Ginecologia e Obstetrícia: artigos e atualizações
Artigos de Ginecologia e Obstetrícia no Portal MEDCode: resumos de estudos, guidelines comentados e alertas para profissionais de saúde.
- Reprodução Assistida Pode Aumentar Risco Cardiovascular?12/03/2025 — Clínica Médica · Cardiologia · Ginecologia e Obstetrícia
Qual o contexto? O uso crescente da tecnologia de reprodução assistida (TRA) tem gerado preocupações sobre possíveis impactos cardiovasculares a longo prazo, devido a potenciais desequilíbrios hormonais e estados pró-trombóticos. No entanto, ainda não há estudos robustos que esclareçam definitivamente essa questão. Por isso, esta metanálise avaliou se a TRA está associada a um risco aumentado de doenças cardiovasculares em longo prazo, demonstrando que não houve associação estatisticamente significativa entre a exposição à TRA e o desenvolvimento de eventos cardiovasculares adversos.
- IMC Materno Elevado Aumenta o Risco de AVC Perinatal?10/03/2025 — Clínica Médica · Neurologia · Ginecologia e Obstetrícia
O sobrepeso e a obesidade materna estão associados a um maior risco de complicações obstétricas e perinatais. No entanto, o impacto direto do índice de massa corporal (IMC) materno sobre o risco de acidente vascular cerebral (AVC) perinatal no bebê ainda não era bem estabelecido. Para preencher essa lacuna, este estudo de coorte demonstrou que o risco de AVC isquêmico perinatal aumenta de forma dose-resposta com o aumento do IMC materno, evidenciando uma relação proporcional entre obesidade materna e risco neurológico neonatal.
- Como Eu Faço o Manejo da Estenose Mitral na Gestação26/02/2025 — Cardiologia · Ginecologia e Obstetrícia
Mulheres em idade fértil podem ser acometidas por valvopatias, tendo como causa frequente a febre reumática, particularmente em países de média e baixa renda. A descoberta ou descompensação de uma valvopatia durante a gestação demanda cuidados específicos. Nas estenoses valvares, o aumento do débito cardíaco provoca um aumento de aproximadamente 50% no gradiente transvalvar, especialmente entre o 1º e 2º trimestres, elevando o risco de complicações maternas e fetais.
- Como Eu Faço o Tratamento das Aortopatias na Gestação26/02/2025 — Cardiologia · Ginecologia e Obstetrícia
Diversas doenças hereditárias estão associadas ao aumento do risco de formação de aneurismas e dissecções. Entre elas, destacam-se as síndromes genéticas (como Marfan, Loeys-Dietz e Ehlers-Danlos vascular) e as aortopatias hereditárias não sindrômicas, que apresentam apenas aneurisma como manifestação clínica. A gestação representa um período de risco elevado para todas as pacientes com aortopatias, sendo associada a uma alta taxa de mortalidade. A maioria dos óbitos ocorre em mulheres que desconheciam previamente sua condição. As mudanças hormonais e hemodinâmicas típicas da gestação aumentam a suscetibilidade à dissecção, que ocorre mais frequentemente no terceiro trimestre (50% dos casos) e no período pós-parto (33%).
- Detecção Precoce e Tratamento da Hemorragia Puerperal13/02/2025 — Medicina Intensiva · Ginecologia e Obstetrícia · Anestesiologia · Medicina Interna
Um conjunto de intervenções direcionadas à detecção e ao tratamento precoces da hemorragia puerperal pós parto vaginal resulta em melhores desfechos?
- Ensaio Randomizado sobre Aborto Medicamentoso Muito Precoce28/01/2025 — Clínica Médica · Ginecologia e Obstetrícia
Qual é a eficácia e segurança do aborto medicamentoso iniciado em gestações muito precoces em comparação ao tratamento padrão?
- Como Eu Trato Osteoporose com Muito Alto Risco de Fraturas em Mulheres na Pós-Menopausa Com Base no Posicionamento da SBEM e ABRASSO 202230/12/2024 — Reumatologia · Ginecologia e Obstetrícia · Endocrinologia · Clínica Médica
Nas últimas décadas, mulheres na pós-menopausa com osteoporose foram tratadas principalmente com medicamentos antirreabsortivos como primeira linha. No entanto, ensaios clínicos randomizados recentes em pacientes com osteoporose grave demonstraram que agentes anabólicos, como teriparatida e abaloparatida, são significativamente mais eficazes na redução de fraturas vertebrais e não vertebrais. Além disso, o uso sequencial de agentes anabólicos seguido por terapia antirreabsortiva maximiza os aumentos na densidade mineral óssea (DMO) e reduz de forma mais significativa o risco de novas fraturas. Portanto, este documento fornece aos clínicos uma posição de especialistas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo e a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Metabolismo Ósseo. Neste texto abordaremos como tratar pacientes com osteoporose de alto risco de fraturas. Foi realizada uma revisão narrativa baseada em uma pesquisa bibliográfica rigorosa usando PubMed de publicações entre 2000 e 2021. Os membros do painel chegaram a um consenso e finalizaram as recomendações. As recomendações apresentadas são "não graduadas", ou seja, não houve uma classificação formal da força das evidências ou do grau de recomendação.
- Como Eu Identifico Osteoporose de Alto Risco de Fraturas em Mulheres na Pós-Menopausa Com Base no Posicionamento da SBEM e ABRASSO 202230/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Reumatologia · Ginecologia e Obstetrícia
Nas últimas décadas, mulheres na pós-menopausa com osteoporose foram tratadas principalmente com medicamentos antirreabsortivos como primeira linha. No entanto, ensaios clínicos randomizados recentes em pacientes com osteoporose grave demonstraram que agentes anabólicos, como teriparatida e abaloparatida, são significativamente mais eficazes na redução de fraturas vertebrais e não vertebrais. Além disso, o uso sequencial de agentes anabólicos seguido por terapia antirreabsortiva maximiza os aumentos na densidade mineral óssea (DMO) e reduz de forma mais significativa o risco de novas fraturas. Portanto, este documento fornece aos clínicos uma posição de especialistas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo e a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Metabolismo Ósseo. Neste texto abordaremos como identificar pacientes com osteoporose de alto risco de fraturas. Foi realizada uma revisão narrativa baseada em uma pesquisa bibliográfica rigorosa usando PubMed de publicações entre 2000 e 2021. Os membros do painel chegaram a um consenso e finalizaram as recomendações. As recomendações apresentadas são "não graduadas", ou seja, não houve uma classificação formal da força das evidências ou do grau de recomendação.
- Levotiroxina em Mulheres Eutireoidianas com Anticorpos Anti-TPO Positivos e Perdas Gestacionais Recorrentes26/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Ginecologia e Obstetrícia
O uso de levotiroxina pré-concepção é capaz de aumentar o número de nascidos vivos em mulheres com histórico de perdas gestacionais recorrentes, anti-TPO positivo e função tireoidiana normal?
- Doença Hipertensiva da Gestação: Fator de Risco para Infarto e Doença Coronária25/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Ginecologia e Obstetrícia
Distúrbios hipertensivos da gravidez (DHG), como pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional, têm sido associados a maior risco cardiovascular futuro, mas a relação com infarto do miocárdio (IAM) e tipos específicos de doença arterial coronariana (DAC) permanece pouco compreendida. Este estudo populacional demonstrou que mulheres com história de DHG apresentam maior risco de IAM, tanto com DAC obstrutiva quanto não obstrutiva, e que esses eventos tendem a ocorrer precocemente.
- Como Eu Manejo Gestação e Amamentação nas Doenças Reumáticas Com Base nas Recomendações do American College Rheumatology (ACR) 202025/12/2024 — Clínica Médica · Reumatologia · Ginecologia e Obstetrícia
Doenças reumáticas implicam em riscos multifacetados para a saúde reprodutiva de pacientes, incorrendo frequentemente em risco materno e fetal. Manifestações de doenças reumáticas, a demanda de uso perene de imunossupressores e efeitos adversos à terapias hormonais são alguns dos aspectos que complicam a saúde reprodutiva desses pacientes. Portanto, a diretriz do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) aborda aspectos da saúde reprodutiva nas doenças reumáticas. Neste texto abordaremos o manejo da gestação, uso de imunossupressores e a amamentação em pacientes com doenças reumáticas. As recomendações e evidências foram categorizadas pela metodologia GRADE (Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluation). Uma recomendação forte significa que a maioria dos pacientes bem informados escolheria o manejo proposto, refletindo normalmente um alto nível de evidência ou a gravidade de um possível desfecho negativo. Já uma recomendação condicional indica que a escolha pode variar conforme os valores e preferências de cada paciente, geralmente devido à falta ou limitação de dados, ou dados conflitantes que causam incerteza. As declarações de boas práticas são baseadas em evidências indiretas convincentes e são apresentadas como "sugestões", não como recomendações formais.
- Denosumab para Prevenção de Fraturas em Mulheres Pós-Menopausa com Osteoporose12/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Reumatologia · Geriatria · Ginecologia e Obstetrícia
O tratamento com denosumabe reduz fraturas em pacientes com osteoporose pós-menopausa?
- Como Eu Manejo Contracepção, Fertilidade e Menopausa em Pacientes com Doenças Reumáticas Com Base nas Recomendações do American College Rheumatology (ACR) 202025/11/2024 — Reumatologia · Ginecologia e Obstetrícia
Doenças reumáticas implicam em riscos multifacetados para a saúde reprodutiva de pacientes, incorrendo frequentemente em risco materno e fetal. Manifestações de doenças reumáticas, a demanda de uso perene de imunossupressores e efeitos adversos à terapias hormonais são alguns dos aspectos que complicam a saúde reprodutiva desses pacientes. Portanto, a diretriz do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) aborda aspectos da saúde reprodutiva nas doenças reumáticas. Neste texto abordaremos o manejo da contracepção, fertilidade e menopausa em pacientes com doenças reumáticas. As recomendações e evidências foram categorizadas pela metodologia GRADE (Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluation). Uma recomendação forte significa que a maioria dos pacientes bem informados escolheria o manejo proposto, refletindo normalmente um alto nível de evidência ou a gravidade de um possível desfecho negativo. Já uma recomendação condicional indica que a escolha pode variar conforme os valores e preferências de cada paciente, geralmente devido à falta ou limitação de dados, ou dados conflitantes que causam incerteza. As declarações de boas práticas são baseadas em evidências indiretas convincentes e são apresentadas como "sugestões", não como recomendações formais.
- Como Eu Manejo do Diabetes na Gestação Com Base no Standards of Care in Diabetes da American Diabetes Association – 202416/10/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Ginecologia e Obstetrícia
O programa “Standards of Care in Diabetes”, elaborado pela American Diabetes Association (ADA), abrange as principais recomendações da prática clínica nos cuidados do diabetes, visando fornecer orientações, objetivos e guidelines norteadoras, além de disponibilizar materiais para avaliar a qualidade do cuidado. O conteúdo é atualizado pelo menos uma vez ano por um comitê de especialistas interdisciplinares, que são membros do Comitê de Prática Profissional da ADA. As recomendações da publicação são apresentadas de acordo com níveis decrescentes de qualidade da evidência utilizada (ABCDE), com conteúdo direcionado a todos os profissionais que tenham contato direto e indireto com o paciente portador de diabetes. A seguir, serão abordados os principais tópicos do tema Diabetes Gestacional, uma afecção que apresenta um aumento substancial em sua incidência nos últimos anos e que pode gerar riscos maternos e fetais. Esses riscos incluem aborto, anomalias fetais, óbito fetal, macrossomia, hipoglicemia neonatal, hiperbilirrubinemia fetal, síndrome da angústia respiratória e repercussões na vida pós neonatal, como maior risco de obesidade, hipertensão arterial e diabetes tipo 2 ao longo da vida.
- Quais os Preditores de Complicações na Gravidez de Mulheres com Lúpus?09/09/2024 — Reumatologia · Medicina de Família e Comunidade · Ginecologia e Obstetrícia
Para aprimorar a avaliação personalizada do risco pré-concepcional em mulheres com lúpus eritematoso sistêmico (LES), é essencial entender os fatores de risco que estão associados a resultados adversos na gravidez. Esta metanálise identificou que nefrite lúpica prévia, hipertensão arterial crônica, LES em atividade antes e durante a concepção, e a síndrome do anticorpo antifosfolipídeo secundária são preditores importantes de complicações na gravidez em mulheres com LES.
- Deve-se Monitorizar a Pressão Arterial Após Distúrbios Hipertensivos da Gravidez?21/08/2024 — Cardiologia · Medicina de Família e Comunidade · Ginecologia e Obstetrícia
Após um distúrbio hipertensivo da gravidez (DHG), a hipertensão pode piorar no pós-parto, especialmente após a alta hospitalar. No entanto, a frequência e a gravidade desse evento não são bem estabelecidas. Este estudo de coorte foi realizado para investigar essas questões e mostrou que uma elevada proporção de pacientes com DHG continuam apresentando hipertensão após a alta, com aproximadamente 14% delas desenvolvendo hipertensão grave.
- Como Eu Faço Hemodiálise em Gestantes Baseado em Revisão de Literatura 202415/08/2024 — Ginecologia e Obstetrícia · Nefrologia · Clínica Médica
A gravidez é rara em pacientes com doença renal crônica estágio V devido à redução de fertilidade em mulheres em diálise. Mesmo com os avanços das terapias renais fornecidas, elas ainda trazem risco aumentado de diversos eventos adversos nessa população. Não há consenso terapêutico ou diretriz para guiar o manejo de pacientes gestantes em hemodiálise. Portanto, revisões de literatura são importantes para esclarecer os efeitos da diálise na gestação e trazer recomendações para a adequação em diálise neste grupo. As revisões aqui consideradas são três revisões principais, não sistemáticas, que incluem a revisão de atualização de diálise na gestação do grupo turco publicada em 2023; o Core Curriculum publicado em 2019 de diálise na gestação; e o Programa de Autoavaliação (NephSap®) pela Sociedade Americana de Nefrologia publicado em 2024. As recomendações descritas constituem evidências fracas pela ausência de ensaios clínicos randomizados na área.
- Letrozol versus Clomifeno para Infertilidade na Síndrome do Ovário Policístico18/07/2024 — Ginecologia e Obstetrícia · Endocrinologia · Clínica Médica
O letrozol aumenta a taxa de nascidos vivos em comparação com o clomifeno em pacientes com síndrome dos ovários policísticos?
- Hiperglicemia e Desfecho Adverso Gestacional25/06/2024 — Ginecologia e Obstetrícia · Endocrinologia · Clínica Médica
Na época da publicação do estudo, ainda era controverso se o diabetes gestacional era um fator de risco importante para desfecho obstétrico adverso. Além disso, valores de corte para definição desta condição, bem como incidência de eventos adversos associados ao diabetes gestacional não eram claramente definidos. Neste contexto, o estudo HAPO avaliou o impacto da hiperglicemia materna em pacientes sem DM 2 prévio em desfechos materno-fetais.
- Prolapso da Valva Mitral Aumenta o Risco Arrítmico Durante a Gravidez e Pós-parto?21/06/2024 — Cardiologia · Ginecologia e Obstetrícia · Clínica Médica
O prolapso arrítmico da valva mitral (PAVM) está associado a arritmias ventriculares (AVs) potencialmente fatais, sendo as mulheres jovens um grupo de alto risco. Um estudo observacional, retrospectivo, multicêntrico e internacional avaliou se a gravidez e o pós-parto estão associados a um maior risco de AVs malignas em mulheres com PAVM de alto risco. Durante a gravidez e até seis meses após o parto, houve um aumento significativo na ocorrência de AVs malignas.
- Women’s Health Initiative (WHI) Não Recomenda Suplementação de Cálcio e Vitamina D para Mulheres na Menopausa19/06/2024 — Reumatologia · Endocrinologia · Ginecologia e Obstetrícia · Medicina de Família e Comunidade · Nutrologia · Clínica Médica
A Iniciativa de Saúde da Mulher (Women’s Health Initiative - WHI) é um dos maiores estudos já realizados sobre a saúde das mulheres, focando nos efeitos da terapia hormonal na menopausa, suplementação de cálcio e vitamina D, e uma dieta de baixo teor de gordura. Um estudo revisou os resultados dos ensaios clínicos randomizados da WHI, que incluíram 68.132 mulheres com idades entre 50 e 79 anos.
- EULAR 2024 - Edema de Medula Óssea na Sacroilíaca no Pós-Parto Não Evolui para Lesões Estruturais em 5 Anos17/06/2024 — Reumatologia · Ginecologia e Obstetrícia · Clínica Médica
O edema de medula óssea (EMO) nas sacroilíacas, observado na ressonância magnética(RM) comum em espondiloartrites, também é frequentemente visto em contextos nãoinflamatórios como em mulheres pós-parto devido ao estresse mecânico. Essa alteraçãopós-parto se assemelha às lesões inflamatórias da espondiloartrite axial (axSpA), tornandoo diagnóstico diferencial essencial. Um estudo observacional apresentado no EULAR 2024(European League Against Rheumatism) avaliou a evolução do EMO em mulheressaudáveis após parto vaginal sem complicações e o potencial desenvolvimento de lesõesestruturais.
- Levotiroxina em Mulheres com anti-TPO Positivo Antes da Concepção14/05/2024 — Ginecologia e Obstetrícia · Endocrinologia · Clínica Médica
Levotiroxina para mulheres eutireoidianas com anti-TPO positivo aumenta a taxa de nascidos vivos?
- Paracetamol na Gravidez: Culpado do Desenvolvimento de Autismo e TDAH em Crianças?08/05/2024 — Psiquiatria · Neurologia · Ginecologia e Obstetrícia
Um estudo robusto reavaliou as preocupações sobre o uso de acetaminofeno durante a gravidez e seus possíveis efeitos no desenvolvimento de condições como autismo, TDAH e deficiência intelectual em crianças. Os resultados revelaram que o uso de acetaminofeno durante a gravidez não está ligado a um aumento nos riscos de autismo, TDAH ou deficiência intelectual.
