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Todos os artigos — página 5

Resumos de estudos, guidelines comentados, posologia e alertas regulatórios para profissionais de saúde, do mais recente ao mais antigo.

  • Como Eu Identifico Osteoporose de Alto Risco de Fraturas em Mulheres na Pós-Menopausa Com Base no Posicionamento da SBEM e ABRASSO 2022
    30/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Reumatologia · Ginecologia e Obstetrícia

    Nas últimas décadas, mulheres na pós-menopausa com osteoporose foram tratadas principalmente com medicamentos antirreabsortivos como primeira linha. No entanto, ensaios clínicos randomizados recentes em pacientes com osteoporose grave demonstraram que agentes anabólicos, como teriparatida e abaloparatida, são significativamente mais eficazes na redução de fraturas vertebrais e não vertebrais. Além disso, o uso sequencial de agentes anabólicos seguido por terapia antirreabsortiva maximiza os aumentos na densidade mineral óssea (DMO) e reduz de forma mais significativa o risco de novas fraturas. Portanto, este documento fornece aos clínicos uma posição de especialistas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo e a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Metabolismo Ósseo. Neste texto abordaremos como identificar pacientes com osteoporose de alto risco de fraturas. Foi realizada uma revisão narrativa baseada em uma pesquisa bibliográfica rigorosa usando PubMed de publicações entre 2000 e 2021. Os membros do painel chegaram a um consenso e finalizaram as recomendações. As recomendações apresentadas são "não graduadas", ou seja, não houve uma classificação formal da força das evidências ou do grau de recomendação.

  • Ventilação Não Invasiva de Alta Intensidade Melhora Desfechos na DPOC?
    27/12/2024 — Clínica Médica · Pneumologia · Terapia Intensiva

    A ventilação não invasiva com pressão positiva (VNIPP) é amplamente utilizada no manejo da exacerbação aguda da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). No entanto, o impacto da VNIPP de alta intensidade na necessidade de intubação endotraqueal (IOT) em pacientes com DPOC exacerbada ainda não havia sido definido. Este estudo randomizado mostrou que, em pacientes com DPOC exacerbada, o uso de VNIPP de alta intensidade não apresentou diferença significativa nas taxas de IOT em comparação com a VNIPP de baixa intensidade.

  • Ravulizumabe e Efgartigimod Melhoram Desfechos na Miastenia Gravis?
    27/12/2024 — Clínica Médica · Neurologia

    Drogas que atuam nos anticorpos patogênicos e suas funções efetoras, como o inibidor do complemento ravulizumabe e o agonista do receptor Fc neonatal efgartigimod, têm sido aprovadas para o tratamento da miastenia gravis (MG) positiva para receptor de acetilcolina (AChR). No entanto, ainda faltam estudos comparativos diretos entre essas medicações. Este estudo prospectivo exploratório avaliou a eficácia de ambas as terapias, isoladamente, e concluiu que nenhuma delas, sozinha, foi capaz de alterar significativamente as funções efetoras dos anticorpos contra o receptor de acetilcolina.

  • Como Eu Faço o Uso de Albumina Intravenosa Com Base na Diretriz da International Collaboration for Transfusion Medicine de 2024
    27/12/2024 — Terapia Intensiva · Nefrologia · Gastroenterologia

    Albumina intravenosa é uma medicação administrada em um amplo espectro de condições clínicas, incluindo doenças hepáticas, doenças neurológicas, procedimentos hematológicos, perioperatório e em doentes críticos. Ao longo dos anos diversos estudos randomizados avaliaram o impacto de infusão de albumina em vários cenários, de forma que há um número limitado de indicações associadas a melhores desfechos.  Trata-se de um produto derivado de grandes quantidades de plasma de doadores e cuja manufatura é bastante cara. Além disso, seu uso indevido pode resultar em eventos adversos, incluindo hipervolemia e reações alérgicas. Assim, seu uso deve ser criterioso e baseado nas melhores evidências disponíveis. Pensando nisso, foi elaborada esta diretriz para reunir recomendações para a comunidade médica sobre o uso apropriado de albumina intravenosa nos cenários mais comuns da prática clínica.  Para realização desta diretriz foram realizadas diversas revisões sistemáticas da literatura, seguidas de discussão em grupos e elaboração de recomendações baseadas na metodologia GRADE (a certeza da evidência foi classificada em alta, moderada, baixa ou muito baixa; as recomendações foram definidas como fortes ou condicionais). Abaixo descrevemos as principais recomendações desta diretriz.  

  • Como Eu Manejo Síndrome Coronariana Crônica Com Base no Guideline da Sociedade Europeia de Cardiologia 2024
    27/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia

    Síndromes coronarianas crônicas (SCC) representam apresentações clínicas ou síndromes que surgem por alterações estruturais e/ou funcionais relacionadas a doenças crônicas das artérias coronárias e/ou microcirculação. Essas alterações podem levar a uma demanda miocárdica transitória e reversível, resultando em hipoperfusão (isquemia). Embora estáveis ​​por longos períodos, as SCC são frequentemente progressivas e podem desestabilizar a qualquer momento, gerando evento coronariano agudo. O objetivo desta diretriz é auxiliar profissionais de saúde no diagnóstico e manejo de pacientes com síndromes coronarianas crônicas. Esta diretriz baseia suas recomendações de acordo com o método LoE (Class of Recommendation and Level of Evidence), onde existem 4 classes de recomendação (Classe I: recomendação forte; Classe IIa: deve ser considerada; Classe IIb: pode ser considerada e Classe III: não recomendada) e 3 níveis de evidência (Nível A: informações derivadas de múltiplos estudos randomizados ou metanálises de elevada qualidade; Nível B: informações de um único estudo randomizado ou grandes estudos não randomizados e Classe C: consenso de opiniões de especialistas e/ou estudos pequenos, observacionais ou retrospectivos).

  • Terapia com Agalsidase-Beta para Doença de Fabry Avançada
    26/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Nefrologia · Neurologia

    A terapia com agalsidase-beta retarda a ocorrência de eventos renais, cardiovasculares, cerebrovasculares e morte em pacientes com doença de Fabry avançada?

  • Efeito do Canabidiol nas Crises de Queda na Síndrome de Lennox–Gastaut
    26/12/2024 — Clínica Médica · Neurologia

    O canabidiol é capaz de reduzir crises epilépticas de quedas (drop seizures) em pacientes com Síndrome de Lennox-Gastaut?

  • Semaglutida Semanal em Pessoas com Obesidade e Osteoartrite de Joelhos
    26/12/2024 — Clínica Médica · Reumatologia · Geriatria · Medicina de Família e Comunidade

    A semaglutida é eficaz na redução da dor em pacientes com osteoartrite de joelhos, quando comparada a placebo? 

  • Levotiroxina em Mulheres Eutireoidianas com Anticorpos Anti-TPO Positivos e Perdas Gestacionais Recorrentes
    26/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Ginecologia e Obstetrícia

    O uso de levotiroxina pré-concepção é capaz de aumentar o número de nascidos vivos em mulheres com histórico de perdas gestacionais recorrentes, anti-TPO positivo e função tireoidiana normal?

  • Ácido Tranexâmico Ultra-precoce Após Hemorragia Subaracnóidea
    26/12/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia

    Em pacientes com HSA comprovada por tomografia, o uso precoce do ácido tranexâmico melhora o desfecho neurológico funcional em 6 meses?

  • Doença Hipertensiva da Gestação: Fator de Risco para Infarto e Doença Coronária
    25/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Ginecologia e Obstetrícia

    Distúrbios hipertensivos da gravidez (DHG), como pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional, têm sido associados a maior risco cardiovascular futuro, mas a relação com infarto do miocárdio (IAM) e tipos específicos de doença arterial coronariana (DAC) permanece pouco compreendida. Este estudo populacional demonstrou que mulheres com história de DHG apresentam maior risco de IAM, tanto com DAC obstrutiva quanto não obstrutiva, e que esses eventos tendem a ocorrer precocemente.

  • GLP-1 Oferece Benefícios Cardiorrenais Consistentes Mesmo Sem SGLT2?
    25/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Cardiologia

    Agonistas do receptor GLP-1 e inibidores do SGLT2 são reconhecidos por seus benefícios cardiovasculares e renais em pacientes com diabetes tipo 2 (DM2). No entanto, permanecia incerta a eficácia dos agonistas do GLP-1 isoladamente, sem o uso concomitante de inibidores do SGLT2. Esta metanálise buscou esclarecer essa questão, demonstrando que os benefícios cardiovasculares e renais dos agonistas do receptor GLP-1 são consistentes, independentemente do uso de inibidores do SGLT2.

  • Como Eu Faço o Tratamento Farmacológico do Pré-Diabetes Com Base na Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes 2024
    25/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia

    A hiperglicemia é um fator de risco contínuo para complicações micro e macrovasculares. Ao diagnóstico do Diabetes Tipo 2 (DM2), 8% a 16% dos pacientes já apresentam retinopatia, 17% a 22% já têm microalbuminúria e 14% a 48% já têm algum grau de neuropatia periférica.  O pré diabetes (pré-DM) é uma condição com elevado risco para desenvolver DM2: 25% dos pacientes progridem para DM2, 50% permanecem como estão e 25% revertem para normalidade, em um período observacional de 3 a 5 anos.  Evidências científicas mostram que há um atraso de três anos a seis anos entre o início da doença e o diagnóstico do DM2, sendo, por isso, muito importante que se detecte o DM2 o mais cedo possível. A principal medida na prevenção de DM2 é a mudança de estilo de vida (MEV), incluindo adesão a uma dieta saudável e redução do peso corporal em pelo menos 5% nos indivíduos com sobrepeso ou obesidade, combinada com atividade física regular. Mas, as medidas de estilo de vida, por sua vez, nem sempre são satisfatórias. O guideline da Sociedade Brasileira de Diabetes tem como objetivo padronizar as situações específicas onde a terapia farmacológica do Pré Diabetes está recomendada.  A classificação das recomendações foi feita da seguinte forma: recomendação forte (Classe I e IIa) para intervenções eficazes e baseadas em evidências de alta qualidade; recomendação condicional (Classe IIb) para intervenções com eficácia menos estabelecida; e recomendação contra (Classe III) para intervenções consideradas ineficazes ou prejudiciais.

  • Como Eu Manejo Gestação e Amamentação nas Doenças Reumáticas Com Base nas Recomendações do American College Rheumatology (ACR) 2020
    25/12/2024 — Clínica Médica · Reumatologia · Ginecologia e Obstetrícia

    Doenças reumáticas implicam em riscos multifacetados para a saúde reprodutiva de pacientes, incorrendo frequentemente em risco materno e fetal. Manifestações de doenças reumáticas, a demanda de uso perene de imunossupressores e efeitos adversos à terapias hormonais são alguns dos aspectos que complicam a saúde reprodutiva desses pacientes.  Portanto, a diretriz do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) aborda aspectos da saúde reprodutiva nas doenças reumáticas. Neste texto abordaremos o manejo da gestação, uso de imunossupressores e a amamentação em pacientes com doenças reumáticas. As recomendações e evidências foram categorizadas pela metodologia GRADE (Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluation). Uma recomendação forte significa que a maioria dos pacientes bem informados escolheria o manejo proposto, refletindo normalmente um alto nível de evidência ou a gravidade de um possível desfecho negativo. Já uma recomendação condicional indica que a escolha pode variar conforme os valores e preferências de cada paciente, geralmente devido à falta ou limitação de dados, ou dados conflitantes que causam incerteza. As declarações de boas práticas são baseadas em evidências indiretas convincentes e são apresentadas como "sugestões", não como recomendações formais.

  • Avacopan para o Tratamento das Vasculites ANCA-associadas
    24/12/2024 — Clínica Médica · Nefrologia · Reumatologia

    O uso adjuvante de Avacopan é não-inferior e potencialmente superior ao desmame de prednisona em alcançar remissão em pacientes com vasculite associada ao ANCA?

  • Tenecteplase em Acidente Vascular Cerebral Isquêmico entre 4,5 e 24h sem Trombectomia
    24/12/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia

    O tratamento com tenecteplase realizado entre 4,5 e 24 horas do início dos sintomas em pacientes com AVCi por oclusão de grandes vasos é superior ao placebo?

  • Efeitos de Longo Prazo da Empagliflozina em Pacientes com Doença Renal Crônica
    24/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Nefrologia

    Quais os efeitos cardiorrenais a longo prazo da empagliflozina em pacientes com doença renal crônica incluídos no estudo EMPA-KIDNEY?

  • Uso da Insulina Efsitora em Comparação com a Insulina Degludeca em Pacientes com Diabetes Tipo 2 Sem Tratamento Prévio com Insulina
    24/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia

    A insulina efsitora alfa semanal é não inferior à insulina degludec diária na redução da hemoglobina glicada em adultos com diabetes tipo 2 sem tratamento prévio com insulina?

  • Suplementação de Cálcio e Vitamina D e o Risco de Fraturas
    24/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Reumatologia · Ginecologia Geral

    A suplementação de cálcio e vitamina D reduz o risco de fraturas em mulheres pós-menopausa saudáveis?

  • Tratamento com Ésteres de Cetona por 2 Semanas em Pacientes com Diabetes Tipo 2 e Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada
    24/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia

    Quais os efeitos cardiovasculares do tratamento com ésteres de cetona em pacientes com diabetes tipo 2 e insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada?

  • Como Eu Trato Doença de Behçet Com Base nas Recomendações das Sociedades Britânicas de Dermatologia e de Reumatologia de 2024
    23/12/2024 — Clínica Médica · Dermatologia · Reumatologia

    A doença de Behçet tem apresentação multissistêmica e idealmente requer cuidados conjuntos de múltiplas especialidades – reumatologistas, dermatologistas, oftalmologistas, neurologistas e cirurgiões vasculares.  Este guideline tem como objetivo trazer recomendações atualizadas e baseadas em evidências para o cuidado de pacientes com Behçet, e para tal foi considerada a literatura disponível até agosto de 2023.  Após revisão sistemática da literatura, recomendações foram elaboradas e ranqueadas de acordo com a metodologia GRADE por um painel multidisciplinar, constituído por dermatologistas, reumatologistas, reumatologistas pediátricos, gastroenterologista, especialistas em saúde bucal, neurologista, psicólogos, ginecologista, farmacêutico e pacientes com doença de Behçet. As recomendações foram classificadas em forte, fraca ou fortemente contrária (o que não deve ser feito), ou então de boas práticas (recomendações baseadas em consenso de especialistas). 

  • Como Eu Manejo Obesidade e Doença Cardiovascular Com Base no Consenso da Sociedade Europeia de Cardiologia - 2024
    23/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Cardiologia

    A epidemia da obesidade representa uma crise sanitária global, gerando não apenas eventos adversos em saúde, mas também custos surpreendentes que colocam uma pressão significativa nos orçamentos da saúde. O objetivo deste consenso clínico é auxiliar profissionais de saúde a proporem as melhores opções de manejo e terapêutica para o tratamento da obesidade e redução de risco cardiovascular. Este consenso baseia suas recomendações nas diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC). E as diretrizes ESC utilizam o método LoE (Class of Recommendation and Level of Evidence), onde existem 4 classes de recomendação (Classe I: recomendação forte; Classe IIa: deve ser considerada; Classe IIb: pode ser considerada e Classe III: não recomendada) e 3 níveis de evidência (Nível A: informações derivadas de múltiplos estudos randomizados e metanálises de elevada qualidade; Nível B: informações de um único estudo randomizado ou grandes estudos não randomizados e Classe C: consenso de opiniões de especialistas e/ou estudos pequenos, observacionais ou retrospectivos).

  • Humana Recombinante é Eficaz no Tratamento do Câncer de Tireoide?
    23/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Oncologia

    A terapia com iodo radioativo é o padrão de tratamento para a maioria dos pacientes com câncer diferenciado de tireoide (CDT) após cirurgia primária. Contudo, o método ideal de estimulação para iodoterapia em pacientes de risco intermediário ainda não estava estabelecido. Este estudo randomizado avaliou a eficácia da tirotropina humana recombinante (THR) em comparação com a suspensão do hormônio tireoidiano (SHT) e demonstrou que a THR foi não inferior à SHT quando usada em combinação com 3,7 GBq de terapia com iodo radioativo, além de apresentar um perfil de segurança mais favorável.

  • Doença de Still: O Que o Envolvimento Cardíaco Revela Sobre a Gravidade da Doença?
    23/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Reumatologia

    O envolvimento cardíaco em pacientes com Doença de Still é frequentemente subdiagnosticado, apesar de sua relevância clínica. Este estudo multicêntrico, conduzido pela rede AIDA, avaliou de forma abrangente as manifestações cardíacas em pacientes com Doença de Still, destacando que a pericardite foi a mais comum, enquanto a miocardite foi associada a quadros mais graves e maior mortalidade.

  • Como Eu Diagnostico Diferentes Tipos de Diabetes em Jovens? Com Base no Posicionamento Oficial SBD 2019/2020 e Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes “Classificação do Diabetes Mellitus”
    20/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia

    A classificação atual do diabetes inclui 1) Diabetes tipo 1 (DM1); 2) Diabetes tipo 2 (DM2); 3) Diabetes gestacional; 4) Outros tipos. O DM1 com autoimunidade confirmada é o DM1A, enquanto o DM1B é aquele em que a autoimunidade não é confirmada com presença de autoanticorpos. DM1, DM2 e LADA: o DM1 geralmente apresenta início abrupto com sintomas clássicos de hiperglicemia, enquanto o DM2, mais comum em adultos, está associado a obesidade e resistência à insulina. O LADA, uma forma de DM1 de progressão lenta, pode inicialmente se assemelhar ao DM2, dificultando o diagnóstico correto. Outros tipos de diabetes: esta categoria inclui diabetes causados por doenças endócrinas, pancreatopatias, medicações, infecções e formas monogênicas, como o MODY, a forma mais comum de diabetes monogênico. Importância da classificação correta: um diagnóstico preciso é essencial para ajustar o tratamento e rastrear comorbidades, especialmente em condições específicas como diabetes mitocondrial e síndrome de Wolfram, que têm manifestações clínicas distintas.

  • Como Eu Rastreio e Trato Doença Renal do Diabetes Com Base na Diretriz de Avaliação e Tratamento da Doença Renal do Diabetes – SBD (última revisão: 04/07/2024)
    20/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia

    O diabetes é a principal causa de doença renal crônica (DRC), sendo responsável por cerca de metade dos novos casos de terapia de substituição renal (TSR) em países desenvolvidos. A doença renal do diabetes (DRD) ocorre em 20-40% dos pacientes com diabetes e é um fator de risco independente para doença cardiovascular (CV). A albuminúria é um preditor importante de eventos cardiovasculares e insuficiência cardíaca em indivíduos com diabetes e DRC. O termo doença renal do diabetes (DRD) é preferido ao de nefropatia diabética, pois o dano renal no diabetes pode não se restringir ao néfron. O fenótipo clássico da DRD inclui elevação persistente da albuminúria e declínio da taxa de filtração glomerular (TFG). Contudo, outros fenótipos também foram descritos: Regressão da albuminúria: geralmente associada a intervenções terapêuticas. Declínio rápido da TFG: definido como uma queda >4 mL/min/1,73 m²/ano, associado a pior prognóstico renal e cardiovascular. DRD sem albuminúria: mais comum em mulheres com hipertensão, tabagismo e ausência de retinopatia.

  • Cenerimod é Eficaz para o Tratamento do Lúpus?
    20/12/2024 — Clínica Médica · Reumatologia

    O cenerimod, um modulador seletivo do receptor S1P1, é investigado como potencial tratamento para lúpus eritematoso sistêmico (LES). Contudo, sua eficácia e segurança ainda não haviam sido estabelecidas. Este estudo randomizado mostrou que, apesar de algumas reduções na pontuação de atividade da doença (mSLEDAI-2K) em doses mais altas, o desfecho primário não foi alcançado, sugerindo que o cenerimod não comprovou eficácia no tratamento do LES.

  • Estratégias Dietéticas Diferentes Impactam Sono em Obesos?
    20/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Nutrologia

    O jejum intermitente (JI) e a restrição calórica diária (RCD) são estratégias dietéticas que resultam em perda de peso semelhante em adultos com obesidade após 12 meses. Entretanto, o impacto dessas abordagens na qualidade do sono ainda não era claro. Esta análise secundária de um estudo randomizado avaliou se a perda de peso promovida por JI e RCD influencia parâmetros do sono nessa população, concluindo que não há impacto significativo nos indicadores analisados ao longo de um ano.

  • Tratamento com Baixa Dose de Agalsidase Beta em Pacientes Pediátricos Masculinos com Doença de Fabry
    19/12/2024 — Cardiologia · Nefrologia · Neurologia · Pediatria

    A administração de baixa dose de agalsidase beta é eficaz na redução dos níveis de GL-3 e no controle dos sintomas em pacientes pediátricos do sexo masculino com a doença de Fabry?

  • Flecainida para Prevenir Arritmia Atrial após Fechamento de Forame Oval Patente
    19/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia

    A flecainida é eficaz para prevenir arritmia atrial nos primeiros 3 meses após o  fechamento do forame oval patente?

  • Eficácia e Segurança da Denervação Renal por Radiofrequência Guiada por Cateter em Pacientes Chineses com Hipertensão Não Controlada
    19/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia

    A denervação renal por cateter (DNR) com radiofrequência reduz a pressão arterial em pacientes chineses com hipertensão não controlada em comparação ao procedimento placebo?

  • Suplementação de Potássio para Prevenção de Fibrilação Atrial Após Cirurgia Cardíaca
    19/12/2024 — Cardiologia · Terapia Intensiva · Medicina Interna · Cirurgia Cardiovascular

    Uma estratégia de suplementação de potássio visando níveis séricos no limite superior da normalidade reduz o risco de arritmia no pós-operatório de cirurgia cardíaca?

  • Efeito do Ácido Tranexâmico Endovenoso no Sangramento em Queimados Durante Cirurgia
    19/12/2024 — Terapia Intensiva · Cirurgia Geral

    O uso do ácido tranexâmico reduz sangramento no intraoperatório de pacientes com queimaduras graves?

  • SARS-CoV-2 e Outras Infecções Virais: Impactos no Rim
    19/12/2024 — Clínica Médica · Nefrologia · Infectologia

    A incidência de doenças virais na população permanece alta, apesar dos avanços no diagnóstico e na redução da transmissão. Este artigo, publicado no AJKD em 2024, aborda as principais manifestações renais de diversas doenças virais, como hepatites B e C, HIV e SARS-CoV-2. Nesta terceira parte, são discutidas manifestações renais de outras doenças virais. Durante a pandemia de COVID-19, aproximadamente um terço dos pacientes com infecção por SARS-CoV-2 apresentou injúria renal aguda (IRA). Estudos sugerem que a maioria dos casos está relacionada à necrose tubular aguda, possivelmente influenciada por fatores indiretos, como resposta inflamatória e disfunção endotelial. Evidências adicionais indicam que o vírus possui tropismo pelo epitélio tubular proximal, podendo contribuir diretamente para a lesão renal. Além disso, manifestações glomerulares, como glomeruloesclerose segmentar e focal colapsante, foram observadas, assim como padrões menos frequentes, como nefropatia membranosa e doença de lesão mínima. Outras infecções virais, como hantavírus e dengue, também foram relacionadas a complicações renais, principalmente necrose tubular aguda.

  • Como Eu Faço Manejo Cardiovascular Perioperatório em Cirurgia Não Cardíaca: Intra e Pós Operatório Com Base na Diretriz da AHA/ACC/ACS/ASNC/HRS/SCA/SCCT/SCMR/SVM de 2024
    18/12/2024

    Estima-se que sejam realizadas mais de 300 milhões de cirurgias anualmente no mundo todo.  Comorbidades cardiovasculares são comuns em adultos submetidos a cirurgias não cardíacas e a ocorrência de complicações cardiovasculares perioperatórias é uma importante causa de morbidade e mortalidade.  Assim, visando sintetizar a evidência disponível e fornecer recomendações adequadas para o manejo cardiovascular perioperatório de pacientes submetidos a cirurgias não cardíacas, a American Heart Association (AHA), em conjunto com diversas outras instituições de atuação relevante nesse cenário elaboraram diretrizes abordando os principais tópicos referentes á tal manejo, incluindo desde a avaliação de risco perioperatório, cuidados antes da cirurgia, cuidados no intra e no pós-operatório. Essas diretrizes foram elaboradas a partir de diversas questões (usando a metodologia PICO), seguidas de revisão extensa da literatura e discussão em grupos de especialistas para a elaboração de recomendações.  Para cada recomendação é fornecido uma classe de recomendação (força da evidência, podendo ir de classe 1 à classe 3, na qual 1 é uma recomendação para que a conduta seja feita; 2 é uma sugestão para que a conduta seja feita e 3 é uma sugestão ou recomendação para que a conduta não seja feita pelo risco de causar mal) e uma avaliação da qualidade da evidência (de nível A à nível C, na qual o nível A representa evidência de alta qualidade proveniente de ensaios randomizados bem feitos; B representa evidência compilada de ensaios randomizados de qualidade inferior ou estudos observacionais e C representa estudos com qualidade técnica inferior). 

  • Como Eu Faço Manejo Cardiovascular Perioperatório em Cirurgia Não Cardíaca: Comorbidades Cardíacas Com Base na Diretriz da AHA/ACC/ACS/ASNC/HRS/SCA/SCCT/SCMR/SVM de 2024
    18/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Terapia Intensiva · Cirurgia Geral

    Estima-se que sejam realizadas mais de 300 milhões de cirurgias anualmente no mundo todo.  Comorbidades cardiovasculares são comuns em adultos submetidos a cirurgias não cardíacas e a ocorrência de complicações cardiovasculares perioperatórias é uma importante causa de morbidade e mortalidade.  Assim, visando sintetizar a evidência disponível e fornecer recomendações adequadas para o manejo cardiovascular perioperatório de pacientes submetidos a cirurgias não cardíacas, a American Heart Association (AHA), em conjunto com diversas outras instituições de atuação relevante nesse cenário elaboraram diretrizes abordando os principais tópicos referentes á tal manejo, incluindo desde a avaliação de risco perioperatório, cuidados antes da cirurgia, cuidados no intra e no pós-operatório. Essas diretrizes foram elaboradas a partir de diversas questões (usando a metodologia PICO), seguidas de revisão extensa da literatura e discussão em grupos de especialistas para a elaboração de recomendações.  Para cada recomendação é fornecido uma classe de recomendação (força da evidência, podendo ir de classe 1 à classe 3, na qual 1 é uma recomendação para que a conduta seja feita; 2 é uma sugestão para que a conduta seja feita e 3 é uma sugestão ou recomendação para que a conduta não seja feita pelo risco de causar mal) e uma avaliação da qualidade da evidência (de nível A à nível C, na qual o nível A representa evidência de alta qualidade proveniente de ensaios randomizados bem feitos; B representa evidência compilada de ensaios randomizados de qualidade inferior ou estudos observacionais e C representa estudos com qualidade técnica inferior). 

  • Ablação de Taquicardia Ventricular Melhora Desfechos em Cardiopatia Isquêmica?
    18/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia

    Pacientes com taquicardia ventricular (TV) e cardiomiopatia isquêmica possuem alto risco de eventos adversos graves. A ablação por cateter é frequentemente utilizada quando medicamentos antiarrítmicos falham em controlar a TV, mas sua eficácia como terapia de primeira linha em comparação direta com medicamentos ainda era incerta. Este estudo randomizado buscou esclarecer essa questão e mostrou que a ablação por cateter oferece melhores desfechos clínicos nesse perfil de pacientes.

  • Oclusão de Apêndice Atrial Esquerdo Reduz Risco Hemorrágico
    18/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia

    A anticoagulação oral é amplamente recomendada após a ablação da fibrilação atrial (FA) em pacientes com alto risco de acidente vascular cerebral (AVC). O fechamento do apêndice atrial esquerdo oferece uma alternativa mecânica à anticoagulação, mas há escassez de dados sobre seu papel após a ablação. Este estudo randomizado avaliou essa estratégia e demonstrou que o fechamento do apêndice atrial esquerdo reduz o risco de sangramento sem comprometer os desfechos clínicos, em comparação com a anticoagulação oral.

  • HIVAN e HIV-ICD: Avanços no Entendimento do Acometimento Renal no HIV
    18/12/2024 — Clínica Médica · Nefrologia · Infectologia

    A incidência de doenças virais na população permanece alta, apesar dos avanços no diagnóstico, prevenção e tratamento. Este artigo, publicado no American Journal of Kidney Diseases (AJKD) em 2024, discute as principais manifestações renais de doenças virais, incluindo hepatites, HIV e SARS-CoV-2. Nesta análise, destaca-se o impacto do HIV sobre os rins. As manifestações renais em pessoas vivendo com HIV variam conforme o estágio da doença e o status imunológico, sendo a doença renal crônica (DRC) um risco aumentado nesta população. As formas mais características de acometimento renal incluem a nefropatia associada ao HIV (HIVAN) e a doença glomerular imunomediada pelo HIV (HIV-ICD). Outras manifestações renais menos comuns incluem lesão tubular e microangiopatia trombótica, além de nefrotoxicidade induzida por antirretrovirais, como a tubulopatia proximal associada ao tenofovir.

  • Inibidor do Complemento Terminal Ravulizumabe na Miastenia Gravis Generalizada
    17/12/2024

    A terapia com Ravulizumabe reduz a sintomatologia de pacientes com Miastenia Generalizada e anticorpo anti-AChR positivo?

  • Telitacicept em Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico Ativo
    17/12/2024 — Clínica Médica · Reumatologia · Imunologia

    Telitacicept é eficaz e seguro em diferentes doses para reduzir a atividade da doença em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico ativo?

  • Efeitos da Teriparatida e Risedronato em Novas Fraturas em Mulheres Pós-menopausa com Osteoporose Grave
    17/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Reumatologia

    A teriparatida é mais eficaz do que o risedronato na redução de novas fraturas em mulheres pós-menopausa com osteoporose severa?

  • Efeito da Naltrexona SR e Bupropiona SR na Perda de Peso e Fatores de Risco Relacionados à Obesidade
    17/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia

    Em adultos com sobrepeso e obesidade, a combinação de bupropiona e naltrexona é eficaz na redução de peso?

  • Embolização da Artéria Meníngea Média Para Hematoma Subdural Não Agudo
    17/12/2024 — Clínica Médica · Neurologia

    A embolização da artéria meníngea média reduz a progressão ou recorrência do hematoma subdural crônico comparada ao cuidado usual?

  • Hepatites Virais e Rins: Como a Infecção Impacta a Função Renal e o Que Fazer?
    17/12/2024 — Clínica Médica · Nefrologia · Infectologia

    A incidência de doenças virais, como hepatites B e C, permanece alta apesar dos avanços no diagnóstico, na redução da transmissão e nos tratamentos. Este artigo, publicado no American Journal of Kidney Diseases (AJKD) em 2024, aborda as manifestações renais associadas a hepatites virais, HIV e COVID-19, com destaque neste resumo para as hepatites B e C. Na hepatite B, o acometimento renal está associado principalmente à infecção crônica com replicação viral ativa, caracterizada por HBeAg positivo e carga viral acima de 2.000 UI/mL. A nefropatia membranosa é a lesão mais típica, sendo resultado de imunocomplexos formados contra o HBeAg, que se depositam no espaço subepitelial. Essa deposição imunológica envolve principalmente a imunoglobulina IgG1, manifestando-se classicamente como síndrome nefrótica. Na hepatite C, a manifestação renal mais frequente é a glomerulonefrite membranoproliferativa (GNMP), que resulta de imunocomplexos dirigidos contra a membrana basal glomerular, frequentemente em associação com crioglobulinemia. Clinicamente, pode se apresentar como síndrome nefrítica ou nefrótica, com manifestações sistêmicas em casos de crioglobulinemia, como púrpura, úlceras cutâneas, neuropatia periférica e artralgias. Outras lesões renais menos comuns incluem nefropatia por IgA e poliarterite nodosa, que podem ocorrer em ambas as hepatites. Além disso, a nefrotoxicidade associada ao uso de antivirais é uma preocupação adicional nesses pacientes.

  • Plasmaférese na Prática: Como Prescrever, Monitorar e Aplicar com Segurança
    16/12/2024 — Clínica Médica · Nefrologia · Hematologia

    A plasmaférese terapêutica (TPE) é indispensável no manejo de diversas condições graves, especialmente doenças imunomediadas. Sua aplicação prática exige prescrição precisa, monitorização rigorosa e adaptação às particularidades de cada paciente. Aspectos como escolha do fluido de reposição, manejo de complicações, frequência das sessões e ajustes com base nas comorbidades são cruciais para garantir segurança e eficácia.

  • VNI + Cateter de Alto Fluxo Melhoram Desfechos em Pacientes Sem DPOC?
    16/12/2024 — Clínica Médica · Pneumologia · Terapia Intensiva

    Estudos sugerem que a ventilação não invasiva (VNI) alternada com cateter de alto fluxo (CNAF) pode prevenir insuficiência respiratória pós-extubação (IRPE), mas faltavam dados definitivos. Este estudo randomizado mostrou que a VNI profilática alternada com CNAF reduziu significativamente a IRPE em pacientes sem DPOC e com alto risco de falha na extubação. Contudo, essa estratégia não diminuiu as taxas de reintubação ou mortalidade.

  • Como Eu Diagnostico Morte Encefálica Com Base na Resolução CFM n° 2173/2017
    16/12/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva

    O conceito de morte encefálica (ME) passou a ser definido após a publicação do The depassed coma, em 1959. Um levantamento quanto ao critério de determinação de morte encefálica em 2002 evidenciou uma heterogeneidade na legislação e nos critérios para o diagnóstico de morte encefálica.  No Brasil, a resolução n° 1480 de 1997 incorporou procedimentos internacionais com alto grau de rigidez e segurança. Entretanto, devido a avanços tecnológicos e melhor entendimento do processo de morte encefálica, uma revisão para aprimoramento dos critérios foi necessária e o CFM descreveu esta nova resolução publicada em 2017 e que é adotada atualmente. A determinação de ME deve ser realizada de forma padronizada e com especificidade de 100%. Qualquer dúvida no processo de determinação de ME inviabiliza o seu diagnóstico.

  • Como Eu Trato HAP e Úlceras Digitais na Esclerose Sistêmica Com Base nas Recomendações da Sociedade Britânica de Reumatologia de 2024
    16/12/2024 — Clínica Médica · Reumatologia

    Entre as doenças reumáticas autoimunes, a esclerose sistêmica (ES) é a que tem maior mortalidade, com aproximadamente metade dos pacientes evoluindo a óbito como um resultado direto da doença ou de alguma complicação relacionada. Assim, o rastreio de acometimentos orgânicos específicos e o tratamento modificador do curso da doença apropriado são primordiais no manejo destes pacientes.  Este guideline vem para substituir o último, publicado em 2015, e oferece recomendações sistemáticas atualizadas e baseadas em evidência para auxiliar os médicos no manejo da esclerose sistêmica. Neste texto abordaremos o tratamento da vasculopatia, incluindo úlceras digitais, Raynaud e hipertensão arterial pulmonar. As recomendações são classificadas em fortes (1) ou condicionais (2) e foram originadas após revisão de literatura a partir de perguntas-chave e votação por painel de especialistas, utilizando-se o sistema GRADE para avaliar a qualidade da evidência (A = alta / B = moderada / C = baixa ou muito baixa). 

  • Como Eu Faço o Tratamento Adjuvante de Carcinoma Diferenciado da Tireoide Com Base na Diretriz da American Thyroid Association (ATA) 2015
    13/12/2024 — Endocrinologia · Oncologia

    O carcinoma diferenciado da tireoide, que inclui os subtipos papilífero e folicular, representa mais de 90% dos cânceres de tireoide. A incidência desse tipo de câncer tem aumentado nas últimas décadas, provavelmente devido ao maior uso de exames de imagem e ultrassonografia cervical, que possibilitam o diagnóstico de tumores menores. Apesar do aumento no número de casos diagnosticados, a mortalidade permanece semelhante e, felizmente, é bastante baixa. A diretriz foi desenvolvida pela ATA (American Thyroid Association) com o objetivo de fornecer informações baseadas em evidências para o diagnóstico e manejo de câncer de tireoide. Esta diretriz é uma atualização da publicação original de 2006, revisada em 2009. Neste texto, abordaremos as recomendações mais relevantes para tratamentos adjuvantes após o tratamento cirúrgico. O método adotado foi o sistema de classificação do American College of Physicians (ACP), também adaptado para investigação diagnóstica, que utiliza três graus de recomendação: recomendação forte (os benefícios claramente superam os riscos, ou vice-versa), recomendação fraca (os benefícios se aproximam dos riscos) e sem recomendação (quando o risco-benefício não pode ser determinado). Além disso, a força das evidências encontradas na literatura foi estratificada em quatro níveis: alto, moderado, baixo e insuficiente.

  • Como Eu Faço o Manejo do Potencial Doador de Órgãos em Morte Encefálica Com Base no Guideline Brasileiro de Manejo do Potencial Doador de Órgãos em Morte Encefálica
    13/12/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Neurologia

    A doação de órgãos é um processo complexo que abrange diversos profissionais de saúde em diversos níveis que inclui a identificação do potencial doador, diagnóstico de morte encefálica, suporte à família do potencial doador, avaliação dos critérios de elegibilidade para doação, manejo clínico do potencial doador de órgãos, captação e distribuição do órgão. Os cuidados com o potencial doador são necessários para manter estabilização hemodinâmica, controle de temperatura e equilíbrio endócrino-metabólico com o intuito de melhorar a qualidade dos órgãos e desfechos clínicos do receptor. O objetivo do guideline é prover recomendações para guiar o manejo clínico de pacientes em morte encefálica potenciais doadores de órgãos, melhorando a viabilidade para transplante. Os estudos selecionados para a elaboração do guideline foram avaliados utilizando a escala GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) para a estratificação da força das evidências encontradas e as recomendações foram elaboradas por cada grupo e revisadas pelo painel de especialistas. O método GRADE categoriza a qualidade das evidências em quatro níveis (alta, moderada, baixa e muito baixa), e, com base nas qualidades das evidências, relação risco-benefício, e disponibilidade de recursos, classifica as recomendações como forte ou fracas. Pontos relevantes para a prática não passíveis de serem avaliados pelo GRADE, mas que mereciam discussão para evitar práticas subótimas foram definidos como Boa prática

  • Ácido Zoledrônico Supera Alendronato na Prevenção de Fraturas de Quadril em Mulheres?
    13/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Ginecologia Geral

    O ácido zoledrônico (ZOL) e o alendronato (ALN) são bisfosfonatos amplamente utilizados na prevenção de fraturas em pacientes com osteoporose. Contudo, o efeito específico do ZOL em reduzir o risco de fraturas de quadril, comparado ao ALN, ainda não era bem definido em estudos populacionais. Este estudo de coorte norueguês mostrou que, entre mulheres, o uso de ZOL esteve associado a uma redução significativa no risco da primeira fratura de quadril em comparação com o ALN.

  • Quando Indicar Plasmaférese em Doenças Nefrológicas?
    13/12/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Nefrologia · Hematologia

    A plasmaférese terapêutica (TPE) desempenha um papel fundamental no manejo de várias doenças nefrológicas, especialmente em situações críticas, como distúrbios autoimunes e condições mediadas por anticorpos. As indicações para TPE são classificadas pela American Society for Apheresis (ASFA) com base em evidências e consenso clínico, permitindo uma abordagem padronizada.

  • Esclerose Sistêmica Está Associada a Maior Prevalência de Perda Auditiva Neurossensorial
    13/12/2024 — Clínica Médica · Reumatologia · Otorrinolaringologia

    A disfunção audiovestibular tem sido associada a várias doenças autoimunes do tecido conjuntivo, incluindo a esclerose sistêmica (SSc). Contudo, dados precisos sobre a prevalência de alterações audiológicas e vestibulares em pacientes com SSc eram limitados. Este estudo caso-controle revelou um aumento significativo na prevalência de perda auditiva neurossensorial e disfunção vestibular em pacientes com SSc.

  • Rosuvastatina na Progressão da Estenose Aórtica
    12/12/2024 — Clínica Médica · Cardiologia

    O uso de rosuvastatina reduz a progressão da estenose aórtica em pacientes assintomáticos com doença leve a moderada?

  • Satralizumabe no Tratamento de Neuromielite Óptica
    12/12/2024 — Clínica Médica · Neurologia

    O satralizumabe adicionado ao tratamento imunossupressor reduz o risco de surtos em pacientes com neuromielite óptica?

  • Retatrutida, Agonista Triplo de Receptores Hormonais, para Obesidade
    12/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia

    Retatrutida: fase 2 (NEJM 2023) e atualização com a fase 3 TRIUMPH, com perda de peso de até 25% em 80 semanas. Eficácia e segurança do agonista triplo.

  • Algoritmo Baseado na Procalcitonina para Guiar o Uso de Antibióticos em Pacientes com Pancreatite Aguda
    12/12/2024 — Terapia Intensiva · Gastroenterologia · Infectologia · Cirurgia Geral · Medicina Interna

    Um algoritmo baseado na procalcitonina pode ser eficaz para guiar o uso de antibióticos em pacientes com pancreatite aguda?

  • Denosumab para Prevenção de Fraturas em Mulheres Pós-Menopausa com Osteoporose
    12/12/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Reumatologia · Geriatria · Ginecologia e Obstetrícia

    O tratamento com denosumabe reduz fraturas em pacientes com osteoporose pós-menopausa?

  • O Procedimento do Presidente: Embolização de Artéria Meníngea Média Melhora Desfechos em Hematoma Subdural?
    12/12/2024 — Clínica Médica · Neurologia

    A embolização endovascular da artéria meníngea média tem se destacado como uma abordagem promissora para reduzir o crescimento e a recorrência de hematomas subdurais crônicos. O procedimento, que será realizado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reflete a relevância crescente dessa abordagem em casos selecionados, mas as evidências são limitadas. Portanto, o estudo randomizado  MAGIC-MT  buscou preencher essa lacuna e mostrou que, embora a embolização tenha resultados semelhantes aos cuidados habituais em termos de recorrência sintomática ou progressão do hematoma subdural em 90 dias, foi associada a uma menor incidência de eventos adversos graves.

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