorragia Subaracnóidea Aneurismática
    26/09/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia

    A drenagem lombar precoce do líquido cerebroespinhal em pacientes com hemorragia subaracnóidea aneurismática melhora o desfecho neurológico funcional dos pacientes?

  • Eficácia e Segurança de uma Estratégia Combinada de Desmame de Sedação e Ventilação em Pacientes Críticos
    26/09/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência

    Uma estratégia de despertar diário combinada com testes de respiração espontânea pode resultar em melhores desfechos em pacientes em ventilação mecânica?

  • Como Eu Faço Intubação em Sequência Rápida em Pacientes Críticos Com Base na Diretriz da SCCM 2023
    25/09/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência

    A intubação em sequência rápida (IOT-SR) é a estratégia padrão para intubar pacientes críticos, onde se administra um sedativo hipnótico e um bloqueador neuromuscular antes da passagem imediata do tubo orotraqueal, sem ventilação prévia. Esta abordagem reduz o risco de aspiração e otimiza as condições para a intubação em emergências. Apesar de ser um procedimento rápido, a IOT-SR envolve diversas decisões críticas a serem tomadas em poucos segundos ou minutos, o que pode impactar o sucesso do procedimento. Para auxiliar os profissionais, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) formulou diretrizes abrangentes sobre a IOT-SR. As diretrizes da SCCM foram elaboradas por um painel de especialistas que utilizou a metodologia PICO para formular perguntas chave, seguidas de uma revisão sistemática da literatura e elaboração de recomendações com a abordagem GRADE. A maioria das recomendações é baseada em evidências de baixa qualidade, indicando a necessidade de estudos futuros para aumentar a confiança nas recomendações.

  • Quais os Efeitos da Compressão Pneumática Intermitente na Prevenção de Trombose Venosa Profunda em Pacientes Cirúrgicos?
    23/09/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica · Hematologia

    A trombose venosa profunda (TVP), juntamente com a embolia pulmonar (EP), é uma condição perigosa e que pode ter consequências devastadoras para os pacientes internados. Neste contexto, a hospitalização para cirurgia tem sido consistentemente identificada como um dos fatores de risco mais críticos para TVP. Meta-análises anteriores sugeriam que o efeito da compressão pneumática intermitente (CPI) na incidência de TVP se concentrava em pacientes críticos internados em UTI. Assim, essa metaanálise mostrou o benefício no uso de CPI também em pacientes cirúrgicos.

  • Infusão de Fluidos Pré-indução Anestésica e Intubação é Sempre Benéfica?
    23/09/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica · Anestesiologia

    Os resultados de ensaios clínicos randomizados atuais variam em relação à eficácia da reidratação antes da indução anestésica. Assim, foi realizada esta metanálise de estudos randomizados que mostrou que a hidratação pré-indução anestésica é benéfica em pacientes pré-cirúrgicos, mas não tem o mesmo efeito em pacientes críticos.

  • Alvos mais Baixos de Pressão Arterial Reduzem Mortalidade?
    20/09/2024 — Cardiologia · Terapia Intensiva · Clínica Médica

    A hipotensão tem sido associada a eventos adversos em pacientes críticos e durante o período perioperatório. No entanto, esse dado tem sido suportado por estudos observacionais. Dessa forma, realizou-se esta metanálise que mostrou que alvos pressóricos mais baixos resultaram em melhores desfechos clínicos, quando comparados a alvos pressóricos mais elevados, em pacientes críticos e em cenário de perioperatório.

  • Efeitos do Tirofiban na Deterioração Neurológica em Pacientes com Acidente Vascular Cerebral Isquêmico
    19/09/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência

    O tirofiban endovenoso reduz a deterioração neurológica precoce em pacientes com AVC isquêmico não cardioembólico?

  • Como Eu Faço Manejo de Sedação no Paciente Crítico Com Base no PADIS da SCCM 2018
    18/09/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência

    Pacientes críticos frequentemente necessitam de medicações sedativas, visando reduzir o desconforto associado a procedimentos, aliviar ansiedade, melhorar o acoplamento na ventilação mecânica e reduzir o risco de danos associados à agitação (ex.: perda de dispositivos). Embora comum na UTI, o uso de sedativos, especialmente em doses elevadas, está associado a eventos adversos, como fraqueza muscular, imobilismo, declínio cognitivo e transtornos psicológicos. Em resposta a esses desafios, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) desenvolveu, em 2018, o PADIS: diretrizes para o manejo de dor, agitação/sedação, delirium, imobilidade e sono no paciente crítico. As recomendações foram elaboradas com a metodologia GRADE. Uma recomendação forte significa que há alta confiança de que os benefícios superam os riscos. Por outro lado, uma recomendação condicional indica que a evidência é menos robusta ou que os benefícios e riscos são equilibrados, permitindo maior flexibilidade na decisão clínica. Uma boa prática clínica é uma recomendação baseada em consenso de especialistas ou experiência clínica. Neste texto abordaremos as principais recomendações relacionadas à agitação e ao manejo de sedação na UTI.

  • Canulação Subclávia ou Aórtica: Qual a Melhor Opção para Reduzir Complicações Neurológicas em ECMO?
    13/09/2024 — Cardiologia · Terapia Intensiva · Neurologia

    A perfusão cerebral pode variar conforme o local de canulação arterial, o que pode impactar a incidência de eventos adversos neurológicos em pacientes submetidos à ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) após cardiotomia. Este estudo observacional retrospectivo analisou os efeitos da canulação subclávia/axilar em comparação com a canulação aórtica sobre as complicações neurológicas e a mortalidade em pacientes com ECMO pós-cardiotomia. Os resultados indicaram que a canulação subclávia/axilar está associada a maiores taxas de complicações neurológicas graves e convulsões, enquanto a canulação aórtica apresentou uma mortalidade hospitalar mais elevada, embora sem diferença significativa na incidência de causas neurológicas de morte.

  • Como Eu Faço o Diagnóstico de Insuficiência Cardíaca Com Base na Diretriz AHA 2022
    11/09/2024 — Terapia Intensiva · Cardiologia · Pneumologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência

    A insuficiência cardíaca (IC) permanece como uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo mundo. Este guideline tem como objetivo fornecer recomendações centradas no paciente para que os profissionais de saúde possam prevenir, diagnosticar e tratar pacientes com insuficiência cardíaca. A  diretriz AHA baseia suas recomendações de acordo com o método LoE (Class of Recommendation and Level of Evidence), onde existem 4 classes de recomendação (Classe I: recomendação forte; Classe IIa: deve ser considerada; Classe IIb: pode ser considerada e Classe III: não recomendada) e 3 níveis de evidência (Nível A: informações derivadas de múltiplos estudos randomizados ou metanálises de elevada qualidade; Nível B: informações de um único estudo randomizado ou grandes estudos não randomizados e Classe C: consenso de opiniões de especialistas e/ou estudos pequenos, observacionais ou retrospectivos).

  • Remoção Precoce Minimamente Invasiva de Hemorragia Cerebral
    11/09/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência

    Em pacientes com hemorragia cerebral espontânea, o tratamento cirúrgico minimamente invasivo melhora o desfecho funcional em 180 dias?

  • Protamina de Rotina Acelera Hemostasia Após TAVI
    11/09/2024 — Cardiologia · Terapia Intensiva · Clínica Médica

    Complicações vasculares após o implante de válvula aórtica transcateter (TAVI) pela via femoral continuam sendo uma causa significativa de morbidade relacionada ao procedimento. Ainda há incertezas sobre se a reversão rotineira da anticoagulação com protamina ao final do procedimento pode efetivamente reduzir essas complicações. Este estudo randomizado investigou essa questão e demonstrou que a administração rotineira de protamina melhora a hemostasia após o TAVI, sugerindo uma possível redução nas complicações vasculares.

  • Implantes de Nicardipina Podem Prevenir Vasoespasmo Cerebral Após Hemorragia Subaracnóidea
    11/09/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia

    O vasoespasmo cerebral é uma complicação grave e potencialmente devastadora que pode ocorrer após uma hemorragia subaracnóidea aneurismática (HSA), com opções terapêuticas limitadas atualmente disponíveis. Este estudo randomizado de fase 2b investigou a eficácia dos implantes de liberação de nicardipina colocados durante o reparo microcirúrgico de aneurismas como uma estratégia para prevenir vasoespasmos moderados a graves após HSA. Os resultados indicaram que essa abordagem pode fornecer uma prevenção segura e eficaz contra essa complicação.

  • Dupla Antiagregação Plaquetária Pré-AVCi Aumenta Risco de Sangramento?
    06/09/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Clínica Médica

    A alteplase intravenosa é frequentemente administrada em casos de acidente vascular cerebral isquêmico agudo (AVCi), mas está associada ao risco de hemorragia intracerebral sintomática. Ainda não está claro se pacientes em uso de dupla antiagregação plaquetária (DAPT) antes do AVCi estão sob maior risco hemorrágico. Este estudo de coorte foi realizado para avaliar essa questão e mostrou que o uso de DAPT antes do AVCi está associado a um risco aumentado de sangramento em pacientes submetidos à trombólise, embora o aumento absoluto do risco seja pequeno.

  • Otimização da Oxigenação Cerebral em Traumatismo Cerebral Grave
    05/09/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia

    O monitoramento de PIC e PbtO2 reduz a hipóxia cerebral em pacientes com traumatismo cerebral agudo grave em comparação à monitorização apenas com PIC?

  • Como Eu Faço Reversão de Anticoagulantes em Pacientes com Hemorragia Intracraniana Com Base na Diretriz da Sociedade de Cuidados Neurocríticos 2016
    04/09/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia

    Os antitrombóticos incluem anticoagulantes, agentes antiplaquetários e trombolíticos. São comumente usados para tratar eventos tromboembólicos ou como profilaxia em diferentes condições clínicas. Entretanto, esses agentes aumentam o risco de sangramento. Devido a controvérsias na literatura sobre a reversão de antitrombóticos em pacientes com hemorragia intracraniana, esta diretriz foi desenvolvida para fornecer evidências sobre os efeitos desses agentes. A Sociedade de Cuidados Neurocríticos (NCS), em conjunto com a Sociedade Médica de Cuidados Críticos, reuniu 13 profissionais de diversas instituições e especialidades, como neurocrítica, neurologia, neurocirurgia, AVC, medicina de emergência e hematologia para desenvolver o guideline. A população estudada incluiu adultos com hemorragia intracraniana espontânea ou traumática, excluindo casos de coagulopatias intrínsecas, com estudos em inglês publicados até janeiro de 2013. Neste texto abordaremos apenas as recomendações relacionadas  aos anticoagulantes.  Os estudos selecionados foram avaliados usando a escala GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) para estratificar a força das evidências, com recomendações elaboradas e revisadas pelo painel de especialistas. O método GRADE categoriza a qualidade das evidências em quatro níveis (alta, moderada, baixa e muito baixa) e, com base na qualidade das evidências, relação risco-benefício e disponibilidade de recursos, classifica as recomendações como fortes ou condicionais.

  • Sete versus 14 Dias de Antibioticoterapia para Bacteremia por Gram-negativos
    03/09/2024 — Terapia Intensiva · Medicina Interna · Infectologia

    Antibioticoterapia por 7 dias é tão eficaz quanto 14 dias no tratamento de bacteremia não complicada por Gram-negativos?

  • Redução Intensiva da Pressão Arterial em Pacientes com Hemorragia Cerebral Aguda
    29/08/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência

    O controle intensivo de pressão arterial melhora o desfecho neurológico em pacientes com hemorragia cerebral aguda?

  • Como eu Trato a Síndrome de Liberação de Citocinas e Sepse Com Base em Revisão de Literatura em 2024
    29/08/2024 — Terapia Intensiva · Oncologia · Hematologia

    A síndrome de liberação de citocinas (CRS) e a sepse compartilham uma sobreposição clínica considerável, apresentando manifestações como febre, hipotensão, choque vasodilatador e falência de múltiplos órgãos. A CRS é frequentemente desencadeada por terapias como células CAR-T, inibidores de pontos de verificação (CPIs) e infusão de células-tronco hematopoiéticas, especialmente de doadores haploidênticos. Este é um tema que carece de guidelines e recomendações formais, o que torna a prática clínica baseada principalmente em revisões de literatura. Este texto foi elaborado com base no estudo de Athale J, publicado na Infectious Disease Clinics of North America em 2022.

  • Como Eu Faço Prevenção de Sangramento Gastrointestinal em Pacientes Críticos Com Base na Diretriz da SCCM 2024
    28/08/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência

    Pacientes críticos podem desenvolver úlceras mucosas devido à hipoperfusão gastrointestinal ou à lesão de reperfusão, resultando em sangramento gastrointestinal. A incidência dessa complicação tem diminuído nas últimas décadas, em parte devido ao desenvolvimento e uso de medicações que reduzem a acidez gástrica (como os inibidores de bomba de próton), resultando no uso quase universal desses agentes em pacientes críticos. Considerando várias publicações recentes sobre o tema, a Society of Critical Care Medicine, em parceria com a American Society of Health-System Pharmacists, elaborou um conjunto de recomendações relacionadas às ocorrências de úlceras de estresse em pacientes críticos e à sua profilaxia, abordando os fatores de risco, os benefícios da profilaxia medicamentosa, as medicações adequadas, o impacto da profilaxia em pacientes com dieta enteral e os critérios para descontinuar a profilaxia. Essa diretriz foi elaborada por um painel de especialistas que formulou perguntas-chave (usando a metodologia PICO), seguida de uma revisão sistemática da literatura e da elaboração de recomendações usando a abordagem do GRADE. Na metodologia GRADE, uma recomendação condicional sugere que a decisão deve ser adaptada às preferências e circunstâncias do paciente, enquanto uma recomendação forte indica alta certeza de que os benefícios superam os riscos. Boas práticas clínicas são declarações de consenso dos especialistas sobre práticas geralmente aceitas na comunidade médica.

  • Infusão Prolongada de Beta-Lactâmicos Reduz Mortalidade em Infecções Graves?
    28/08/2024 — Terapia Intensiva · Infectologia

    As evidências atuais são conflitantes quanto às associações da terapia com β-lactâmicos de infusão prolongada (EI-BL) com os resultados clínicos. Por isso, foi realizado este estudo de coorte, que mostrou que a EI-BL, em adultos com infecções gram-negativas na corrente sanguínea, foi associada à redução da mortalidade em pacientes com doença grave ou infectados por organismos não suscetíveis.

  • Tenecteplase vs Cuidado Padrão em Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Menor com Oclusão Comprovada
    20/08/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência

    O uso de tenecteplase em pacientes com AVC isquêmico menor, com início de sintomas em até 12 horas, resulta em melhor desfecho neurológico funcional ?

  • Como Faço Avaliação de Febre Nova em Pacientes Adultos, na UTI, Com Base no Guideline Society of Critical Care Medicine (SCCM) e Infectious Diseases Society of America (IDSA) 2023
    19/08/2024 — Terapia Intensiva

    A avaliação inicial de pacientes com febre de início recente geralmente é direcionada a potenciais causas microbianas, embora causas não infecciosas de febre devam sempre ser consideradas no diagnóstico diferencial. Diante desse desafio, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) e a Infectious Diseases Society of America (IDSA) convocaram um grupo de trabalho para revisar e atualizar as diretrizes de 2008. Foi utilizada a metodologia GRADE para classificação das recomendações. Para recomendações fortes, usou-se a expressão “nós recomendamos” e para recomendações fracas, usou-se “nós sugerimos”. Quando os efeitos desejáveis superavam os indesejáveis, a força-tarefa emitia uma forte recomendação a favor da intervenção, e o contrário ocorria quando os efeitos indesejáveis prevaleciam. Recomendações fracas eram feitas quando havia menor confiança no equilíbrio entre esses efeitos.

  • Como Eu Faço a Prevenção de Infecção Associada a Cateteres Venosos Periféricos Com Base na Diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) 2024
    14/08/2024 — Terapia Intensiva · Infectologia · Prevenção de Infecções · Controle de Infecções Hospitalares

    As infecções de corrente sanguínea associadas a cateter (ICS) são comuns no ambiente hospitalar, além de relacionadas a piores desfechos e aumento de custos. Contudo, têm alto potencial de prevenção com cuidados adequados. Embora o risco de ICS seja menor com acessos venosos periféricos, (AVPs), se comparados a acessos centrais (CVCs), AVPs são usados em até 70% das internações, tornando as medidas preventivas fundamentais.  A Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou novas diretrizes para a prevenção de ICS relacionadas a AVPs, utilizando perguntas-chave (metodologia PICO), revisão sistemática da literatura e recomendações baseadas na abordagem GRADE. No entanto, a maioria das recomendações são baseadas em boas práticas, sem alto nível de certeza na evidência, destacando a necessidade de mais pesquisas.

  • Colchicina Não Reduz Recorrência de Arritmia Atrial Após Ablação
    14/08/2024 — Cardiologia · Terapia Intensiva · Clínica Médica

    A inflamação que ocorre após ablação por cateter de fibrilação atrial (FA) pode promover a recorrência de arritmias atriais e causar eventos clínicos relacionados. Diversos tratamentos têm sido utilizados na tentativa de reduzir essa inflamação, incluindo a colchicina. Este estudo randomizado, no entanto, mostrou que o uso da colchicina após ablação de FA não reduziu a recorrência de arritmias atriais ou os eventos clínicos associados.

  • Reativação Pulmonar de Herpes Vírus Aumenta a Mortalidade em Pacientes com COVID-19?
    12/08/2024 — Terapia Intensiva · Infectologia · Pneumologia · Medicina de Emergência

    Infecções pelos herpes vírus humanos (citomegalovírus - CMV e herpes simplex vírus - HSV) costumam reativar em pacientes críticos com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) relacionada à COVID-19. No entanto, existem discussões sobre a relação da reativação com a mortalidade e o benefício da terapia antiviral. Este estudo de coorte mostrou que reativações pelo HSV são comuns e a dinâmica da carga viral do HSV antes ou sem terapia antiviral está associada à mortalidade.

  • Estatina em Alta Dose Reduz o Risco de Recorrência de AVC Isquêmico?
    12/08/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência

    As estatinas são usadas para o tratamento de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e risco de eventos cerebrovasculares secundários. No entanto, ainda é desconhecido se doses mais altas da medicação trazem benefícios na profilaxia da recorrência do AVC. Este estudo de coorte mostrou que a terapia com estatinas em altas doses pode não reduzir o risco de recorrência de AVC isquêmico leve e não cardiogênico, mas pode aumentar o risco de hemorragia intracraniana.

  • Óxido Nítrico Inalatório em Pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo
    06/08/2024 — Terapia Intensiva · Medicina Interna · Pneumologia

    Em pacientes com síndrome do desconforto respiratório, o uso de óxido nítrico inalatório em baixas doses resulta em melhores desfechos?

  • Cateter Nasal de Alto Fluxo é Mais Eficaz em DPOC Descompensada?
    02/08/2024 — Terapia Intensiva · Pneumologia · Medicina de Emergência

    Estudos comparando o cateter nasal de alto fluxo (CNAF) com ventilação não-invasiva (VNI) como tratamento em descompensações agudas de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), em pacientes com falência respiratória hipercápnica aguda-moderada, são limitados. Este estudo aberto e randomizado foi realizado para avaliar essa questão, mostrando que o CNAF foi inferior à VNI e resultou em maior falha de tratamento quando usado como suporte respiratório inicial nos pacientes estudados.

  • Ensaio Clínico de Progesterona para Traumatismo Cranioencefálico Grave
    30/07/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência

    O uso de progesterona em pacientes com TCE grave melhora o desfecho neurológico funcional em 6 meses?

  • Como Eu Faço o Diagnóstico de Síndrome Coronariana Aguda
    17/07/2024 — Cardiologia · Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência

    As síndromes coronarianas agudas (SCA) permanecem como causa importante de morbimortalidade em nosso país e no mundo. O objetivo deste guideline é avaliar e resumir as evidências disponíveis para ajudar os profissionais de saúde a realizarem o melhor diagnóstico e estratégia terapêutica para o paciente acometido por síndrome coronariana aguda.  A  diretriz da  Sociedade Europeia de Cardiologia baseia suas recomendações de acordo com o método LoE (Class of Recommendation and Level of Evidence), onde existem 4 classes de recomendação (Classe I: recomendada; Classe IIa: deve ser considerada; Classe IIb: pode ser considerada e Classe III: não recomendada) e 3 níveis de evidência (Nível A: informações derivadas de múltiplos estudos randomizados ou metanálises; Nível B: informações de um único estudo randomizado ou grandes estudos não randomizados e Nível C: consenso de opiniões de especialistas e/ou estudos pequenos ou retrospectivos).

  • Oxigenoterapia Nasal de Alto Fluxo Pós-Extubação Melhora Desfechos Clínicos no Paciente Crítico
    17/07/2024 — Terapia Intensiva

    O índice de frequência respiratória – oxigenação (ROX), derivado de SpO2, FIO2 e frequência respiratória – avalia a função respiratória e medidas ≤ 13,5 demonstram baixa função. Sabe-se que a oxigenoterapia nasal de alto fluxo (ONAT) poderia melhorar a capacidade respiratória em pacientes com baixa função após extubação. Assim, fez-se este estudo que mostrou que o início precoce de ONAT, guiado pelo índice ROX pós-extubação, está associado a taxas reduzidas de reintubação e menor permanência na UTI.

  • Efeitos da Hidrocortisona na Evolução para Choque Circulatório em Pacientes com Sepse Grave
    16/07/2024 — Terapia Intensiva · Infectologia

    O uso de hidrocortisona em pacientes com sepse, sem choque, diminui o risco de progressão para choque séptico?

  • Reteplase versus Alteplase em Acidente Vascular Cerebral Isquêmico
    16/07/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência

    Em pacientes com AVCi, com tempo de início dos sintomas de até 4h30, a trombólise com reteplase é não inferior à trombólise com alteplase em relação ao desfecho neurológico funcional?

  • Uma Estratégia Liberal de Transfusão Melhora Desfechos na Injúria Cerebral Traumática?
    12/07/2024 — Terapia Intensiva

    Em pacientes críticos com injúria cerebral traumática, ainda é incerto se uma estratégia liberal de transfusão de concentrado de hemácias tem impacto positivo. O estudo HEMOTION investigou essa questão e mostrou que, em pacientes críticos com injúria cerebral traumática e anemia, a estratégia liberal de transfusão de concentrado de hemácias não reduz o risco de desfechos neurológicos desfavoráveis em 6 meses.

  • Terapia na Hemorragia Alveolar nas Vasculites ANCA associadas
    09/07/2024 — Reumatologia · Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência

    A plasmaférese e a dose reduzida de glicocorticoides são eficazes na redução da mortalidade em pacientes com hemorragia alveolar associada à vasculite ANCA?

  • O Uso de Inibidor de Bomba de Prótons é Deletério para Profilaxia de Úlcera de Estresse em Pacientes Críticos Sob Ventilação Invasiva?
    05/07/2024 — Terapia Intensiva · Gastroenterologia

    Pacientes críticos estão sob risco de úlcera gastrointestinal induzida por estresse, o que pode causar sangramento gastrointestinal superior. Ainda é incerto se o inibidor de bomba de prótons é benéfico para profilaxia de úlcera de estresse nestes pacientes. Assim, este ensaio clínico foi realizado e demonstrou que o pantoprazol reduziu significativamente o risco de sangramento gastrointestinal superior clinicamente importante em comparação com o placebo, em pacientes críticos sob ventilação invasiva.

  • Uso de Antibióticos Guiado pela Procalcitonina em Infecção do Trato Respiratório Inferior
    04/07/2024 — Terapia Intensiva · Infectologia · Pneumologia

    Uma estratégia de uso de antimicrobianos baseada nos níveis de procalcitonina reduz o uso de antibióticos em pacientes com infecção respiratória baixa?

  • Efeitos da Terapia Hemodinâmica Guiada por Alvos na Ocorrência de Complicações Pós-operatórias em Pacientes de Risco Cirúrgico Baixo e Intermediário
    27/06/2024 — Terapia Intensiva · Cirurgia Geral · Anestesiologia

    Uma estratégia de monitorização hemodinâmica perioperatória em pacientes cirúrgicos de baixo e médio risco resulta em melhores desfechos?

  • Profilaxia de Úlcera de Stress em Ventilação Mecânica Invasiva
    27/06/2024 — Terapia Intensiva · Pneumologia · Clínica Médica

    O uso de inibidor de bomba de prótons como profilaxia de úlcera de stress em pacientes em ventilação mecânica reduz a incidência de hemorragia digestiva alta clinicamente importante?

  • Alvo de Pressão Arterial Média em Pacientes com Cirrose e Choque Séptico
    25/06/2024 — Terapia Intensiva · Gastroenterologia · Clínica Médica

    Um alvo mais elevado de pressão arterial em pacientes com cirrose e choque séptico resulta em melhores desfechos clínicos?

  • Estratégia Transfusional Restritiva ou Liberal em Pacientes com Lesão Cerebral Traumática
    20/06/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia

    A estratégia transfusional liberal melhora o desfecho neurológico funcional em médio e longo prazo em pacientes com lesão cerebral traumática?

  • Ventilação Não Invasiva para Pré-oxigenação em Intubação de Emergência
    20/06/2024 — Terapia Intensiva · Pneumologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência

    O uso de ventilação não invasiva para pré-oxigenação reduz o risco de hipoxemia durante intubação de emergência?

  • Dapagliflozina para Pacientes Críticos com Disfunções Orgânicas
    20/06/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica

    O uso de Dapagliflozina em pacientes críticos resulta em melhores desfechos?

  • Ventilação Oscilatória de Alta Frequência Precoce em Pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo
    18/06/2024 — Terapia Intensiva · Pneumologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência

    A estratégia de ventilação mecânica oscilatória de alta frequência em síndrome do desconforto respiratório moderado a grave reduz a mortalidade hospitalar?

  • Paracetamol Intravenoso Reduz Disfunção Orgânica na Sepse?
    17/06/2024 — Terapia Intensiva · Infectologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência

    Na sepse, as hemácias  morrem em taxas anormalmente altas, liberando a chamada "hemoglobina livre de células" no sangue e esse excesso de hemoglobina pode levar a danos orgânicos. Por outro lado,  dados limitados sugerem que o acetaminofeno (paracetamol) pode bloquear os efeitos nocivos da hemoglobina livre de células. Portanto,  o ensaio clínico ASTER, investigou se o acetaminofeno intravenoso poderia aumentar o número de dias vivos e livres de suporte orgânico  em pacientes com sepse. Embora o acetaminofeno tenha mostrado ser seguro, o estudo não encontrou diferença significativa no desfecho primário entre grupos acetaminofeno e placebo.

  • Infusão Contínua ou Intermitente de Antibióticos Betalactâmicos em Pacientes Críticos com Sepse
    13/06/2024 — Terapia Intensiva · Infectologia · Clínica Médica

    O uso de betalactâmicos em infusão contínua em pacientes críticos com sepse reduz o risco de morte em comparação à infusão intermitente? 

  • Solução Cristaloide Balanceada vs Salina em Transplante renal de Doador Falecido
    13/06/2024 — Terapia Intensiva · Nefrologia · Clínica Médica · Anestesiologia

    O uso de solução cristaloide balanceada em pacientes submetidos a transplante renal de doador falecido reduz a incidência de funcionamento tardio do enxerto?

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