Apixabana é Deletéria em Pacientes Oncológicos?
07 de outubro de 2024
um minuto de leitura
Os dados sobre a eficácia e segurança dos agentes antitrombóticos em pacientes com câncer e acidente vascular encefálico (AVE) criptogênico são escassos. Por essa razão, foi realizada uma análise post-hoc do estudo ARCADIA, que demonstrou que, no perfil de pacientes avaliado, não houve diferença no risco isquêmico ou hemorrágico entre o uso de apixabana e o de aspirina.
Como o Estudo Foi Feito?
Esta análise post-hoc incluiu dados de 1.015 pacientes do estudo ARCADIA, com AVE criptogênico recente e evidência de cardiopatia atrial por meio de biomarcadores. O desfecho primário foi uma composição de eventos isquêmicos ou hemorrágicos maiores. Entre os pacientes com histórico de câncer, 13,1% dos randomizados para o grupo que recebeu apixabana e 21,1% dos randomizados para o grupo que recebeu aspirina tiveram um evento isquêmico ou hemorrágico maior. No entanto, o risco não foi estatisticamente significativo (HR = 0,61; IC 95%: 0,26-1,43).
Esta análise post-hoc sugere que, entre os pacientes com histórico de câncer do estudo ARCADIA, não houve diferença significativa no risco de eventos isquêmicos ou hemorrágicos maiores entre aqueles que usaram apixabana ou aspirina. Portanto, em pacientes com AVE criptogênico sem fonte emboligênica definida, como os do estudo ARCADIA, não é recomendada a utilização rotineira de anticoagulantes. A investigação de uma fonte emboligênica é essencial para garantir um tratamento seguro e eficaz.
Autor do conteúdo
Equipe DocToDoc
Referências
Públicação Oficial
https://app.doctodoc.com.br/conteudos/apixabana-e-deleteria-em-pacientes-oncologicos
Compartilhe
Copyright © 2024 Portal de Conteúdos MEDCode. Todos os direitos reservados.