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Resumos de estudos, guidelines comentados, posologia e alertas regulatórios para profissionais de saúde, do mais recente ao mais antigo.
- Como Eu Utilizo o TTGO para Rastreamento e Diagnóstico de Diabetes Com Base na Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) 202425/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Medicina de Família e Comunidade
O teste de tolerância oral à glicose (TTGO) é um exame mais oneroso do que a glicemia em jejum (GJ), é desconfortável e consome mais tempo, mas tem maior sensibilidade do que a GJ e a HbA1c. Para sua utilização, há necessidade de cuidados especiais, com alimentação contendo pelo menos, 150g de carboidratos por dia nos três dias antecedentes ao teste. O TTGO tradicionalmente é feito com duas horas de duração (TTGO-2h). A American Diabetes Association (ADA) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) utilizam o termo "pré-diabetes" para disglicemia leve, enquanto a International Diabetes Federation (IDF) prefere "hiperglicemia intermediária". Recentemente, a IDF reavaliou o TTGO-1h, sugerindo-o como teste mais prático para diagnóstico de diabetes e hiperglicemia intermediária A IDF recomenda que a glicemia no TTGO-1h ≥ 209 mg/dL seja um critério para diagnóstico de DM. Valores entre 155 e 209 mg/dL são considerados como hiperglicemia intermediária. Mas, ainda há dúvidas sobre quando indicar o TTGO e qual é a duração ideal do teste para uso clínico (com 1 ou 2 horas de duração).
- Anti-TNF Aumenta o Risco de Doenças Inflamatórias do SNC?25/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia · Neurologia
Inibidores do fator de necrose tumoral (TNF) são amplamente utilizados para tratar doenças autoimunes, mas há preocupações sobre seu possível impacto na saúde do sistema nervoso central (SNC). O risco de doenças inflamatórias do SNC (DI-SNC), como esclerose múltipla e neurite óptica, em pacientes que utilizam esses medicamentos é incerto, além de dúvidas sobre se esse risco varia entre os diferentes tipos de doenças autoimunes e agentes bloqueadores de TNF. Esta metanálise revelou que o uso de inibidores de TNF está associado a um risco 36% maior de desenvolver DI-SNC, principalmente doenças desmielinizantes, independentemente da condição autoimune ou do tipo de inibidor utilizado.
- Hipotermia Aumenta a Sobrevida Após Parada Cardíaca?25/11/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Medicina Intensiva
A eficácia da hipotermia em melhorar a sobrevida e o desfecho funcional após parada cardíaca extra-hospitalar (PCEH) ainda é incerta, embora estudos anteriores sugerissem benefícios. Esta análise post-hoc de um estudo multicêntrico randomizado incluiu pacientes com ritmo cardíaco inicial passível de choque (ex.: fibrilação ventricular) que sobreviveram à PCEH. O objetivo foi investigar se a hipotermia a 33 °C oferecia vantagens sobre a normotermia (controle da temperatura abaixo de 37,8 °C).
- Como Eu Faço Controle Glicêmico em Pacientes Críticos Adultos Com Base no Guideline da Society of Critical Care Medicine Guidelines on Glycemic Control for Critically Ill Children na Adults 202422/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva
A hiperglicemia é comum em pacientes críticos e pode impactar negativamente no desfecho clínico dos pacientes. A hiperglicemia significativa pode desencadear diurese osmótica, disfunção endotelial, respostas inflamatórias, podendo reduzir a recuperação neuromuscular, aumentar o risco de infecções e de mortalidade. Um aumento na chance de mortalidade está associado a valores extremos de glicemia, entretanto ainda há controversas quanto a faixa ideal de controle glicêmico para pacientes críticos Com o objetivo de atualizar as diretrizes de 2012, a Society of Critical Care Medicine e o American College of Critical Care Medicine realizou uma nova revisão sistemática da literatura Os estudos selecionados foram avaliados usando a escala GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) para a estratificação da força das evidências encontradas e as recomendações foram elaboradas por cada grupo e revisadas pelo painel de especialistas. O método GRADE categoriza a qualidade das evidências em quatro níveis (alta, moderada, baixa e muito baixa), e, com base nas qualidades das evidências, relação risco-benefício, e disponibilidade de recursos, classifica as recomendações como forte ou fracas. Este resumo traz recomendações para o controle glicêmico relacionados apenas a pacientes críticos adultos.
- Como Eu Faço Manejo de Pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo Com Base na Diretriz da ATS/ESICM/SCCM de 2017 Atualizada em 202422/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência
A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma condição caracterizada por edema pulmonar inflamatório, com infiltrado pulmonar bilateral e hipoxemia grave. Trata-se de uma condição comum em unidades de terapia intensiva e que é associada a elevada morbidade e mortalidade. O tratamento dessa síndrome é baseado em medidas de suporte, sendo especialmente relevante o manejo adequado da ventilação mecânica. Com o entendimento de que a ventilação invasiva pode agravar a lesão pulmonar através da ocorrência de VILLI (ventilator-induced lung injury), boa parte das intervenções direcionadas a pacientes com SDRA é direcionada a mitigar esse tipo de lesão. Nas últimas décadas diversos estudos randomizados foram publicados testando intervenções específicas no manejo de pacientes com SDRA, porém muitos tratamentos benéficos para tais pacientes são subutilizados por falta de conhecimento da população médica. Foram elaboradas diretrizes pela American Thoracic Society (ATS), pela European Society of Intensive Care Medicine (ESICM) e pela Society of Critical Care Medicine (SCCM). Essas diretrizes foram elaboradas a partir de diversas questões (usando a metodologia PICO), seguidas de revisão extensa da literatura e discussão em grupos para a elaboração de recomendações baseadas na metodologia GRADE. Recomendações são classificadas como fortes (o painel “recomenda”; situações em que a maioria dos médicos e pacientes preferiria a intervenção) ou condicionais (o painel “sugere”; situações em que a intervenção pode ser apropriada, porém cabe uma avaliação caso a caso). Neste texto abordaremos as principais recomendações incluídas nesta diretriz.
- Semaglutida por Via Oral Também Reduz Risco Cardiovascular?22/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Cardiologia
A eficácia da semaglutida subcutânea na redução do risco cardiovascular já foi demonstrada em estudos como o SUSTAIN-6. No entanto, a eficácia da semaglutida em formulação oral permanecia pouco explorada. Para preencher essa lacuna, foi conduzido o estudo SOUL, um ensaio randomizado que avaliou a semaglutida oral em pacientes com diabetes tipo 2 (DM2), doença aterosclerótica estabelecida e/ou doença renal crônica. Este estudo demonstrou que a semaglutida oral é eficaz na redução de eventos cardiovasculares maiores (MACE) nesses pacientes.
- Uso de Opioides em Doenças Reumáticas Aumenta Custos em Saúde22/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
O uso de opioides é comum entre pacientes com espondiloartrite nos Estados Unidos, mas ainda faltam dados sobre o impacto desse uso no sistema de saúde. Este estudo buscou preencher essa lacuna, analisando pacientes com espondiloartrite incluídos no registro americano FORWARD e mostrou que aqueles que utilizam opioides têm maior consumo de serviços de saúde e custos médicos em comparação com os que não usam opioides.
- Novas Esperanças no Tratamento da Artrite Reumatoide: O Papel dos Medicamentos Anti-Obesidade22/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Estudo apresentado no ACR 2024 demonstra os benefícios da associação de medicamentos com terapias convencionais para a artrite reumatoide.
- Terapia CAR-NK: Uma Nova Esperança para o Tratamento do Lúpus?22/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Estudo apresentado no ACR 2024 demonstra resultados promissores da terapia com células CAR-NK para o tratamento de pacientes com lúpus eritematoso sistêmico refratário.
- Novas Descobertas Revelam Diferenças Sexuais na Artrite Psoriásica22/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Estudo identifica diferenças significativas no perfil molecular entre homens e mulheres com artrite psoriásica, abrindo caminho para tratamentos mais personalizados.
- ACR 2024 - Novos Critérios para Avaliar a Resposta ao Tratamento na Arterite de Células Gigantes21/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Estudo apresenta avanços na definição de critérios de resposta ao tratamento para pacientes com arterite de células gigantes, visando melhorar o acompanhamento e a gestão da doença.
- ACR 2024 - Ultrassonografia: Uma Ferramenta Essencial para o Diagnóstico e Acompanhamento da Artrite Reumatoide21/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Recentes orientações do ACR destacam o papel fundamental do ultrassom musculoesquelético na prática clínica reumatológica.
- Como Eu Faço o Tratamento e Seguimento de Nódulos de Tireoide Com Base na Diretriz da American Thyroid Association (ATA) 201521/11/2024 — Clínica Médica · Medicina de Família e Comunidade
Nódulos de tireoide são relativamente comuns, com prevalência variando entre 19% e 68% dos indivíduos, sendo mais frequentes em mulheres e idosos. A principal importância clínica dos nódulos de tireoide é a necessidade de excluir a possibilidade de câncer de tireoide. A diretriz foi desenvolvida pela ATA (American Thyroid Association) com o objetivo de fornecer informações baseadas em evidências para o diagnóstico e manejo de nódulos de tireoide. Esta diretriz é uma atualização da publicação original de 2006, revisada em 2009. Neste texto, abordaremos as recomendações para o tratamento e seguimento dos nódulos de tireoide. O método adotado foi o sistema de classificação do American College of Physicians (ACP), também adaptado para investigação diagnóstica, que utiliza três graus de recomendação: recomendação forte (os benefícios claramente superam os riscos, ou vice-versa), recomendação fraca (os benefícios se aproximam dos riscos) e sem recomendação (quando o risco-benefício não pode ser determinado). Além disso, a força das evidências encontradas na literatura foi estratificada em quatro níveis: alto, moderado, baixo e insuficiente.
- Como eu Manejo Vacinação em Pacientes com Doenças Reumáticas e Musculoesqueléticas Com Base nas Recomendações American College Rheumatology 202221/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Disfunções imunológicas inerentes às patologias reumáticas e ao uso de imunossupressores tornam infecções uma preocupação frequente para o reumatologista. Para além da importância do tema, peculiaridades da interação imunogênica e segurança dos imunizantes no contexto de pacientes reumáticos torna necessária a sistematização de condutas personalizadas para essa população. Esse guideline seguiu a formatação GRADE (grading of recommendations assessment , development and evaluating), contou com revisão da literatura para classificação da qualidade de evidência e eventual votação e classificação das recomendações. Imunizações em pacientes reumáticos é um tema paradigmático para quem atua na área e pode ser utilizado como um dos marcadores de qualidade do serviço prestado.
- Empagliflozina e Dapagliflozina Têm Diferenças nos Resultados Cardiovasculares?21/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Cardiologia
Empagliflozina e dapagliflozina são inibidores de SGLT2 que demonstraram benefícios cardiovasculares em pacientes com diabetes tipo 2 (DM2) de alto risco, mas a eficácia comparativa entre elas é desconhecida. Este estudo, utilizando uma metodologia de emulação de ensaio clínico a partir de dados reais, buscou avaliar se há diferenças nos desfechos cardiovasculares ao longo de seis anos entre as duas drogas em pacientes com DM2, com ou sem doença cardiovascular aterosclerótica ou insuficiência cardíaca.
- TAVI Precoce é Superior em Estenose Aórtica Grave Assintomática?21/11/2024 — Clínica Médica · Cardiologia
Existem poucos ensaios clínicos randomizados que examinam o impacto de uma intervenção precoce com substituição transcateter da válvula aórtica (TAVI) em pacientes com estenose aórtica grave assintomática. Este estudo randomizado buscou preencher essa lacuna e mostrou que, para esse perfil de pacientes, a estratégia de TAVI precoce resultou em melhores desfechos cardiovasculares em comparação com a vigilância clínica.
- Eficácia da Vacina contra Influenza de Alta Dose versus Dose Padrão em Idosos21/11/2024 — Medicina Preventiva e Social · Medicina de Família e Comunidade · Geriatria · Clínica Médica
A vacina contra influenza de alta dose é mais eficaz na prevenção de gripe em idosos, em comparação com a vacina de dose padrão?
- Uso de Aminoácidos Intravenosos para Proteção Renal21/11/2024 — Cirurgia Geral · Nefrologia · Cardiologia · Cirurgia Cardiovascular · Clínica Médica
A infusão de aminoácidos intravenosos é capaz de reduzir a ocorrência de injúria renal aguda em pacientes submetidos a cirurgia cardíaca eletiva com circulação extracorpórea?
- Eficácia e Segurança do Romosozumabe em Homens com Osteoporose21/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Reumatologia
Romosozumabe é seguro e eficaz no aumento da massa óssea de homens com osteoporose?
- Ensaio Clínico Randomizado de Fase 2 de Survodutida em MASH e Fibrose21/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Hepatologia
Survodutida em múltiplas doses é seguro e eficaz em pacientes com esteato-hepatite associada a disfunção metabólica e fibrose hepática?
- Ventilação Mecânica Protetora em Pacientes com Lesão Cerebral Aguda Grave: Ensaio Clínico Randomizado, Multicêntrico21/11/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia
A ventilação mecânica protetora melhora o desfecho clínico em pacientes com lesão cerebral aguda grave?
- ACR 2024 - Um Novo Olhar para a Reposição Hormonal na Menopausa21/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Estudo discute a segurança e os benefícios da reposição hormonal em mulheres com doenças reumáticas imunomediadas.
- Novas Fronteiras na Imagem para Diagnóstico de Artropatias Microcristalinas21/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Congresso Americano de Reumatologia apresenta avanços em técnicas de imagem para a gota e a doença por depósito de pirofosfato de cálcio (DPPC).
- Novas Diretrizes para o Tratamento da Nefrite Lúpica: Avanços e Desafios21/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
O Congresso Americano de Reumatologia (ACR 2024) apresentou novas diretrizes para o tratamento da nefrite lúpica, trazendo importantes atualizações para a prática clínica.
- Atualizações no Tratamento da Nefrite Lúpica Visam Abordagem Mais Intensiva e Precoce21/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Conheça as mais recentes diretrizes para o tratamento da nefrite lúpica, com foco na prevenção da progressão da doença renal.
- Continuação versus Interrupção de Anticoagulação Oral Durante TAVI - POPular PAUSE TAVI19/11/2024 — Clínica Médica · Cardiologia
Em pacientes que precisam de anticoagulação oral e que serão submetidos ao implante de válvula aórtica transcateter (TAVI), a continuação da anticoagulação durante o procedimento é tão segura e eficaz quanto a interrupção temporária do medicamento?
- Efeito da Tele-UTI nos Desfechos Clínicos de Pacientes Críticos19/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva
Uma estratégia de Tele-UTI (telemedicina direcionada para UTIs) resulta em melhores desfechos para os pacientes nas unidades supervisionadas?
- Romosozumabe em Mulheres Pós-Menopausa com Osteoporose19/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Reumatologia
Em mulheres com osteoporose pós-menopausa, Romosozumabe é mais eficaz do que placebo na redução de fraturas vertebrais após 12 meses?
- Comparação entre Critérios ASAS na RM de Sacroilíacas em Espondiloartrite Axial Radiográfica e Não-Radiográfica19/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Os critérios preliminares propostos em 2021 para lesões inflamatórias na ressonância magnética são mais específicos do que os critérios estabelecidos em 2009 para diagnosticar espondiloartrite axial?
- Escalonamento de Dose de Secuquinumabe em Pacientes com Espondilite Anquilosante que Não Atingiram Doença Inativa Após 16 Semanas de Tratamento19/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
O escalonamento de dose de secuquinumabe de 150 mg para 300 mg em pacientes com espondilite anquilosante que não alcançaram inatividade da doença após 16 semanas de tratamento resulta em melhora da atividade da doença?
- ACR 2024 - Benralizumabe mostra promessas no tratamento da granulomatose com poliangiíte (GEPA)18/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Novo estudo demonstra a eficácia do benralizumabe em reduzir sintomas e preservar funções em pacientes com GEPA, abrindo novas perspectivas para o tratamento dessa doença inflamatória rara
- ACR 2024 - Plasmaferese na Hemorragia Alveolar Grave: Um Debate Ainda Aberto18/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Novo estudo questiona a eficácia da plasmaferese em pacientes com vasculite associada ao ANCA e hemorragia alveolar grave, desafiando as práticas clínicas atuais.
- ACR 2024 - Novos Rumos Para o Diagnóstico e Manejo da Sarcoidose18/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Especialista destaca a complexidade do diagnóstico e tratamento da sarcoidose, enfatizando a importância de uma abordagem multidisciplinar e a necessidade de mais estudos.
- ACR 2024 - Tratamento da Artrite Psoriásica Requer Abordagem Personalizada18/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Congresso Americano de Reumatologia apresenta atualização nas diretrizes para o manejo da doença, com foco na individualização do tratamento e na escolha da terapia mais adequada para cada fenótipo clínico.
- ACR 2024 - Novas Estratégias para o Manejo da Calcinose em Doenças do Tecido Conjuntivo18/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Congresso Americano de Reumatologia apresenta algoritmo para auxiliar no tratamento de uma complicação frequente em doenças como esclerose sistêmica e dermatomiosite.
- ACR 2024 - Diagnóstico da Doença de Behçet: Um Desafio Além das Úlceras Orais18/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Especialistas alertam para a importância da investigação de outras causas de úlceras orais e da avaliação clínica completa para o diagnóstico preciso da Doença de Behçet.
- Como Eu Uso a Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF) para Diagnóstico e Classificação de Nódulos de Tireoide Com Base na Diretriz da American Thyroid Association (ATA) 201518/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia
Nódulos de tireoide são relativamente comuns, com prevalência variando entre 19% e 68% dos indivíduos, sendo mais frequentes em mulheres e idosos. A principal importância clínica dos nódulos de tireoide é a necessidade de excluir a possibilidade de câncer de tireoide. A diretriz foi desenvolvida pela ATA (American Thyroid Association) com o objetivo de fornecer informações baseadas em evidências para o diagnóstico e manejo de nódulos de tireoide. Esta diretriz é uma atualização da publicação original de 2006, revisada em 2009. Neste texto, abordaremos as indicações para a realização da PAAF, interpretação dos resultados e recomendações relacionadas ao seguimento clínico de acordo com o risco de malignidade. O método adotado foi o sistema de classificação do American College of Physicians (ACP), também adaptado para investigação diagnóstica, que utiliza três graus de recomendação: recomendação forte (os benefícios claramente superam os riscos, ou vice-versa), recomendação fraca (os benefícios se aproximam dos riscos) e sem recomendação (quando o risco-benefício não pode ser determinado). Além disso, a força das evidências encontradas na literatura foi estratificada em quatro níveis: alto, moderado, baixo e insuficiente.
- Como Eu Faço a Investigação de Nódulos de Tireoide Com Base na Diretriz da American Thyroid Association (ATA) 201518/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Medicina de Família e Comunidade
Nódulos de tireoide são relativamente comuns, com prevalência variando entre 19% e 68% dos indivíduos, sendo mais frequentes em mulheres e idosos. A principal importância clínica dos nódulos de tireoide é a necessidade de excluir a possibilidade de câncer de tireoide. A diretriz foi desenvolvida pela ATA (American Thyroid Association) com o objetivo de fornecer informações baseadas em evidências para o diagnóstico e manejo de nódulos de tireoide. Esta diretriz é uma atualização da publicação original de 2006, revisada em 2009. Neste texto, abordaremos as recomendações mais relevantes para a investigação diagnóstica. O método adotado foi o sistema de classificação do American College of Physicians (ACP), também adaptado para investigação diagnóstica, que utiliza três graus de recomendação: recomendação forte (os benefícios claramente superam os riscos, ou vice-versa), recomendação fraca (os benefícios se aproximam dos riscos) e sem recomendação (quando o risco-benefício não pode ser determinado). Além disso, a força das evidências encontradas na literatura foi estratificada em quatro níveis: alto, moderado, baixo e insuficiente.
- Perda Auditiva Aumenta o Risco de Doença de Parkinson?18/11/2024 — Clínica Médica · Neurologia · Geriatria · Otorrinolaringologia
O impacto da perda auditiva como fator de risco para o desenvolvimento da Doença de Parkinson (DP) é uma questão ainda pouco explorada. Estudos anteriores que utilizaram relatos autorreferidos de perda auditiva apresentaram limitações de sensibilidade e ausência de dados objetivos. Este estudo de coorte, realizado com veteranos dos EUA, objetivou avaliar a associação entre a perda auditiva confirmada por audiometria e o risco de DP, ajustando para variáveis como idade, fragilidade, histórico de trauma craniano e outras condições prodrômicas. Os resultados sugerem que a perda auditiva pode ser um fator de risco independente para a DP, indicando uma possível patologia inicial que vai além do sistema motor.
- Rezafungina É Eficaz Em Pacientes Críticos Com Candidemia18/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Infectologia
Entre pacientes críticos, houve aumento da incidência de resistência a antifúngicos. Por isso, o alcance de exposições eficazes com os atuais regimes de equinocandinas tornou-se menor, especialmente em espécies resistentes de Candida. Assim, se realizou esta análise agrupada de 2 estudos randomizados que mostrou que a rezafungina, uma nova equinocandina aprovada pelo FDA, é bem tolerada e eficaz no tratamento de pacientes críticos com candidemia e/ou candidíase invasiva.
- Como Eu Faço Ventilação Não Invasiva em Pacientes com Insuficiência Respiratória Aguda Com Base na Diretriz da ERS/ATS de 201715/11/2024 — Clínica Médica · Terapia Intensiva · Medicina de Emergência
A insuficiência respiratória aguda (IRpA) é um dos principais motivos para admissão em unidades de emergência e terapia intensiva. Além da investigação etiológica e tratamento específico, parte essencial do manejo desta condição evolve o suporte respiratório, o qual pode variar desde aporte com oxigênio até o uso de ventilação mecânica invasiva. Nas últimas duas décadas o suporte com ventilação não invasiva (VNI - ventilação com pressão positiva em um ou dois níveis oferecida através de máscaras nasais, orais ou faciais) tem sido usado com frequência no tratamento de pacientes com IRpA, visando tanto o alívio dos sintomas, quanto evitar a necessidade de intubação. A popularização deste tipo de suporte ocorreu em paralelo à melhora tecnológica relacionada aos aparelhos de VNI, bem como a publicação de estudos demonstrando benefício em diferentes cenários. Em 2017 a European Respiratory Society (ERS) e a American Thoracic Society (ATS) elaboraram diretrizes para fornecer recomendações baseadas em evidências para o uso de VNI em pacientes com IRpA. Essas diretrizes foram elaboradas a partir de diversas questões (usando a metodologia PICO), seguidas de revisão extensa da literatura e discussão em grupos para a elaboração de recomendações baseadas na metodologia GRADE. Neste texto abordaremos as principais recomendações incluídas nesta diretriz.
- Como Eu Trato Disfunção Metabólica Associada à Doença Hepática Esteatótica Com Base na Diretriz EAS-EASD-EASO 202415/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Gastroenterologia · Hepatologia
A disfunção metabólica associada à doença hepática esteatótica (MASLD), previamente chamada de doença hepática gordurosa não-alcoólica (NAFLD), trata-se de doença esteatótica hepática, na presença de ≥ 1 fator de risco cardiometabólico e ausência de doses prejudiciais de álcool. É associada a elevado risco de eventos cardiovasculares, doença renal crônica, falência hepática, cirrose e carcinoma hepatocelular. Esta diretriz conjunta EASL-EASD-EASO objetiva fornecer atualização sobre definições, prevenção, triagem, diagnóstico e tratamento para MASLD. Os níveis de evidência e recomendações desta diretriz seguiram o sistema Oxford Centre for Evidence-Based Medicine System, onde as recomendações podem ser fortes (deve ou não recomendar) ou fracas/abertas (pode ou não sugerir) e os níveis de evidência são numerados entre 1 e 5: 1 e 2 são recomendações improváveis de serem modificadas por outras pesquisas, por serem muito confiáveis; 3 e 4 são recomendações prováveis de serem modificadas por pesquisas adicionais e 5 são recomendações em que qualquer estimativa do efeito é incerta.
- Tireoidite de Hashimoto Muda o Prognóstico do Câncer de Tireoide?15/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia
A tireoidite de Hashimoto (TH) é uma condição autoimune comum, mas seu impacto sobre os aspectos clínicos, patológicos e prognósticos do carcinoma diferenciado de tireoide (CDT) ainda não é totalmente esclarecido. Este estudo de coorte foi conduzido para investigar essa relação na população do Oriente Médio e revelou que, embora a TH influencie alguns parâmetros clínico-patológicos do CDT, ela não afeta o prognóstico global da doença.
- Uso Crônico de Relaxantes Musculares é Benéfico em Dor Crônica?15/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
As diretrizes mais restritivas para prescrição de opioides têm aumentado o uso de relaxantes musculares (RM) para o manejo de dor crônica. No entanto, a eficácia e segurança do uso prolongado desses medicamentos para diversas síndromes dolorosas ainda são pouco conhecidas. Esta revisão sistemática avaliou os benefícios e limitações dos RM para dor crônica, concluindo que eles podem ser mais eficazes em condições específicas, como neuralgia do trigêmeo, espasmos dolorosos, e dor cervical, mas não demonstraram benefícios adicionais para fibromialgia, dor lombar e cefaleias.
- Combinação de Estatina de Moderada Potência e Ezetimiba para Pacientes Idosos com Aterosclerose14/11/2024 — Clínica Médica · Cardiologia
Em pacientes idosos com aterosclerose, a combinação de estatina de moderada potência e ezetimiba é comparável em eficácia e segurança à monoterapia de estatina de alta potência?
- Transfusão Guiada por Tromboelastografia antes de Procedimentos Invasivos em Pacientes com Cirrose e Coagulopatia14/11/2024 — Clínica Médica · Gastroenterologia · Hematologia · Hepatologia
A tromboelastografia é eficaz para guiar a transfusão de plasma fresco congelado e plaquetas antes de procedimentos invasivos em pacientes cirróticos com coagulopatia?
- Uso de Crinecerfont em Hiperplasia Adrenal Congênita na Infância14/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Pediatria
O uso a curto prazo de crinecerfont reduz os níveis de hiperandrogenismo em crianças com hiperplasia adrenal congênita comparado a placebo?
- Insulina Efsitora Alfa Semanal vs Degludeca Diária em Adultos com DM114/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia
Insulina efsitora alfa semanal é tão eficaz quanto a insulina degludeca diária no controle glicêmico de adultos com diabetes tipo 1?
- Estratégia Transfusional Restritiva vs Liberal em Pacientes com Lesão Cerebral Aguda14/11/2024 — Terapia Intensiva · Medicina de Emergência · Neurologia
Uma estratégia transfusional restritiva em pacientes com lesão cerebral aguda influencia no desfecho neurológico funcional em comparação à uma estratégia transfusional liberal?
- Como Eu Manejo a Resistência Diurética Com Base em Metanálise Publicada em 2021 e Revisão de Especialista Sobre o Tema13/11/2024 — Clínica Médica · Nefrologia
Frequentemente, na prática médica, utiliza-se a administração conjunta de furosemida e albumina com objetivo de potencializar o efeito do diurético de alça. No entanto, poucos estudos suportam essa prática. Em 2021 foi publicada uma metanálise na revista PlosOne sobre resistência a diuréticos. O estudo busca definir se de fato essa prática de terapia de manejo específica para manejar resistência a diuréticos têm benefício clínico. Para isso, dados obtidos no EMBASE, Medline e Cochrane foram coletados (atualizada pela última vez em Outubro de 2020), com inclusão de 13 estudos e um total de 422 pacientes. Optado por incluir nesse material outras evidências para guiar tratamento e trazer outras opções terapêuticas no manejo da resistência diurética.
- Como Eu Diagnostico e Trato Hipertensão Arterial Sistêmica Com Base na Diretriz ESC 2024 Para Manejo de Pressão Arterial Elevada e Hipertensão13/11/2024 — Clínica Médica · Cardiologia
Este documento objetiva atualizar o Guideline ESC de 2018 para o manejo de hipertensão arterial, uma doença prevalente e importante fator de risco modificável para morbidade e mortalidade cardiovascular e por todas as causas, através da incorporação de novas recomendações, baseadas em evidências atuais. Esta diretriz baseia suas recomendações de acordo com o método LoE (Class of Recommendation and Level of Evidence), onde existem 4 classes de recomendação (Classe I: recomendação forte; Classe IIa: deve ser considerada; Classe IIb: pode ser considerada e Classe III: não recomendada) e 3 níveis de evidência (Nível A: informações derivadas de múltiplos estudos randomizados ou metanálises de elevada qualidade; Nível B: informações de um único estudo randomizado ou grandes estudos não randomizados e Classe C: consenso de opiniões de especialistas e/ou estudos pequenos, observacionais ou retrospectivos).
- Como Eu Trato Síndrome de Sjogren Com Base nas Recomendações do EULAR de 202013/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Estas são as primeiras recomendações elaboradas pelo EULAR para o manejo de pacientes com Síndrome de Sjogren e abordam terapias medicamentosas tópicas e sistêmicas. Foi realizada uma abordagem baseada em dados e opinião de especialistas, levando-se em conta a qualidade das evidências, o equilíbrio entre benefícios e riscos, valores e preferências dos pacientes e utilização de recursos. Cada recomendação é classificada conforme o sistema Oxford de acordo com o nível de evidência, o grau de recomendação e o grau de concordância do painel, constituído por clínicos, e pacientes. Para cada recomendação instituiu-se uma taxa mínima de aceitação de 80% do painel na primeira votação, sendo submetida a nova discussão e possíveis reformulações caso esta taxa não fosse atingida. O EULAR ressalta a necessidade de mais evidências em Síndrome de Sjogren, já que o número de estudos disponíveis é muito inferior àquele de outras doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus. As recomendações apresentadas foram baseadas em 9 ensaios clínicos randomizados controlados, 18 estudos prospectivos e 5 estudos de caso-controle.
- Fragilidade e Delirium Pioram Desfechos em Insuficiência Cardíaca13/11/2024 — Clínica Médica · Cardiologia · Geriatria
O impacto combinado de fragilidade e delirium na mortalidade hospitalar e no encaminhamento pós-alta de pacientes idosos com insuficiência cardíaca aguda descompensada (ICAD) ainda não é bem compreendido. Este estudo observacional foi conduzido para explorar essa relação e revelou que tanto a fragilidade quanto o delirium, de forma isolada e em combinação, estão associados a piores desfechos clínicos, como maior mortalidade hospitalar e encaminhamento para cuidados não domiciliares após a alta.
- Benefícios de Sacubitril/Valsartana São Mantidos Mesmo em Hipotensão?13/11/2024 — Clínica Médica · Cardiologia
A hipotensão é um importante problema clínico em insuficiência cardíaca (IC). No entanto, ainda é necessário avaliar a associação entre a hipotensão (assintomática ou sintomática) e desfechos clínicos. Por isso, realizou-se esta análise post-hoc do estudo PARADIGM-HF que mostrou que apesar de tanto a hipotensão assintomática como a sintomática durante o tratamento com sacubitril/valsartan terem sido associadas a piores desfechos, os benefícios do sacubitril/valsartan foram mantidos ou mesmo aumentados.
- Eficácia e Segurança da Semaglutida em Monoterapia uma vez por Semana versus Placebo em Pacientes com Diabetes tipo 212/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia
A semaglutida semanal é eficaz e segura para controle glicêmico em pacientes com Diabetes tipo 2?
- Romosozumabe vs Teriparatida em Mulheres Pós-Menopausa com Osteoporose Após Bisfosfonato Oral12/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia · Reumatologia
O romosozumabe é superior à teriparatida no aumento da densidade mineral óssea em mulheres com osteoporose pós-menopausa previamente tratadas com bisfosfonatos?
- Controle Intensivo da Glicose com Sulfonilureia ou Insulina e Risco de Complicações em Diabetes Tipo 212/11/2024 — Clínica Médica · Endocrinologia
O controle intensivo da glicemia com sulfonilureia ou insulina em pacientes com diabetes tipo 2 é capaz de prevenir suas complicações micro e macrovasculares?
- Certolizumabe mais Metotrexato em Pacientes com Artrite Reumatoide Ativa12/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
Em pacientes com artrite reumatoide ativa, a associação de certolizumabe ao metotrexato (MTX) é eficaz no controle articular e radiográfico em comparação ao uso de MTX isolado?
- Desmame de Imunossupressor de Manutenção na Nefrite Lúpica12/11/2024 — Clínica Médica · Reumatologia
A descontinuação da terapia imunossupressora de manutenção após 2-3 anos em pacientes com nefrite lúpica é não inferior à sua continuidade por mais dois anos?
- Oxigenoterapia 24h/dia Melhora Desfechos em Hipoxêmicos?11/11/2024 — Clínica Médica · Pneumologia · Terapia Intensiva
A oxigenoterapia por pelo menos 15 horas diárias já é comprovadamente eficaz em prolongar a sobrevida de pacientes com hipoxemia grave. Contudo, sem embasamento em estudos randomizados, algumas recomendações sugeriram a oxigenoterapia contínua de 24 horas por dia, um regime mais oneroso e sem benefício adicional comprovado. Este estudo randomizado foi, então, conduzido para avaliar se o uso de oxigênio por 24 horas diárias ofereceria alguma vantagem. Os resultados mostraram que, em pacientes com hipoxemia grave, a oxigenoterapia 24h/dia não melhorou desfechos clínicos em relação ao uso por 15h/dia.
