Medicina de Emergência: artigos e atualizações
Artigos de Medicina de Emergência no Portal MEDCode: resumos de estudos, guidelines comentados e alertas para profissionais de saúde.
- Atlas 2.0: a IA clínica do MedCode que responde com fontes citadas03/07/2026 — Clínica Médica · Medicina de Emergência
Conheça o Atlas 2.0, a IA clínica do MedCode: respostas estruturadas para dose, conduta, interação e prescrição — sempre com as fontes citadas.
- Triagem Eletrônica de Sepse em Pacientes Admitidos em Unidades de Internação06/02/2025 — Medicina de Emergência · Medicina Intensiva · Infectologia · Medicina Interna
O uso de um sistema eletrônico de triagem de sepse é capaz de reduzir a mortalidade em pacientes admitidos em enfermarias?
- Como Eu Faço o Manejo de Pacientes com Falência Hepática Aguda (ALF) e Falência Hepática Crônica Agudizada (ACLF) parte II.05/02/2025 — Medicina de Emergência · Gastroenterologia · Medicina Intensiva
Pacientes com falência hepática aguda (ALF) ou falência hepática crônica agudizada (ACLF), apresentam elevado risco de deterioração clínica e necessidade de cuidados intensivos. Considerando a fisiopatologia complexa e única referente à disfunção hepática severa, estratégias usadas para tratar pacientes críticos gerais nem sempre se aplicam a esta população.
- Como Eu Faço o Manejo de Pacientes com Falência Hepática Aguda (ALF) e Falência Hepática Crônica Agudizada (ACLF) parte I.05/02/2025 — Medicina de Emergência · Gastroenterologia · Medicina Intensiva · Medicina Interna · Hepatologia
Pacientes com falência hepática aguda (ALF) ou falência hepática crônica agudizada (ACLF), apresentam elevado risco de deterioração clínica e necessidade de cuidados intensivos. Considerando a fisiopatologia particular e complexa da disfunção hepática grave, estratégias usadas para tratar pacientes críticos gerais nem sempre se aplicam a esta população.
- Efeito de uma Estratégia Ventilatória Limitando a Driving Pressure em Pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Secundário à Pneumonia02/01/2025 — Clínica Médica · Pneumologia · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência
Uma estratégia de manejo de pacientes com SDRA baseada em reduzir a driving pressure é superior à ventilação protetora habitual?
- Ácido Tranexâmico Ultra-precoce Após Hemorragia Subaracnóidea26/12/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia
Em pacientes com HSA comprovada por tomografia, o uso precoce do ácido tranexâmico melhora o desfecho neurológico funcional em 6 meses?
- Tenecteplase em Acidente Vascular Cerebral Isquêmico entre 4,5 e 24h sem Trombectomia24/12/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia
O tratamento com tenecteplase realizado entre 4,5 e 24 horas do início dos sintomas em pacientes com AVCi por oclusão de grandes vasos é superior ao placebo?
- Como Eu Faço Intubação Orotraqueal em Paciente Acordado Com Base na Diretriz da Difficult Airway Society de 201906/12/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Anestesiologia
A intubação orotraqueal é um dos procedimentos mais realizados em hospitais, incluindo setores como centro cirúrgico, UTI e unidades de emergência. Apesar de na maioria das vezes este procedimento transcorrer sem intercorrências, em cerca de 2 a 6% dos casos pode haver dificuldades, incluindo incapacidade de visualizar a traqueia, ventilação não eficaz com dispositivo bolsa-valva-máscara e dificuldade em ventilar com dispositivo supraglótico. Em tais situações, as consequências podem ser graves, incluindo morte e sequelas neurológicas graves. Um ponto importante é que existem várias ferramentas que podem predizer uma via aérea difícil. Em um cenário em que se antecipa dificuldade na intubação, uma alternativa razoável seria realizar o procedimento com o paciente acordado, mantendo ventilação espontânea, sendo realizada anestesia geral apenas depois que a via aérea está garantida. Tal procedimento é seguro e altamente eficaz, contudo, raramente é utilizado, em grande parte por falta de experiência e segurança dos operadores. Visando aumentar a segurança e estimular a realização de intubação orotraqueal com paciente acordado, a Difficult Airway Society elaborou estas diretrizes com um conjunto de recomendações sobre o tema. Para a elaboração das diretrizes foram realizadas algumas reuniões com os membros responsáveis, envolvendo revisões sistemáticas da literatura para a elaboração de recomendações específicas. A força das recomendações foi graduada de A à D (sendo A o maior nível de evidência: baseado em estudos randomizados e D o menor nível de evidência: baseado em opinião de especialistas).
- Trombectomia em Acidente Vascular Cerebral Isquêmico no Sistema Público de Saúde do Brasil03/12/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia
O tratamento com trombectomia mecânica é superior ao tratamento clínico no desfecho funcional em pacientes com AVCi por oclusão de grandes vasos?
- Transfusão Profilática de Plaquetas versus Suporte Clínico em Pacientes Adultos com Dengue e Trombocitopenia26/11/2024 — Clínica Médica · Medicina de Emergência · Infectologia · Hematologia
A transfusão profilática de plaquetas em pacientes com dengue e trombocitopenia é eficaz e segura na prevenção de sangramentos?
- Como Eu Faço Manejo de Pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo Com Base na Diretriz da ATS/ESICM/SCCM de 2017 Atualizada em 202422/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência
A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma condição caracterizada por edema pulmonar inflamatório, com infiltrado pulmonar bilateral e hipoxemia grave. Trata-se de uma condição comum em unidades de terapia intensiva e que é associada a elevada morbidade e mortalidade. O tratamento dessa síndrome é baseado em medidas de suporte, sendo especialmente relevante o manejo adequado da ventilação mecânica. Com o entendimento de que a ventilação invasiva pode agravar a lesão pulmonar através da ocorrência de VILLI (ventilator-induced lung injury), boa parte das intervenções direcionadas a pacientes com SDRA é direcionada a mitigar esse tipo de lesão. Nas últimas décadas diversos estudos randomizados foram publicados testando intervenções específicas no manejo de pacientes com SDRA, porém muitos tratamentos benéficos para tais pacientes são subutilizados por falta de conhecimento da população médica. Foram elaboradas diretrizes pela American Thoracic Society (ATS), pela European Society of Intensive Care Medicine (ESICM) e pela Society of Critical Care Medicine (SCCM). Essas diretrizes foram elaboradas a partir de diversas questões (usando a metodologia PICO), seguidas de revisão extensa da literatura e discussão em grupos para a elaboração de recomendações baseadas na metodologia GRADE. Recomendações são classificadas como fortes (o painel “recomenda”; situações em que a maioria dos médicos e pacientes preferiria a intervenção) ou condicionais (o painel “sugere”; situações em que a intervenção pode ser apropriada, porém cabe uma avaliação caso a caso). Neste texto abordaremos as principais recomendações incluídas nesta diretriz.
- Ventilação Mecânica Protetora em Pacientes com Lesão Cerebral Aguda Grave: Ensaio Clínico Randomizado, Multicêntrico21/11/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia
A ventilação mecânica protetora melhora o desfecho clínico em pacientes com lesão cerebral aguda grave?
- Como Eu Faço Ventilação Não Invasiva em Pacientes com Insuficiência Respiratória Aguda Com Base na Diretriz da ERS/ATS de 201715/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência
A insuficiência respiratória aguda (IRpA) é um dos principais motivos para admissão em unidades de emergência e terapia intensiva. Além da investigação etiológica e tratamento específico, parte essencial do manejo desta condição evolve o suporte respiratório, o qual pode variar desde aporte com oxigênio até o uso de ventilação mecânica invasiva. Nas últimas duas décadas o suporte com ventilação não invasiva (VNI - ventilação com pressão positiva em um ou dois níveis oferecida através de máscaras nasais, orais ou faciais) tem sido usado com frequência no tratamento de pacientes com IRpA, visando tanto o alívio dos sintomas, quanto evitar a necessidade de intubação. A popularização deste tipo de suporte ocorreu em paralelo à melhora tecnológica relacionada aos aparelhos de VNI, bem como a publicação de estudos demonstrando benefício em diferentes cenários. Em 2017 a European Respiratory Society (ERS) e a American Thoracic Society (ATS) elaboraram diretrizes para fornecer recomendações baseadas em evidências para o uso de VNI em pacientes com IRpA. Essas diretrizes foram elaboradas a partir de diversas questões (usando a metodologia PICO), seguidas de revisão extensa da literatura e discussão em grupos para a elaboração de recomendações baseadas na metodologia GRADE. Neste texto abordaremos as principais recomendações incluídas nesta diretriz.
- Estratégia Transfusional Restritiva vs Liberal em Pacientes com Lesão Cerebral Aguda14/11/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia
Uma estratégia transfusional restritiva em pacientes com lesão cerebral aguda influencia no desfecho neurológico funcional em comparação à uma estratégia transfusional liberal?
- Como Eu Manejo a Insuficiência Renal Aguda Associada à Rabdomiólise Com Base em Revisões da Literatura até 202408/11/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Nefrologia
A rabdomiólise é uma síndrome clínica resultante da lesão do músculo esquelético, que leva à liberação de seus constituintes celulares na circulação. Essa condição pode ser seguida por injúria renal aguda (IRA), que, quando presente, representa uma complicação grave. Atualmente, não existem grandes estudos clínicos ou consensos de diretrizes para o manejo da rabdomiólise. Nesse contexto, revisões da literatura são essenciais para orientar a abordagem desses casos. Devido à escassez de evidências sólidas, utilizaremos revisões não sistemáticas e recomendações, incluindo: a recomendação de manejo da IRA induzida por rabdomiólise publicada no CJASN em 2024; uma revisão publicada no Critical Care por um grupo da República Checa; e a revisão de IRA e rabdomiólise publicada no NEJM em 2009.
- Efeito de Pulsoterapia com Glicocorticoide Pré Hospitalar em Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST07/11/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Medicina de Emergência
Uma dose alta de corticoide ainda no atendimento pré-hospitalar resulta em efeitos cardioprotetores em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supra de ST?
- Como Eu Faço Manejo de Imobilidade e Sono no Paciente Crítico Com Base no PADIS da SCCM 201806/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência
A fraqueza adquirida na UTI é uma das complicações mais relevantes da doença crítica. Um dos principais fatores de risco para a ocorrência desta complicação é o imobilismo, sendo que a adoção de mobilização e reabilitação precoce podem ter um papel essencial para mitigar esta condição. Outro aspecto frequentemente negligenciado em pacientes críticos é a qualidade do sono. A má qualidade do sono pode gerar desconforto para o paciente, além de influenciar em desfechos clínicos como a incidência de delirium. Em resposta a esses desafios, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) desenvolveu, em 2018, o PADIS, diretrizes para o manejo de dor, agitação/sedação, delirium, imobilidade e sono no paciente crítico. As recomendações foram elaboradas com base na metodologia GRADE. Uma recomendação forte indica alta confiança de que os benefícios superam os riscos, enquanto uma recomendação condicional aponta que a evidência é menos robusta ou que há um equilíbrio entre os benefícios e riscos, permitindo maior flexibilidade na decisão clínica. Já uma boa prática clínica representa uma recomendação baseada em consenso de especialistas ou experiência clínica. Neste texto, abordaremos as principais recomendações relacionadas à imobilidade e à qualidade do sono em pacientes críticos.
- Como Eu Trato Cetoacidose Diabética Com Base na Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes 202330/10/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose, comum no diabetes tipo 1, mas também presente no tipo 2. O tratamento eficaz, realizado em ambiente hospitalar, inclui correção de desequilíbrios metabólicos, controle eletrolítico, hidratação e uso de insulina regular. O guideline da Sociedade Brasileira de Diabetes tem como objetivo padronizar a identificação, diagnóstico e tratamento da CAD com base em evidências científicas, garantindo cuidados de qualidade. Neste texto, abordaremos o tratamento do paciente com cetoacidose diabética. A classificação das recomendações foi feita da seguinte forma: recomendação forte (Classe I e IIa) para intervenções eficazes e baseadas em evidências de alta qualidade; recomendação condicional (Classe IIb) para intervenções com eficácia menos estabelecida; e recomendação contra (Classe III) para intervenções consideradas ineficazes ou prejudiciais.
- Como Eu Faço Manejo de Delirium no Paciente Crítico Com base no PADIS da SCCM 201830/10/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência
O delirium é uma condição muito comum em pacientes críticos, podendo gerar grande sofrimento para os pacientes e familiares, além de ser associado a piores desfechos. Trata-se de uma condição que reflete uma disfunção do sistema nervoso central diante de uma doença grave. Pacientes que apresentam delirium durante a internação estão predispostos a ter um aumento no tempo de internação, custos hospitalares e declínio cognitivo após a alta. Em resposta a esses desafios, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) desenvolveu, em 2018, o PADIS, diretrizes para o manejo de dor, agitação/sedação, delirium, imobilidade e sono no paciente crítico. As recomendações foram elaboradas com a metodologia GRADE. Uma recomendação forte significa que há alta confiança de que os benefícios superam os riscos. Por outro lado, uma recomendação condicional indica que a evidência é menos robusta ou que os benefícios e riscos são equilibrados, permitindo maior flexibilidade na decisão clínica. Uma boa prática clínica é uma recomendação baseada no consenso de especialistas ou na experiência clínica. Neste texto, abordaremos as principais recomendações relacionadas à avaliação e ao manejo de delirium em pacientes críticos.
- Como Eu Faço Manejo de Dor no Paciente Crítico Com Base no PADIS da SCCM 201823/10/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência
A dor, definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano tecidual atual ou potencial, é um evento muito comum em pacientes críticos. O manejo de dor na UTI é complexo devido à grande variabilidade de apresentação, de tolerância individual e de resposta ao tratamento, além de diversas barreiras para a avaliação, incluindo ventilação mecânica, delirium e uso de dispositivos invasivos. Além de gerar sofrimento, a dor (especialmente se grave e persistente) pode resultar em piores desfechos. Em resposta a esses desafios, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) desenvolveu, em 2018, o PADIS, diretrizes para o manejo de dor, agitação/sedação, delirium, imobilidade e sono no paciente crítico. As recomendações foram elaboradas com a metodologia GRADE. Uma recomendação forte significa que há alta confiança de que os benefícios superam os riscos. Já uma recomendação condicional indica que a evidência é menos robusta ou que os benefícios e riscos são equilibrados, permitindo maior flexibilidade na decisão clínica. Uma boa prática clínica é uma recomendação baseada no consenso de especialistas ou na experiência clínica. Neste texto, abordaremos as principais recomendações relacionadas à avaliação e ao manejo da dor em pacientes críticos.
- Como Eu Faço o Diagnóstico e Avaliação Inicial de Cetoacidose Diabética Com Base na Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes 202323/10/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. Embora seja mais comum no diabetes tipo 1, também pode ocorrer no tipo 2. O diagnóstico precoce é essencial devido à rápida evolução da cetoacidose diabética, que pode levar a complicações graves, como insuficiência renal, arritmias, coma e alta mortalidade. O guideline da Sociedade Brasileira de Diabetes tem como objetivo padronizar a identificação, o diagnóstico e o tratamento da CAD com base em evidências científicas, garantindo cuidados de qualidade. Neste texto, abordaremos o diagnóstico e a avaliação inicial do paciente com cetoacidose diabética. A classificação das recomendações foi feita da seguinte forma: recomendação forte (Classe I e IIa) para intervenções eficazes e baseadas em evidências de alta qualidade; recomendação condicional (Classe IIb) para intervenções com eficácia menos estabelecida; e recomendação contra (Classe III) para intervenções consideradas ineficazes ou prejudiciais.
- Como Eu Faço Reversão de Antiplaquetários em Pacientes com Hemorragia Intracraniana Com Base na Diretriz da Sociedade de Cuidados Neurocríticos 201616/10/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia
Os antitrombóticos incluem anticoagulantes, agentes antiplaquetários e trombolíticos. São comumente utilizados para tratar eventos tromboembólicos ou como profilaxia em diferentes condições clínicas. Entretanto, esses agentes aumentam o risco de sangramento. Devido às controvérsias na literatura sobre a reversão de antitrombóticos em pacientes com hemorragia intracraniana, esta diretriz foi elaborada para fornecer evidências sobre os efeitos desses agentes. A Sociedade de Cuidados Neurocríticos (NCS), em conjunto com a Sociedade Médica de Cuidados Críticos, reuniu 13 profissionais de diversas instituições e especialidades, como neurocrítica, neurologia, neurocirurgia, AVC, medicina de emergência e hematologia, para desenvolver o guideline. A população estudada incluiu adultos com hemorragia intracraniana espontânea ou traumática, excluindo casos de coagulopatias intrínsecas, com estudos em inglês publicados até janeiro de 2013. Neste texto, abordaremos apenas as recomendações relacionadas aos antiplaquetários. Os estudos selecionados foram avaliados usando a escala GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) para estratificar a força das evidências, com recomendações elaboradas e revisadas pelo painel de especialistas. O método GRADE categoriza a qualidade das evidências em 4 níveis (alta, moderada, baixa e muito baixa) e, com base na qualidade das evidências, na relação risco-benefício e na disponibilidade de recursos, classifica as recomendações como fortes ou condicionais. Boas práticas clínicas referem-se a recomendações baseadas na experiência e no consenso de especialistas, em que a força da evidência não foi formalmente classificada pela diretriz.
- Trombectomia no Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo com Grande Área de Infarto Estabelecida10/10/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia
O tratamento com trombectomia mecânica de pacientes com AVC isquêmico por oclusão de grandes vasos e com área de infarto extensa melhora os desfechos funcionais?
- Efeito do Pacote de 1 Hora na Mortalidade de Pacientes com Suspeita de Sepse no Departamento de Emergência10/10/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Infectologia
A implementação de um pacote de 1 hora, que inclui a medida do lactato, a coleta de culturas, a antibioticoterapia de amplo espectro e a expansão volêmica, resulta em melhores desfechos para pacientes admitidos na emergência com suspeita de sepse?
- Como Eu Faço Reversão de Trombolíticos em Pacientes com Hemorragia Intracraniana Com Base na Diretriz da Sociedade de Cuidados Neurocríticos 201602/10/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
Os antitrombóticos incluem anticoagulantes, agentes antiplaquetários e trombolíticos. São comumente usados para tratar eventos tromboembólicos ou como profilaxia em diferentes condições clínicas. Entretanto, esses agentes aumentam o risco de sangramento. Devido a controvérsias na literatura sobre a reversão de antitrombóticos em pacientes com hemorragia intracraniana, esta diretriz foi desenvolvida para fornecer evidências sobre os efeitos desses agentes. A Sociedade de Cuidados Neurocríticos (NCS), em conjunto com a Sociedade Médica de Cuidados Críticos, reuniu 13 profissionais de diversas instituições e especialidades, como neurocrítica, neurologia, neurocirurgia, AVC, medicina de emergência e hematologia para desenvolver o guideline. A população estudada incluiu adultos com hemorragia intracraniana espontânea ou traumática, excluindo casos de coagulopatias intrínsecas, com estudos em inglês publicados até janeiro de 2013. Neste texto abordaremos apenas as recomendações relacionadas aos trombolíticos. Os estudos selecionados foram avaliados usando a escala GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) para estratificar a força das evidências, com recomendações elaboradas e revisadas pelo painel de especialistas. O método GRADE categoriza a qualidade das evidências em quatro níveis (alta, moderada, baixa e muito baixa) e, com base na qualidade das evidências, relação risco-benefício e disponibilidade de recursos, classifica as recomendações como fortes ou condicionais. Boas práticas clínicas referem-se a recomendações baseadas na experiência e consenso de especialistas, onde a força da evidência não foi formalmente classificada pela diretriz.
- Eficácia e Segurança de uma Estratégia Combinada de Desmame de Sedação e Ventilação em Pacientes Críticos26/09/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência
Uma estratégia de despertar diário combinada com testes de respiração espontânea pode resultar em melhores desfechos em pacientes em ventilação mecânica?
- Como Eu Faço Intubação em Sequência Rápida em Pacientes Críticos Com Base na Diretriz da SCCM 202325/09/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência
A intubação em sequência rápida (IOT-SR) é a estratégia padrão para intubar pacientes críticos, onde se administra um sedativo hipnótico e um bloqueador neuromuscular antes da passagem imediata do tubo orotraqueal, sem ventilação prévia. Esta abordagem reduz o risco de aspiração e otimiza as condições para a intubação em emergências. Apesar de ser um procedimento rápido, a IOT-SR envolve diversas decisões críticas a serem tomadas em poucos segundos ou minutos, o que pode impactar o sucesso do procedimento. Para auxiliar os profissionais, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) formulou diretrizes abrangentes sobre a IOT-SR. As diretrizes da SCCM foram elaboradas por um painel de especialistas que utilizou a metodologia PICO para formular perguntas chave, seguidas de uma revisão sistemática da literatura e elaboração de recomendações com a abordagem GRADE. A maioria das recomendações é baseada em evidências de baixa qualidade, indicando a necessidade de estudos futuros para aumentar a confiança nas recomendações.
- Tempo de Reperfusão em Pacientes com Infarto com Elevação Transitória de ST24/09/2024 — Medicina Intensiva · Cardiologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
Em pacientes com infarto agudo do miocárdio com elevação transitória do segmento ST, uma estratégia invasiva imediata reduz o tamanho do infarto em comparação a uma estratégia invasiva tardia?
- Efeitos do Tirofiban na Deterioração Neurológica em Pacientes com Acidente Vascular Cerebral Isquêmico19/09/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
O tirofiban endovenoso reduz a deterioração neurológica precoce em pacientes com AVC isquêmico não cardioembólico?
- Como Eu Faço Manejo de Sedação no Paciente Crítico Com Base no PADIS da SCCM 201818/09/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência
Pacientes críticos frequentemente necessitam de medicações sedativas, visando reduzir o desconforto associado a procedimentos, aliviar ansiedade, melhorar o acoplamento na ventilação mecânica e reduzir o risco de danos associados à agitação (ex.: perda de dispositivos). Embora comum na UTI, o uso de sedativos, especialmente em doses elevadas, está associado a eventos adversos, como fraqueza muscular, imobilismo, declínio cognitivo e transtornos psicológicos. Em resposta a esses desafios, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) desenvolveu, em 2018, o PADIS: diretrizes para o manejo de dor, agitação/sedação, delirium, imobilidade e sono no paciente crítico. As recomendações foram elaboradas com a metodologia GRADE. Uma recomendação forte significa que há alta confiança de que os benefícios superam os riscos. Por outro lado, uma recomendação condicional indica que a evidência é menos robusta ou que os benefícios e riscos são equilibrados, permitindo maior flexibilidade na decisão clínica. Uma boa prática clínica é uma recomendação baseada em consenso de especialistas ou experiência clínica. Neste texto abordaremos as principais recomendações relacionadas à agitação e ao manejo de sedação na UTI.
- Como Eu Faço o Diagnóstico de Insuficiência Cardíaca Com Base na Diretriz AHA 202211/09/2024 — Terapia Intensiva · Cardiologia · Pneumologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
A insuficiência cardíaca (IC) permanece como uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo mundo. Este guideline tem como objetivo fornecer recomendações centradas no paciente para que os profissionais de saúde possam prevenir, diagnosticar e tratar pacientes com insuficiência cardíaca. A diretriz AHA baseia suas recomendações de acordo com o método LoE (Class of Recommendation and Level of Evidence), onde existem 4 classes de recomendação (Classe I: recomendação forte; Classe IIa: deve ser considerada; Classe IIb: pode ser considerada e Classe III: não recomendada) e 3 níveis de evidência (Nível A: informações derivadas de múltiplos estudos randomizados ou metanálises de elevada qualidade; Nível B: informações de um único estudo randomizado ou grandes estudos não randomizados e Classe C: consenso de opiniões de especialistas e/ou estudos pequenos, observacionais ou retrospectivos).
- Remoção Precoce Minimamente Invasiva de Hemorragia Cerebral11/09/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
Em pacientes com hemorragia cerebral espontânea, o tratamento cirúrgico minimamente invasivo melhora o desfecho funcional em 180 dias?
- Reposição de Albumina em Pacientes com Sepse Grave e Choque Séptico10/09/2024 — Medicina Intensiva · Medicina Interna · Infectologia · Medicina de Emergência
A reposição de albumina em pacientes com sepse grave ou choque séptico melhora a sobrevida?
- Pressão Venosa Central é um Bom Indicador de Disfunção Aguda de Ventrículo Direito?02/09/2024 — Medicina Intensiva · Cardiologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
Apesar do papel bem estabelecido da função do ventrículo direito (VD) na hemodinâmica, ainda existe uma lacuna de conhecimento sobre o limiar ideal de pressão venosa central (PVC) para avaliar a disfunção do VD, especialmente em pacientes críticos. Este estudo de coorte retrospectivo investigou se a PVC pode ser um bom indicador de disfunção do VD em pacientes críticos com congestão venosa sistêmica e em ventilação mecânica. Embora o estudo tenha mostrado que a PVC pode ser útil, sua acurácia é limitada.
- Redução Intensiva da Pressão Arterial em Pacientes com Hemorragia Cerebral Aguda29/08/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
O controle intensivo de pressão arterial melhora o desfecho neurológico em pacientes com hemorragia cerebral aguda?
- Como Eu Faço Prevenção de Sangramento Gastrointestinal em Pacientes Críticos Com Base na Diretriz da SCCM 202428/08/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência
Pacientes críticos podem desenvolver úlceras mucosas devido à hipoperfusão gastrointestinal ou à lesão de reperfusão, resultando em sangramento gastrointestinal. A incidência dessa complicação tem diminuído nas últimas décadas, em parte devido ao desenvolvimento e uso de medicações que reduzem a acidez gástrica (como os inibidores de bomba de próton), resultando no uso quase universal desses agentes em pacientes críticos. Considerando várias publicações recentes sobre o tema, a Society of Critical Care Medicine, em parceria com a American Society of Health-System Pharmacists, elaborou um conjunto de recomendações relacionadas às ocorrências de úlceras de estresse em pacientes críticos e à sua profilaxia, abordando os fatores de risco, os benefícios da profilaxia medicamentosa, as medicações adequadas, o impacto da profilaxia em pacientes com dieta enteral e os critérios para descontinuar a profilaxia. Essa diretriz foi elaborada por um painel de especialistas que formulou perguntas-chave (usando a metodologia PICO), seguida de uma revisão sistemática da literatura e da elaboração de recomendações usando a abordagem do GRADE. Na metodologia GRADE, uma recomendação condicional sugere que a decisão deve ser adaptada às preferências e circunstâncias do paciente, enquanto uma recomendação forte indica alta certeza de que os benefícios superam os riscos. Boas práticas clínicas são declarações de consenso dos especialistas sobre práticas geralmente aceitas na comunidade médica.
- Tirofiban Melhora Desfechos em AVC Isquêmico?28/08/2024 — Medicina Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
Evidências atuais apoiam o uso de terapia antiplaquetária em pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo. No entanto, a deterioração neurológica permanece comum, apesar do regime antiplaquetário recomendado. Por isso, realizou-se este estudo randomizado, que mostrou que o tirofiban, um antiagregante plaquetário venoso, melhorou desfechos neurológicos sem elevar o risco de sangramento.
- Ressuscitação com Hemoderivados Pré-Hospitalar em Pacientes com Choque Hemorrágico Associado ao Trauma21/08/2024 — Medicina Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência
A transfusão pré-hospitalar é mais eficaz na ressuscitação de pacientes com choque hemorrágico secundário ao trauma quando comparada com a ressuscitação padrão?
- Tenecteplase vs Cuidado Padrão em Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Menor com Oclusão Comprovada20/08/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
O uso de tenecteplase em pacientes com AVC isquêmico menor, com início de sintomas em até 12 horas, resulta em melhor desfecho neurológico funcional ?
- Sistemas de Alerta para Sepse Melhoram Desfechos Clínicos!19/08/2024 — Medicina Intensiva · Medicina de Emergência · Gestão Hospitalar
A detecção precoce e o manejo adequado da sepse são cruciais para a sobrevivência do paciente. As emergências desempenham um papel fundamental nesse processo, mas enfrentam desafios significativos na resposta eficaz à sepse devido ao grande volume de pacientes. Esta revisão sistemática demonstrou que os sistemas de alerta para sepse nas emergências estão associados a melhores desfechos clínicos, além de uma maior adesão aos protocolos de tratamento da sepse.
- Rápida Redução de Pressão Arterial em Pacientes com Hemorragia Cerebral Aguda15/08/2024 — Medicina Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
A redução rápida da pressão arterial em pacientes com AVC hemorrágico reduz mortalidade e incapacidade grave?
- Reativação Pulmonar de Herpes Vírus Aumenta a Mortalidade em Pacientes com COVID-19?12/08/2024 — Terapia Intensiva · Infectologia · Pneumologia · Medicina de Emergência
Infecções pelos herpes vírus humanos (citomegalovírus - CMV e herpes simplex vírus - HSV) costumam reativar em pacientes críticos com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) relacionada à COVID-19. No entanto, existem discussões sobre a relação da reativação com a mortalidade e o benefício da terapia antiviral. Este estudo de coorte mostrou que reativações pelo HSV são comuns e a dinâmica da carga viral do HSV antes ou sem terapia antiviral está associada à mortalidade.
- Estatina em Alta Dose Reduz o Risco de Recorrência de AVC Isquêmico?12/08/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
As estatinas são usadas para o tratamento de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e risco de eventos cerebrovasculares secundários. No entanto, ainda é desconhecido se doses mais altas da medicação trazem benefícios na profilaxia da recorrência do AVC. Este estudo de coorte mostrou que a terapia com estatinas em altas doses pode não reduzir o risco de recorrência de AVC isquêmico leve e não cardiogênico, mas pode aumentar o risco de hemorragia intracraniana.
- Cateter Nasal de Alto Fluxo é Mais Eficaz em DPOC Descompensada?02/08/2024 — Terapia Intensiva · Pneumologia · Medicina de Emergência
Estudos comparando o cateter nasal de alto fluxo (CNAF) com ventilação não-invasiva (VNI) como tratamento em descompensações agudas de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), em pacientes com falência respiratória hipercápnica aguda-moderada, são limitados. Este estudo aberto e randomizado foi realizado para avaliar essa questão, mostrando que o CNAF foi inferior à VNI e resultou em maior falha de tratamento quando usado como suporte respiratório inicial nos pacientes estudados.
- Colchicina Previne Eventos Vasculares Recorrentes Após AVC?31/07/2024 — Medicina Intensiva · Cardiologia · Neurologia · Medicina de Emergência
A terapia de longo prazo com colchicina previne a recorrência de eventos vasculares em doença arterial coronariana (DAC). Diferentemente da DAC, o acidente vascular encefálico isquêmico (AVC) é causado por diversos mecanismos ou por causas desconhecidas. Por isso, a eficácia da colchicina neste cenário é incerta. Este estudo aberto e randomizado foi realizado para avaliar essa questão, mas não mostrou benefício significativo no uso da colchicina para a prevenção de recorrência de eventos vasculares após AVC.
- Ensaio Clínico de Progesterona para Traumatismo Cranioencefálico Grave30/07/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
O uso de progesterona em pacientes com TCE grave melhora o desfecho neurológico funcional em 6 meses?
- Tenecteplase vs Alteplase em Acidente Vascular Cerebral Isquêmico25/07/2024 — Medicina Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
Em pacientes com AVCi, com tempo de início dos sintomas de até 4h30, a trombólise com tenecteplase é não inferior à trombólise com alteplase em relação a desfecho neurológico funcional?
- Como Eu Faço o Diagnóstico de Síndrome Coronariana Aguda17/07/2024 — Cardiologia · Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência
As síndromes coronarianas agudas (SCA) permanecem como causa importante de morbimortalidade em nosso país e no mundo. O objetivo deste guideline é avaliar e resumir as evidências disponíveis para ajudar os profissionais de saúde a realizarem o melhor diagnóstico e estratégia terapêutica para o paciente acometido por síndrome coronariana aguda. A diretriz da Sociedade Europeia de Cardiologia baseia suas recomendações de acordo com o método LoE (Class of Recommendation and Level of Evidence), onde existem 4 classes de recomendação (Classe I: recomendada; Classe IIa: deve ser considerada; Classe IIb: pode ser considerada e Classe III: não recomendada) e 3 níveis de evidência (Nível A: informações derivadas de múltiplos estudos randomizados ou metanálises; Nível B: informações de um único estudo randomizado ou grandes estudos não randomizados e Nível C: consenso de opiniões de especialistas e/ou estudos pequenos ou retrospectivos).
- Reteplase versus Alteplase em Acidente Vascular Cerebral Isquêmico16/07/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
Em pacientes com AVCi, com tempo de início dos sintomas de até 4h30, a trombólise com reteplase é não inferior à trombólise com alteplase em relação ao desfecho neurológico funcional?
- Terapia na Hemorragia Alveolar nas Vasculites ANCA associadas09/07/2024 — Reumatologia · Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência
A plasmaférese e a dose reduzida de glicocorticoides são eficazes na redução da mortalidade em pacientes com hemorragia alveolar associada à vasculite ANCA?
- Alteplase Tem Menor Chance de Desfechos Funcionais Excelentes Após Trombólise de AVC do que Reteplase01/07/2024 — Neurologia · Medicina de Emergência
A alteplase é a droga trombolítica padrão aprovada para tratamento de acidente vascular encefálico isquêmico (AVCi) diagnosticado dentro de 4,5 horas após o início dos sintomas. No entanto, a demanda por outros agentes trombolíticos efetivos tornou-se crescente. Por isso, foi realizado este estudo fase 3, que mostrou que a reteplase foi superior à alteplase, em termos de desfecho funcional excelente em 90 dias, em pacientes com AVCi diagnosticado dentro de 4,5 horas após o início dos sintomas.
- Ventilação Não Invasiva para Pré-oxigenação em Intubação de Emergência20/06/2024 — Terapia Intensiva · Pneumologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
O uso de ventilação não invasiva para pré-oxigenação reduz o risco de hipoxemia durante intubação de emergência?
- Ventilação Oscilatória de Alta Frequência Precoce em Pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo18/06/2024 — Terapia Intensiva · Pneumologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
A estratégia de ventilação mecânica oscilatória de alta frequência em síndrome do desconforto respiratório moderado a grave reduz a mortalidade hospitalar?
- Paracetamol Intravenoso Reduz Disfunção Orgânica na Sepse?17/06/2024 — Terapia Intensiva · Infectologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
Na sepse, as hemácias morrem em taxas anormalmente altas, liberando a chamada "hemoglobina livre de células" no sangue e esse excesso de hemoglobina pode levar a danos orgânicos. Por outro lado, dados limitados sugerem que o acetaminofeno (paracetamol) pode bloquear os efeitos nocivos da hemoglobina livre de células. Portanto, o ensaio clínico ASTER, investigou se o acetaminofeno intravenoso poderia aumentar o número de dias vivos e livres de suporte orgânico em pacientes com sepse. Embora o acetaminofeno tenha mostrado ser seguro, o estudo não encontrou diferença significativa no desfecho primário entre grupos acetaminofeno e placebo.
- Redução da Pressão Arterial na Ambulância Não Melhora Desfechos em AVC Agudo12/06/2024 — Terapia Intensiva · Cardiologia · Neurologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
O tratamento precoce do acidente vascular cerebral (AVC) agudo, antes de distinguir entre os tipos isquêmico e hemorrágico, é um desafio. O estudo randomizado INTERACT 4 avaliou se a redução intensiva da pressão arterial sistólica na ambulância melhora o estado funcional dos pacientes com AVC agudo. Os resultados mostraram que a intervenção não melhorou os desfechos funcionais gerais, mas teve efeitos diferentes dependendo do tipo de AVC.
- Oscilação de Alta Frequência em Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo11/06/2024 — Terapia Intensiva · Pneumologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
A ventilação mecânica oscilatória de alta frequência pode reduzir a mortalidade em pacientes com ARDS?
- Trombectomia no AVC é Eficaz Mesmo em Infartos Extensos?07/06/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
O estudo randomizado LASTE (Trial of Thrombectomy for Stroke with a Large Infarct of Unrestricted Size) avaliou a eficácia e segurança da trombectomia em comparação com o cuidado médico padrão em pacientes com oclusão de grandes vasos cerebrais na circulação anterior e infarto extenso. Os resultados mostraram que a trombectomia, associada ao cuidado médico, resultou em melhores desfechos funcionais e menor mortalidade do que o cuidado médico isolado. No entanto, a trombectomia está associada a um aumento na incidência de hemorragia intracerebral sintomática.
- Controle da Crise Hipertensiva: Nicardipina ou Clevidipina?05/06/2024 — Cardiologia · Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência
Nicardipina e clevidipina são bloqueadores dos canais de cálcio utilizados na crise hipertensiva, mas a evidência comparativa entre eles ainda é limitada. Um estudo comparou a eficácia e a segurança desses medicamentos no controle da pressão arterial durante crises hipertensivas. Os resultados indicam que a nicardipina pode oferecer um controle mais sustentado da pressão arterial com menor risco de hipertensão de rebote e maior economia de custos em comparação à clevidipina.
- Intubação é Segura na Intoxicação Severa por Salicilatos?27/05/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência
Tradicionalmente, a intubação traqueal e a ventilação mecânica em pacientes com intoxicação severa por salicilatos têm sido desencorajadas devido a preocupações com distúrbios ácido-base. Um estudo observacional e retrospectivo buscou investigar as tendências do pH, complicações e desfechos em pacientes intoxicados por salicilatos que foram intubados.
- Anvisa Aumenta Controle na Prescrição de Zolpidem24/05/2024 — Neurologia · Psiquiatria · Geriatria · Clínica Médica · Medicina de Emergência
O zolpidem, um medicamento hipnótico usado no tratamento de insônia de curta duração, tem sido amplamente utilizado. No entanto, a Anvisa aprovou um aumento do controle na prescrição e venda deste medicamento pelo aumento de relatos de uso abusivo e irregular. A partir de 1º de agosto de 2024, todos os medicamentos à base de zolpidem deverão ser prescritos com Notificação de Receita B (azul), exigindo que o profissional prescritor tenha cadastro na vigilância sanitária local.
- Risco de Correção Excessiva com Reposição de Salina Hipertônica em Bolus vs. Infusão Contínua para Pacientes com Hiponatremia Sintomática23/05/2024 — Terapia Intensiva · Nefrologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
Em pacientes com hiponatremia sintomática o risco de correção excessiva é maior com infusão contínua ou com infusão em bolus?
- Exclusão de Síndrome Coronariana Aguda Sem Supra de ST por uma Medida Única e Pré-Hospitalar de Troponina16/05/2024 — Cardiologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
Qual o impacto sobre os custos em saúde da exclusão pré-hospitalar de síndrome coronariana aguda sem supra de ST com uma medida única de troponina?
- Cirurgia Precoce Melhora Resultados em Hemorragias Intracerebrais15/05/2024 — Terapia Intensiva · Neurologia · Medicina de Emergência
O estudo ENRICH, multicêntrico e randomizado, investigou se a remoção cirúrgica minimamente invasiva de hematomas supratentoriais dentro de 24 horas poderia oferecer melhores resultados funcionais em comparação ao manejo médico padrão em pacientes com hemorragias intracerebrais agudas. Os achados principais indicaram que a intervenção cirúrgica proporcionou uma melhora significativa nos escores de funcionalidade após 180 dias, sugerindo um benefício potencial dessa abordagem nas hemorragias lobares.
- Personalização de Meta de Oxigênio na UTI Reduz a Mortalidade?10/05/2024 — Terapia Intensiva · Pneumologia · Medicina de Emergência
Um estudo investigou se ajustar individualmente as metas de saturação de oxigênio (SpO2) em pacientes sob ventilação mecânica pode melhorar as taxas de sobrevida. Utilizando algoritmos de machine-learning, resultados sugerem que alvos personalizados de SpO2 podem diminuir significativamente a mortalidade em pacientes críticos.
- Ácido Tranexâmico em Hemorragia Digestiva Alta em Pacientes Com Cirrose30/04/2024 — Terapia Intensiva · Gastroenterologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
O uso do ácido tranexâmico em pacientes cirróticos com hemorragia digestiva alta reduz a incidência de falha no controle de sangramento?
- Eficácia do Balão Recoberto com Paclitaxel no Tratamento da Reestenose Intra-Stent29/04/2024 — Terapia Intensiva · Clínica Médica · Medicina de Emergência
Entre os pacientes submetidos à angioplastia coronária para reestenose intra-stent, um balão recoberto com paclitaxel foi superior a um balão não recoberto. Esta foi a conclusão do ensaio clínico AGENT IDE, que revelou uma redução significativa na falha do segmento-alvo em um ano (composto de revascularização do segmento-alvo conduzida por isquemia, infarto do miocárdio relacionado ao vaso-alvo ou morte cardíaca) com o uso do balão recoberto com paclitaxel, demonstrando sua superioridade sobre o balão não recoberto.
- Novo Antibiótico Aprovado pelo FDA para Tratamento de Infecções Bacterianas Graves26/04/2024 — Terapia Intensiva · Infectologia · Clínica Médica · Medicina de Emergência
A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou o Zevtera (ceftobiprole medocaril sódico para injeção) para tratar infecções graves causadas pelo Staphylococcus aureus em adultos, incluindo infecções sanguíneas (bacteremia), infecções de pele e estrutura cutânea, e pneumonia adquirida na comunidade. A eficácia do Zevtera foi demonstrada em estudos controlados, mostrando taxas comparáveis de sucesso em relação aos tratamentos existentes.
