Atlas 2.0 chegou— seu copiloto clínico com IA, agora com resposta estruturada e citada.Experimente grátis →
ATLAS 2.0Novo

Leu a notícia? Pergunte o que quiser sobre ela ao seu copiloto clínico.

Dose por peso, interações, conduta e contraindicações — resposta estruturada, com fontes citadas e navegáveis. Direto no app ou na web.

Atlas respondendo...
TL;DR

Telemedicina é efetiva e custo-benefício no tratamento da obesidade — com anamnese detalhada e apps de adesão.

CondutaFontes citadasPosologia

    Injeção de Corticotropina Melhora Desfechos na Dermatomiosite?

    24 de janeiro de 2025

    2 minutos de leitura

    Qual o contexto?

    A dermatomiosite é uma doença autoimune que afeta pele e músculos, podendo se apresentar na forma amiopática, caracterizada por lesões cutâneas extensas sem comprometimento muscular significativo. A injeção de corticotropina de reposição (ICR) é uma formulação de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) para estimular a secreção endógena de corticosteroides e exercer efeitos anti-inflamatórios. Aprovada pelo FDA para diversas doenças inflamatórias, sua eficácia na dermatomiosite ainda não foi amplamente estudada. Este ensaio clínico conduzido em pacientes refratários ao tratamento convencional, demonstrou que o uso da ICR por 6 meses levou a uma melhora significativa na atividade cutânea da doença e foi bem tolerada, permitindo que a maioria dos pacientes reduzisse ou descontinuasse o uso de outros imunossupressores

    Como o estudo foi feito?

    Foram incluídos pacientes com DM com atividade cutânea moderada a grave [Área de doença de dermatomiosite cutânea e atividade do índice de gravidade (CDASI-A)] >14, apesar do tratamento prévio com ≥2 agentes sistêmicos. Iniciou-se ICR 80U - 2 vezes/semana durante 6 meses. Os desfechos primários foram reduções significativas nas pontuações do CDASI-A e da Avaliação Global Médica (PGA) aos 6 meses. 

    Ao final de 6 meses, 93% dos pacientes apresentaram melhora na pontuação do CDASI-A, com redução mediana de 9 pontos (de 19 para 10, p < 0,001), indicando uma melhora clinicamente relevante. A pontuação do PGA também melhorou significativamente, reduzindo de 2,5 para 0,8. Os pacientes relataram melhora dos sintomas cutâneos e redução do impacto da doença na qualidade de vida, refletida pela queda da pontuação do DLQI de 7 para 2 (p < 0,001). Os efeitos adversos foram predominantemente leves e relacionados ao aumento transitório de energia, insônia e irritabilidade. Nenhum evento adverso grave foi registrado, e 73% dos pacientes conseguiram reduzir ou descontinuar o uso de outros imunossupressores ao longo do estudo.

    Qual o impacto na prática?

    Os achados deste estudo indicam que a injeção de corticotropina de reposição (ICR) pode ser uma opção terapêutica eficaz para pacientes com dermatomiosite refratária, promovendo melhora significativa da atividade cutânea da doença e da qualidade de vida, sem eventos adversos graves. Caso se torne disponível no Brasil, a ICR poderá representar uma alternativa viável para o manejo de pacientes com manifestações cutâneas persistentes, especialmente aqueles que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais.



    Autor do conteúdo

    Equipe DocToDoc


    Referências

    Públicação Oficial

    https://app.doctodoc.com.br/conteudos/injecao-de-corticotropina-melhora-desfechos-na-dermatomiosite


    Compartilhe

    Disponível agora

    Baixe o MedCode — grátis para começar.

    Mais de 100 mil médicos já usam. Bulário offline, condutas, calculadoras — e o Atlas 2.0 incluso na assinatura.

    AtlasNovo: Atlas 2.0 — copiloto clínico com IA. Acessar →
    App MedCode com Atlas 2.0